Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XII

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A armadilha chinesa (importante refletir sobre isso)

 

Há mais de 40 anos - um Sabio Senhor, no fim de 1969, falava que o "grande" perigo do mundo seria quando os chineses o dominassem, comercialmente.
Segundo sua visão, nós seríamos enjaulados pelo comércio chinês, pois, com os seus mais de bilhão de habitantes e seu sistema de governo (escravidão), eles teriam condições de produzir a baixo custo.
Então leia o artigo abaixo :


- A verdade é que agora, tudo o que compramos é Made in China - Por Luciano Pires (diretor de marketing da Dana e profissional de Comunicação )
Alguns conhecidos voltaram da China impressionados.
Um determinado produto que o Brasil fabrica em um milhão de unidades, uma só fábrica chinesa produz quarenta milhões.
A qualidade já é equivalente.
E a velocidade de reação é impressionante.
Os chineses colocam qualquer produto no mercado em questão de semanas.
Com preços que são uma fração dos praticados aqui.
Uma das fábricas está de mudança para o interior, pois os salários da região onde está instalada estão altos demais: 100 dólares. Um operário brasileiro equivalente ganha 300 dólares no mínimo, que acrescidos de impostos e benefícios representam quase 600 dólares.
Quando comparados com os 100 dólares dos chineses, que recebem praticamente zero benefícios,estamos perante uma escravatura amarela e alimentando-a.
Horas extraordinárias? Na China? Esqueça!
O pessoal por lá é tão agradecido por ter um emprego que trabalha horas extras sabendo que não vão receber nada por isso.
Atrás dessa "postura" está a grande armadilha chinesa.
Não se trata de uma estratégia comercial, mas sim de uma estratégia "poder" para ganhar o mercado ocidental .
Os chineses estão tirando proveito da atitude dos "marqueteiros" ocidentais, que preferem terceirizar a produção ficando apenas com o que ela "agrega de valor": a marca.
Dificilmente você adquire atualmente nas grandes redes comerciais dos Estados Unidos da América um produto "Made in USA".
É tudo "Made in China" com rótulo estadunidense.
As Empresas ganham rios de dinheiro comprando dos chineses por centavos e vendendo por centenas de dólares.
Apenas lhes interessa o lucro imediato e a qualquer preço.
Mesmo ao custo do fechamento das suas fábricas e do brutal desemprego.
É o que pode-se chamar de "estratégia preçonhenta".
Enquanto os ocidentais terceirizam as táticas e ganham no curto prazo, a China assimila essas táticas, cria unidades produtivas de alta performance, para dominar no longo prazo.
Enquanto as grandes potências mercadológicas que ficam com as marcas, com os designs e suas grifes; os chineses estão ficando com a produção, assistindo, estimulando e contribuindo para o desmantelamento dos já poucos parques industriais ocidentais.
Em breve, por exemplo, já não haverá mais fábricas de tênis ou de calçados pelo mundo ocidental.
Só haverá na China.
Então, num futuro próximo veremos os produtos chineses aumentando os seus preços e produzindo um "choque da manufatura", como aconteceu com o choque petrolífero nos anos setenta.
Aí já será tarde demais.
Então o mundo perceberá que reerguer as suas fábricas terá um custo proibitivo e irá render-se ao poderio chinês.
Perceberá que alimentou um enorme dragão e acabou refém do mesmo.
Dragão este que aumentará gradativamente seus preços, já que será ele quem ditará as novas leis de mercado. Será quem manda.
Terá o monopólio da produção.
Sendo a China - e apenas ela - quem possuirá as fábricas, inventários e empregos; é também quem vai regular os mercados, e não os "preçonhentos".

Iremos nós e os nossos filhos e netos assistir a uma inversão das regras do jogo atual que terão nas economias ocidentais o impacto de uma bomba atômica... chinesa.
Nessa altura em que o mundo ocidental acordar será muito tarde.
Nesse dia, os executivos "preçonhentos" olharão tristemente para os esqueletos das suas antigas fábricas, para os técnicos aposentados jogando boliche no clube da esquina, e chorarão sobre as sucatas dos seus parques fabris desmontados. E então lembrarão, com muitas saudades, do tempo em que ganharam dinheiro comprando "balatinho dos esclavos" chineses, vendendo caro suas "marcas- grifes " aos seus conterrâneos.
E então, entristecidos, abrirão suas "marmitas" e almoçarão as suas marcas que já deixaram de ser moda e, por isso, deixaram de ser poderosas pois foram todas copiadas.
REFLITAM E COMECEM A COMPRAR JÁ - OS PRODUTOS DE FABRICAÇÃO NACIONAL, FOMENTANDO O EMPREGO EM SEU PAÍS, PELA SOBREVIVENCIA DO SEU AMIGO, DO SEU VIZINHO E ATÉ MESMO DA SUA PRÓPRIA E DE SEUS DESCENDENTES.
Ou já será tarde demais???

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Respostas a este tópico

E a mais pura  verdade, quem viver verá

Bom dia Nobres Colegas,

 

Grande materia, refletindo o que acontece, percebemos mas nao tomamos atidudes, por outro lado ou pelo mesmo lado, temos a impossicao de regras cada vez mais complexas que fazem do producao nacional complicada.

 

Na China EPI deve ser uma palavra usada para expressar algo impossivel, mas no mundo ocidental 'e obrigacao. Nosso parque fabril nao eh mais avancado devido aos poucos incentivos vindos do Governo que conforme materia de um outro nosso colega a semanas atras, esta comprando ate as fardas "Made in China".

 

Exemplo ? Nem nosso agradavel, importante Governo nao nos da.

 

Entendo tambem que o impacto Made in China, pode ser drastico, quando da noite para o dia, puxarem os precos para cima.

 

Medo? Eu nao tenho, com a ajuda de Deus, nos mantemos com fabricacao nacional hoja ainda em 100%, porem com projecao para reducao para 80%.

 

Deus nos ajude a abrirmos os olhos e nao virarmos EUA pois la sim tudo eh by CHINA, por isso existe uma instabilidade grande por la.

 

Precisamos aderer a ideia "MADE IN BRASIL", buscar, brigar ... sem medo, pois somos brasileiros, guerreiros ...

Nao consigo imaginar descrição melhor e mais exata da situação vivida por nos...vamos abrir os olhos pessoal, nossos filhos irão sofre bastante com esta situação...

Olhem só - eu trabalho ligado ao varejo - de moda e de materiais para construção - e quero propor mais um passo, neste cenário que o Luciano delineia e que o Sérgio divulga.

Incontestável este aspecto industrial da questão chinesa. O Luciano usa uma expressão interessante - esta dos "preçonhentos", para se referir aos "marca-e-teiros"- que compram barato e vendem caro sob suas bandeiras. Esta é uma característica deste nosso estágio de competição/competitividade, não?

Ao invés de repassarmos para o mercado consumidor as vantagens de custos de produção menores, que é a base de toda a cadeia da produtividade/eficiência etc., estamos num meio em que a MERCANTILIZAÇÃO (o aspecto comercial da atividade econômica) dominou o cenário, verdade?

Mas, no caso das marcas, ainda existe um grande investimento, de recursos enormes, para agregar valor - gerando aberrações mas mantendo padrões de qualidade etc.

E? Aí quero acrescentar um pouco da minha experiência do varejo brasileiro. Temos, de um lado, as grandes redes varejistas - importadas no capital ou no modelo - com seus markups de cento e tanto por cento, transferindo a fome para os fabricantes - chineses ou não; de outro, os comerciantes locais que, com um mínimo de esforço, conhecimento, profissionalização aplicam os mesmos cento ou quase de markup, aproveitando o momento de oferta desequilibrada! E, isso, repassando para o consumidor os custos financeiros campeões, a ineficiência dos serviços prestados, jogando para os fabricantes a insuficiência do seu capital de giro - MAS MANTENDO A MARGEM PARA COBRIR SUA INEFICIÊNCIA! A qualidade dos produtos ofertados? Problema do consumidor e do fabricante!

Como a redução das margens é uma realidade, fato, caminho, lutam com afinco para manter sua busca do enriquecimento rápido, do uso do capital de terceiros numa alavancagem excepcional que o mercado ainda propicia! A informalidade enganosa colabora!

A melhoria dos serviços que vinha crescendo, foi atropelada por uma avalanche de mercenarização das equipes de venda, através de campanhas e premiações, complementares das remunerações desestimulantes!

Ou seja, se a cadeia de valor é nivelada por seu elo mais fraco, o varejo vem prestando um grande serviço à causa chinesa!

Acredito que sem uma qualificação, uma revolução no varejo brasileiro, de ponta a ponta do país, orquestrada entre industriais e lojistas, estamos é colaborando para enterrar os fabricantes locais e encantados pelos traders chineses - cada vez mais competentes! O "made in Brazil" não vale quase nada na situação atual!

O fabricante local, pequeno, competente, enxuto, tem que competir com um fabricante/comerciante gigante que foi prá China buscar uma liderança de custo imbatível, e está colocando produtos piores, ou, no mínimo, mais inconstantes nos padrões técnicos, mas com uma agressividade comercial maluca, comprando espaços, esmagando conceitos de qualidade etc., bancados por estes diferenciais de custos que o Luciano coloca!

Muito a fazer!

A china esta implodindo os EUA sem disparar uma bomba e vai acontecer com o resto do mundo, será que ninguém percebe.

Prezados,

 

eu não consigo compreender como os nossos pequenos, médios e grandes empresários do ramo têxtil não se juntaram para entrar com a medida ANTIDUMPING, para tentar ao menos amenizar tantos prejuízos em nossa economia.

 

Segundo a Wikipedia: As medidas antidumping têm como objetivo neutralizar os efeitos danosos à indústria nacional causados pelas importações objeto de dumping, por meio da aplicação de alíquotas específicas (fixadas em dólares dos EUA e convertidas em moeda nacional), ad valorem (sobre o valor aduaneiro da mercadoria em base FOB, no Brasil) ou de uma combinação de ambas.

 

 

 

 

meus amigos, não adianta chorar, o capitalismo é feito de concorrência.

o Braisl nunca vai parar de importar nada, anti-dumping, isso é a maior bobagem ... se o Brasil fechar as portas da importação, então vamos deixar vender minérios, comida, bananas para a China.  aí é que vamos quebrar de vez.

 

se a China é melhor que o Ocidente em ser capitalista, o Ocidente que vá á falência mesmo.

a União Soviétia não percebeu isso.

 

mas eu não dizendo que a China quer espalhar o comunismo pelo mundo falindo o Ocidente.

 

Estou dizendo que ela é capitalista ao seu modo, sendo uma país altamente industrial, com exército de trabalho de 1, 2 bilhões de pessoas, moeda desvalorizada, portanto com altíssimo potencial exportador de produtos acabados. Isso á leva á enriquecer dentro do sistema capitalista.

 

mas mesmo se a China não fosse uma potência, de qualquer modo ainda assim seríamos meros exportadores de commodities e bananas. Isso não muda nada a história do Brasil.

 

E pelo jeito não está mudando nosso futuro. Os líderes empresariais e políticos do país Brasil não planejam em curto e longo prazo um choque de capitalismo capaz de colocar o Brasil nos pódiuns da competitividade ou da inovação. Além disso, mesmo que quisessem, ainda temos que superar uma mentalidade tacanha, feudal  e negativa á mudanças radicais/estruturais á qual  o nosso povo  se assenta.

 

o que o Lula e o PT fizeram de desenvolvimento pelo Brasil nos últimos 10 anos, era impensável e loucura há 20 anos. Eles conseguiram melhorar bastante e alguns pontos modernizaram o páis, mesmo ainda faltando muuuuuuuuito para sermos o que poderíamos ser.

 

então é isso, o Brasil vai melhorar um pouco, mas não pode com a China não.

 

e a Alemanha não vai empobrecer por causa da China não.

 

O mundo só vai se adaptar á nova ordem mundial, tal como sempre foi.

  

 

 

 

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