Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIV

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Um dos principais exportadores de algodão do mundo, o Brasil terá na safra 2012/13 uma queda abrupta de seus embarques. Segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), o país deve exportar entre 500 mil e 600 mil toneladas da pluma na temporada, ante 900 mil a 1 milhão de toneladas no ciclo 2011/12, cujo embarque ainda está sendo finalizado.

O número da Anea é mais pessimista do que o da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado semana passada. A estatal previu exportação em 2012/13 de 680 mil toneladas de pluma, ante as 1,02 milhão de toneladas registradas no ciclo passado.

"Há um volume baixo de vendas antecipadas da pluma até o momento. Isso indica tendência de as exportações serem menores", afirma o presidente da Anea, Marcelo Escorel. A previsão da entidade é de que o Brasil vai colher no ciclo 2012/13 1,4 milhão de toneladas de algodão em pluma, 22% abaixo das 1,8 milhão de toneladas produzidas na safra 2011/12.

Até o momento, segundo Escorel, entre 30% e 40% dessa produção esperada foi comercializada antecipadamente, índice considerado baixo pelo mercado. "Para esta época do ano, o normal seria uma venda antecipada de 70% da produção", afirma.

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) também estima que a venda antecipada seja neste momento de 400 mil toneladas da pluma. Para a entidade, os preços médios negociados para o volume estão entre 85 centavos e 90 centavos de dólar por libra-peso.

Segundo Escorel, a comercialização lenta se deve ao comportamento do produtor rural, retraído com os preços deprimidos da pluma. "No entanto, neste momento o quadro mundial é de demanda global fraca e oferta ainda robusta", avalia Escorel.

Diante desse cenário, o Ministério da Agricultura (Mapa) já prevê que o Valor da Produção Bruta (VPB) para o algodão cairá 20,5% na safra 2012/13, para R$ 8,99 bilhões. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), órgão ligado ao Mapa, estima queda de 28% no cultivo da pluma, de 1,393 milhão para 1,002 milhão de hectares. A Abrapa está mais pessimista e prevê área plantada de 924 mil hectares, tombo de 34%.

O presidente recém-eleito da Abrapa, Gilson Pinesso, informou que a maior redução de cultivo ocorrerá em Mato Grosso, Estado líder na produção da pluma e que cultivará 35% menos algodão neste ciclo na comparação com o anterior. A redução na Bahia, segundo maior produtor, será da ordem de 30%, segundo ele. (FB)

Fonte:|http://www.valor.com.br/empresas/2935410/exportacoes-da-pluma-dever...

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O que piorará nossa balança comercial. Porem essa safra foi atípica. Consumimos menos e produzimos recordes nunca alcançados!

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