Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XV

Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XV

A recente catástrofe que matou mais de 1.000 pessoas no Bangladesh deixou completamente a descoberto os problemas da indústria têxtil e vestuário do país, atual confeção do mundo, onde a política e os negócios se confundem, com tramas que rondam a corrupção a envolverem os principais atores do sector. 

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A queda do império? – Parte 1

O boom do vestuário no Bangladesh tornou Mohammad Fazlul Azim um homem rico. Durante três décadas, o seu império cresceu de uma única fábrica para imensas unidades de produção que empregam 26 mil trabalhadores e atingem um volume de negócios anual de cerca de 200 milhões de dólares (154,57 milhões de euros).

Azim, que é também membro do Parlamento, beneficiou das políticas do governo para impulsionar a indústria e torná-la uma potência mundial. A sua casa elegante em Daca é um paraíso de luxo com uma piscina no exterior, protegida do caos das ruas da capital.

Mas tem uma queixa: os seus custos quase que duplicaram nos últimos anos. É agora tempo para as grandes marcas ocidentais que fornece pagarem mais pelas suas roupas e deixarem de esmagar as margens, declara. «Os compradores não estão a dar nada. Apenas dizem “aumente a sua produtividade”», explica Azim.

Nas fábricas neste país do Sul da Ásia com 160 milhões de pessoas, contudo, poucos simpatizam com os magnatas têxteis e os seus problemas. Os retalhistas ocidentais são poderosos, mas também o são os empresários do vestuário.

Graças à sua influência política e, agora, a uma nova força policial industrial que esmaga divergências nas suas fábricas, segundo os ativistas, são os próprios empresários que mantêm os salários mais baixos do que em qualquer outra parte do mundo – e muitas vezes escapam às exigências legais de segurança.

O colapso de 24 de abril de um edifício de oito andares perto de Daca que albergava várias unidades de produção de vestuário foi um horrível lembrete do falhanço coletivo – das autoridades, empresários e compradores – em assegurar que barato não significa perigoso. A torre Rana Plaza caiu como um castelo de cartas. As equipas de resgaste encontraram 1.127 mortos entre os escombros. Este foi o terceiro acidente mortal em seis meses, o que levanta questões sobre segurança e as condições laborais neste pobre país do Sul da Ásia, que tem no vestuário 80% das suas exportações.

Até agora, houve pouca pressão para melhorar as condições de segurança e os salários de 4,5 milhões de trabalhadores do Bangladesh que trabalham nesta indústria. Essa inércia resulta, em parte, de quão profundamente a indústria se tornou numa estrutura de poder.

Mais de 30 patrões da indústria de vestuário são membros do parlamento, representando cerca de 10% dos deputados. Outros proprietários, como Mohammed Sohel Rana, o dono do complexo que ruiu, têm fortes ligações políticas: Rana foi um líder local da juventude partidária do partido no poder, o Awami League.

Rana foi preso enquanto tentava fugir pela fronteira com a Índia e enfrenta agora acusações de construção ilegal que levou a mortes. Os responsáveis do Bangladesh afirmam que o seu complexo de oito pisos foi construído numa zona de pântano sem as autorizações necessárias.

«Pelo menos 50% dos membros do parlamento têm algum tipo de ligação ao mundo dos negócios», afirma Babul Akhter, líder do Bangladesh Centre for Workers Solidarity, uma organização que trabalha com sindicatos. Alega que muitos destes produtores de vestuário com ligações políticas aproveitam a sua influência para desrespeitarem o salário mínimo estipulado por lei.

Ativistas como Akhter, que faz campanha por fábricas mais seguras e melhores salários são muitas vezes tratados como inimigos do Estado, num país cuja economia seria devastada se as marcas ocidentais saíssem.

Um ativista proeminente, Aminul Islam, pagou o preço no ano passado: com sinais de tortura, o seu corpo foi encontrado a muitos quilómetros do sítio onde foi visto pela última vez. O governo nega as acusações de que teve alguma coisa a ver com o assassinato de Islam, mas a verdade é que no passado ele tinha sido detido e torturado por forças de segurança. A sua morte está ainda a ser investigada e não foram feitas quaisquer detenções no caso.

Também Akhter foi preso por incitar a violência de multidões e foi agredido na prisão há três anos após um surto de agitação laboral; hoje afirma ter ainda acusações contra si desde essa altura e é seguido por homens desconhecidos que, suspeita, serem agentes secretos.

«Não há razão para o seguir», afirma Mainuddin Khandaker, o segundo burocrata no ranking do Ministério Interno. «Não temos qualquer informação sobre isso», acrescenta.

O último reduto do barato
À medida que os níveis salariais subiram nos países considerados “fábricas do mundo”, o Bangladesh continua a ser o último reduto do trabalho barato, uma vantagem que ajudou a tornar o país no segundo maior exportador de vestuário do mundo, a seguir à China.

Em 2010, o Bangladesh tinha o salário mínimo mais baixo para os trabalhadores das fábricas, segundo os dados do Banco Mundial, atrás do Camboja, o último país a entrar na cadeia de aprovisionamento mundial em 2000.

«É o mais baixo de todo em termos de salários», afirma Malte Luebker, o especialista sénior em salários para a Ásia-Pacífico da Organização Internacional do Trabalho (OIT). «Os salários são o ponto-chave», acrescenta.

O facto do Bangladesh continuar tão competitivo é, em parte, a história de poderosos retalhistas do Primeiro Mundo a jogar com os donos de fábricas, como Azim, para assegurar os preços mais baixos. 

É também a história de um governo que asfixia o ativismo laboral tanto para proteger a economia do país como para agradar aos magnatas dos negócios que se tornaram parte das instituições políticas e sociais.

É uma situação que serve a todos, incluindo aos consumidores das economias em dificuldades da Europa e da América do Norte, que querem t-shirts e calças a preços baixos de marcas como Wal-Mart, Target, H&M e Loblaw.

O que torna tudo isso possível são os trabalhadores do Bangladesh que fazem as roupas, muitos a trabalhar em condições perigosas e alguns a ganhar menos de 2 dólares por dia.

Na segunda parte deste artigo, será abordada a importância económica da indústria têxtil e vestuário no Bangladesh.

s baixos salários no Bangladesh tornam a ITV numa das mais competitivas do mundo, com retalhistas e marcas ocidentais a procurar o país para as suas produções, contribuindo para perpetuar os preços baixos e aumentar o peso do sector na economia desta nação asiática. 

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A queda do império? – Parte 2

A procura dos preços baixos por parte dos retalhistas ocidentais tornou a indústria têxtil e vestuário, e os seus empresários, em figuras de proa no Bangladesh, não apenas em termos económicos mas também políticos, já que muitos têm assento no parlamento do país

A indústria de vestuário é, efetivamente, emblemática no crescimento do Bangladesh enquanto economia emergente nos últimos anos. Anteriormente um território do leste do Paquistão, o Bangladesh ganhou a independência depois de uma guerra sangrenta em 1971, que deixou a sua economia fragmentada. O país tornou-se sinónimo de uma pobreza desesperada nos anos seguintes, dependente de ajuda externa, com instabilidade política, corrupção e sobrepopulação.

Hoje, graças em grande parte ao crescimento explosivo da sua indústria de vestuário, o Bangladesh está incluído nas chamadas “Próximas 11” economias, um termo que a Goldman Sachs usa para descrever países como a Indonésia, o Irão, o México e a Coreia do Sul, que têm o potencial para se tornar algumas das maiores economias emergentes do mundo neste século.

Até 2004, o Acordo Multifibras impôs quotas sobre as exportações de têxteis e vestuário de países em desenvolvimento para as nações ricas. Deu a Daca e aos seus rivais quotas de mercado fixas; quando expirou no final de 2004, o Bangladesh preparou-se para uma concorrência ruinosa, sobretudo da China.

Mas em vez disso, as suas exportações de vestuário deram um pulo, triplicando após o acordo expirar, para 19 mil milhões de dólares (14,68 mil milhões de euros) no ano fiscal de 2011/2012. Isso diminuiu a diferença das exportações para a China. A escassez de mão de obra, a inflação dos salários e a mudança para produtos com maior valor acrescentado tornaram a China menos atrativa como fonte de aprovisionamento para vestuário.

O desmantelamento das quotas levou a uma «cultura de dinheiro rápido» que se espalhou entre uma nova classe de magnatas do vestuário que subiram no mundo da política e dos media, afirma um representante de um grande retalhista americano em Daca.

As cadeias ocidentais podem vender vestuário feito no Bangladesh a um preço até 10 vezes mais elevado do que os da porta de fábrica. Começaram a pilhar o país na sua busca incessante por custos o mais baixos possíveis. Direta ou indiretamente, fizeram por vezes negócio com Sohel Rana e os magnatas do vestuário.

Salários começam a subir
As grandes cadeias de retalho, que oferecem encomendas de grandes volumes, estão estragadas pela oferta. O Bangladesh tem mais de 3.500 confeções de vestuário. Os pactos comerciais que oferecem acesso preferencial aos bens produzidos no Bangladesh também ajudam: a Europa recebe 60% das exportações do país, os EUA 23%.

Em oposição a essas vantagens estão as ruas congestionadas, a falta de portos de águas profundas e constantes faltas de energia. A iminente agitação política leva regularmente a greves generalizadas que paralisam a economia e acrescentam pressão aos empresários. Semanas antes do colapso do Rana Plaza, a Associação de Produtores e Exportadores de Vestuário do Bangladesh (APEVB) afirmou que as greves e agitação social podem ter custado ao país 3 mil milhões de dólares em potenciais novos negócios.

Os trabalhadores do vestuário tiveram uma pequena vitória em 2010 depois de meses de protestos violentos por causa dos salários e condições. O governo subiu o salário mínimo mensal em 80% para 3.000 takas (cerca de 38 dólares ou 30 euros). Contudo, apenas uma pequena parte dos trabalhadores recebe o salário mínimo: vários donos de fábricas afirmam que o salário médio nas suas fábricas ronda as 5.000 takas.

Esse valor é ainda muito mais baixo do que na China, onde o salário mínimo para os trabalhadores varia entre 154 e os 230 dólares por mês, e no Camboja, cujo salário médio base é de 80 dólares, segundo a OIT.

Atraídos pelos custos mais baixos, até os negócios chineses de vestuário estão a transferir-se para o Bangladesh.

A Cherry Body Fashions, uma fábrica de lingerie e swimwear numa zona de processamento de exportações nos arredores de Daca, é uma prova clara da deslocalização. O diretor-geral Wallace Chu afirma que há 10 anos atrás, a proprietária da empresa, de Hong Kong, tinha 3.500 funcionários na China. Agora emprega apenas 200 – e 2.500 no Bangladesh.

«O meu patrão vai transferir cada vez mais negócio para aqui para sobreviver», indica Chu.

As marcas ocidentais pressionam regularmente o governo do Bangladesh e a associação de produtores de vestuário para assegurar que as fábricas são seguras e os trabalhadores recebem salários decentes. Mas, afirma Mikail Shipar, um burocrata de topo no Ministério do Trabalho e Emprego: «eles afirmam que nós devemos aumentar o salário mínimo, mas não parecem muito ansiosos por aumentar os preços das suas compras».

Vários donos de empresas, diretores e representantes de retalhistas em Daca, todos sob a forma de anonimato, confirmam que as marcas estão a pagar cada vez menos. Um revelou que um comprador lhe pagou 5 dólares por peça por fazer uma camisa específica em 2011 e depois ofereceu pelo mesmo trabalho 4,50 dólares um ano depois. Outro estimava que os preços caíram 40% nos últimos dois anos.

«Eles pagam-nos como se fossem pedintes e pedem qualidade como se fossem um rei», resume Abdul Mannan, que ajudou a abrir a indústria quando era Ministro dos Têxteis no início dos anos 90 e agora detém mais de 12 fábricas no país e no estrangeiro.

Por vezes, os compradores recusam negociar porque sabem que a concorrência entre os donos das fábricas por encomendas de grandes volumes é intensa.

«É tanto a culpa das marcas como dos donos das empresas, que cobram menos que os concorrentes», considera um representante de uma grande marca americana no Bangladesh. «Se as pessoas estão a baixar os preços sempre, claro que nos aproveitamos disso – por isso os preços vão sempre para baixo».

Para além dos preços baixos, a repressão dos sindicatos e a impunidade dos empresários está a gerar revolta e a pôr em causa a continuação do status quo, como se observa na terceira e última parte desta análise ao Bangladesh.
 http://www.portugaltextil.com/tabid/63/xmmid/407/xmid/42469/xmview/...

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«Eles pagam-nos como se fossem pedintes e pedem qualidade como se fossem um rei», resume Abdul Mannan, que ajudou a abrir a indústria quando era Ministro dos Têxteis no início dos anos 90 e agora detém mais de 12 fábricas no país e no estrangeiro.

É tanto a culpa das marcas como dos donos das empresas, que cobram menos que os concorrentes», considera um representante de uma grande marca americana no Bangladesh.

O último reduto do barato
À medida que os níveis salariais subiram nos países considerados “fábricas do mundo”, o Bangladesh continua a ser o último reduto do trabalho barato, uma vantagem que ajudou a tornar o país no segundo maior exportador de vestuário do mundo, a seguir à China.

Em 2010, o Bangladesh tinha o salário mínimo mais baixo para os trabalhadores das fábricas, segundo os dados do Banco Mundial, atrás do Camboja, o último país a entrar na cadeia de aprovisionamento mundial em 2000.

AMIGO ROMILDO, O CASO É PERDIDO! 

VÃO SUGAR O BANGLADESH ATÉ AS ÚLTIMAS GOTAS... DEPOIS SERÁ O FIM!

    Deois virão para o sertão do Seridó.

... O fim do BANGLADESH. É verdade! o seridó brasileiro pode está na mira

Vários donos de empresas, diretores e representantes de retalhistas em Daca, todos sob a forma de anonimato, confirmam que as marcas estão a pagar cada vez menos. Um revelou que um comprador lhe pagou 5 dólares por peça por fazer uma camisa específica em 2011 e depois ofereceu pelo mesmo trabalho 4,50 dólares um ano depois. Outro estimava que os preços caíram 40% nos últimos dois anos.

aqui no brasil, mesmo que seja no sertao do serido, regiao que conheco bem e dificil pois se tem uma justica que funciona bem no brasil e a justica do trabalho, pelo menos para os pequenos, eu conheco faccao da hering aqui na paraiba que e toda legalizada, tudo dentro da lei eles cobram inclusive inss e fgts rigorosamente em dia, a diferenca e que o explorado aqui e o dono da faccao que trabalha 16 horas por dia para manter a familia, aqui ele nao fica milionario nao ele mora em bairro popular o carro dele e 1.0, entao se acontecer algum tipo de exploracao vao ter que comprar a justica do trabalho e politicos com muito poder, agora o que deveria acontecer era que os governos deveriam fiscalizar estas redes de marcas mundiais quando fossem se instalar em cada pais, onde voce fabrica, me mostre os contratos de quanto voce paga la, porque depois de instalada a loja o povo vai la e compra, uma mae de familia que ganha salario minimo e tem 3 filhos, ela vai procurar o que tem mais barato e se tiver um jeans de 5 dolares ela vai comprar, ela precisa vestir seu filho, mas isto nenhum politico faz porque quando uma rede vem e se instala no estado ele compra de governador a prefeito pois estes miseraveis estao mais preocupados com verba para suas malditas campanhas imorais do que qualquer outra coisa, entao do meu ponto de vista qualquer governo que deixa estas malditas redes se instalarem no seu pais, esta sujo do sangue destes que morreram para vestir o mundo.

romildo de paula leite disse:

    Deois virão para o sertão do Seridó.

   Dona francisca é verdade para os pequenos quando são réus em qualquer situação, a "justiça funciona".

Aguarde eles estão vindo.

porem romildo, mesmo eles sendo grandes nos podemos dificultar muito a vida deles aqui com denuncias, quem diria que a justica do trabalho entraria no bom retiro e bras aquilo ali e uma vergonha totalmente dominado por coreanos que explora ate leles mesmos mas o mt nao pode ignorar denuncias e nos vamos ficar de olho

   Dona Francisca ,Haitianos , Bolivianos tambem são explorados no brasil. Por que os industriais de confecções reclamam que faltam costureiras no Brasil. Faltam porque eles querem pagar" salários de fome".

 Aqui no Nordeste é a mesma coisa veja esse pessoal que trabalha com sacaria, confecção de flanelas, pano de pratos, coadores de café, tapetes , rêdes a exploração não é muito diferente.

Os vendedores de rêde viajam dentro de caminhões por vários dias vendendo rêdes , tapêtes, panos de pratos  e dormen em rêdes dentro dos caminhões que transportam as mercadorias. Esses são nordestinos sofredores como nós.

  Bom feriado e ótimo fim de semana.

Aqui no Brasil, há um círculo vicioso. A confeccionista, seja o proprietário da marca ou seja um faccionista, ganha na verdade pouco, por isso paga pouco. Ganhando pouco, não tem como investir em produtividade. Sem produtividade, não há lucro. Sem lucro, não há treinamento, e por aí vai.

Na outra ponta, esta a vaidade. Quantas empresas de confecção existem, com "marcas próprias", coleções de 150 a 200 modelos, equipe de desenvolvimento de produto com viagens internacionais, para vender 60 a 70 mil peças numa coleção? Mas são felizes proprietários de uma marca própria, com diploma na recepção como "The best of year", concedido por um esperto da cidade. Uma empresa com esta venda não se sustenta e para sobreviver lança mão de todas as práticas ilícitas já citadas aqui. 

Precisamos mudar essa cultura. Sinceramente, não creio que estas práticas da Ásia possam prejudicar nossas empresas no Brasil, se elas decidirem trabalharem corretamente. Investir em treinamento em busca de produtividade e pagar bem para os melhores funcionários. Hoje, uma diarista ganha o dobro de uma costureira. A situação só não está pior, porque o brasileiro ainda tem a cultura da "carteira assinada". Só é costureira quem prefere ganhar pouco para manter essa carteira, ou tem vergonha de fazer trabalho doméstico.

Vamos ensinar jovens e pagá-los de acordo com seu trabalho, Mesmo com os altos encargos seremos competitivos se nossa produtividade chegar a 85% nas salas de costura. Hoje, a média que tenho encontrado é de 45%.

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