Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XI

Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XI

Autora da análise: Maria Gorete Hoffmann
Pesquisadora: Adriana Marciano
Distribuição e informações: Sebrae Santa Catarina


A proposta do plano é vital para a indústria nacional e especialmente para a sobrevivência da indústria do vestuário brasileira. É importante compreender que o plano não foi detalhado e que a sua implementação dependerá da eficiência dos grupos de trabalhos criados para discutir e implementar as medidas necessárias para se alcançar as diretrizes estabelecidas. Para os especialistas, as propostas anunciadas ajudam, mas são insuficientes na superação da combinação de juros altos e dólar barato.

Infelizmente, a indústria do vestuário brasileira é de pequeno porte. Algumas medidas irão apoiá-la, como é o caso da desoneração da folha de pagamento. Porém, os impactos referentes aos tributos serão menores, uma vez que as micro empresas possuem legislação específica e a sua tributação já é diferenciada.

É preciso aprimorar as medidas, para que elas aumentem, efetivamente, a competitividade da indústria de vestuário brasileira e permitam que as empresas enfrentem a concorrência internacional.

As ações de defesa comercial precisam ser rapidamente implementadas para evitar a quebra das empresas de vestuário. Não se pode, apenas, criar uma reserva de mercado. É necessário contrabalançar com aumento da competitividade, de maneira que essas empresas possam ampliar sua atuação no mercado internacional. Desta forma, é importante que as empresas invistam em novas máquinas e equipamentos, design de alto valor agregado, produtos ecologicamente corretos e produtos com alto índice de inovação.

A proposta de compras governamentais deve apoiar alguns segmentos específicos do vestuário, como é o caso da indústria de uniformes. No entanto, se avaliarmos a quantidade de empresas que atuam com este produto, os benefícios são quase insignificantes.

Ao se avaliar o Plano Brasil Maior a luz do custo Brasil, conforme explorado no relatório publicado pelo SIS em março passado, tem-se que os principais elementos de impacto são: logística, juros sobre o capital de giro, burocracia e custos de regulamentação, custos dos investimentos, custo de insumos básicos e custos de energia. Estes componentes impactam a receita líquida das empresas em 36,27%.

É verdade que muitos destes componentes estão sendo contemplados por esta política industrial, mas sentiu-se falta de elementos que atuem mais fortemente nos custos de logística que decorrem do investimento na infra-estrutura brasileira.

Também é necessário reduzir os custos de insumos básicos nacionais. Esta redução é decorrente dos efeitos da tributação. Desta forma, um aspecto importante do Plano Brasil Maior é a efetividade das propostas que impactam os tributos, no que concerne ao impacto nas matérias primas e insumos e na capacidade do Brasil investir na modernização de sua infra-estrutura.

É também importante compreender que a redução de juros sobre o capital de giro requer ações mais agressivas. Assim, são necessários novos elementos que possam aumentar a competitividade das indústrias, seja pela inovação ou por mecanismos que possibilitem a redução do efeito em cascata dos tributos nos insumos e produtos industrializados.

Outro aspecto crucial é a necessidade de aumentar a mão de obra qualificada, de maneira a permitir a inserção de novas tecnologias para melhorar a qualidade do vestuário brasileiro.

Para se aumentar a produtividade e a competitividade da indústria do vestuário é necessário aprimorar as medidas propostas pelo Plano Brasil Maior. Além disso, os empresários precisam sair da defensiva. É necessário que as empresas do vestuário se façam presentes nos grupos criados para o desenvolvimento das ações do Plano Brasil Maior.

As pequenas empresas do vestuário, com suas características próprias, precisam ter representantes na elaboração das propostas, para apresentar as suas realidades e defender medidas especificas.

A caminhada é longa e está apenas começando! Empresário, vá à luta!

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Respostas a este tópico

É um plano que vai dar certo. Afinal de contas, estamos ou não numa economia de mercado? Ou vamos depender sempre do governo?  O governo põe as cartas na mesa, e os empresários jogam. Acredito que muitos empresários deveriam valorizar mais a indústria nacional, e não ficar importando o que pode ser produzido por aqui mesmo, tudo em prol do excesso lucrativo. Queira ou não, vamos ter que valorizar as novas propostas do governo. Afinal de contas, ele ainda está no primeiro ano. Para que se, mude....somente em 2014.

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