Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XV

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Depois de transformarem a agricultura mundial ao quintuplicarem, desde 1980, a sua produção de rebentos de soja, os agricultores brasileiros estão agora em vias de avançar no cultivo de algodão e milho, duas colheitas há muito dominadas pelos EUA.

Brasil investe no algodão

 Fomentadas pelos elevados preços dos futuros e um acentuado crescimento na agricultura local sustentada, as áreas de sementeira de algodão e milho estão a espalhar-se rapidamente, apesar de implicarem o dobro do capital necessário para as culturas de soja.

As estatísticas mostram que o número de ancoradouros dedicados a estas duas colheitas nos congestionados portos do Brasil está a crescer. E, apesar da soja continuar a reinar na vasta savana brasileira, os analistas afirmam que mesmo uma modesta mudança no sentido do milho e algodão, poderá fazer a diferença nos mercados globais devido à dimensão do Brasil.

Este aumento não está isento de desafios. Embora os agricultores estejam bastante capitalizados, estão a investir em novas área de cultivo e os investimentos fora dos portões das fazendas não têm acompanhado o ritmo de expansão agrícola do país.

Registos de longas filas de navios à espera para carregar açúcar e grãos entopem frequentemente os portos do Sul do país. A falta de investimento na produção de fertilizantes locais força o Brasil a importar 80% das suas necessidades anuais, colocando os agricultores contra os grandes importadores, como a China, pelas vitais matérias para as culturas.

As vendas de fertilizantes locais estão a caminho de um ano recorde, mas um novo aumento nos preços dos fertilizantes, como em 2008, poderia prejudicar a capacidade dos agricultores para aumentarem o rendimento e a produção dos solos brasileiros, pobres em nutrientes. Estes problemas vão demorar décadas para serem corrigidos.

De momento, no entanto, as estrelas parecem alinhadas para uma expansão que pode, a médio prazo, ajudar a suavizar os preços mundiais do milho e do algodão e apertar a quota de mercado para rivais agrícolas no Hemisfério Sul, nomeadamente: Argentina e Austrália.

A expansão do algodão no Brasil é ainda incipiente em comparação com o peso que tem colocado no sector do milho nas últimas décadas para alimentar a sua enorme indústria de proteína animal. O Brasil está agora a cultivar excedentes do grão grosseiro. Há apenas cinco anos, o Brasil era um importador intermitente de milho.

O impacto de curto prazo é significativo: as exportações de algodão do Brasil vão duplicar para um recorde de 900.000 toneladas nesta colheita, impulsionando o país de uma relativa obscuridade há menos de cinco anos atrás para o quarto maior exportador do mundo.
O governo espera que a produção de algodão e milho subam 48% e 24%, respectivamente, de acordo com uma previsão a 10 anos divulgada em Junho. Esse crescimento seria suficiente para transformar o Brasil no 3.º maior exportador de algodão do mundo, após os Estados Unidos e a Índia, e colocá-lo numa posição estratégica para superar a Argentina em milho.

No entanto, as exportações de milho e algodão do Brasil estão ainda muito aquém de chegarem aos valores de grandes produtores como EUA e Índia. A área de cultivo de algodão no Brasil é ainda relativamente pequena, apesar de ter crescido 66% na última sementeira. A área total do algodão é ainda apenas 1,4 milhões de hectares – minúscula se comparada com os 24,2 milhões de hectares ocupados pela soja.

Fonte:|http://www.portugaltextil.com/tabid/63/xmmid/407/xmid/39774/xmview/...

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Respostas a este tópico

A gente investe no cultivo.

Ocupamos areas com o algodão em detrimento de outros produtos.

Conseguimos uma grande colheita!

Como nosso mercado interno não tem capacidade de transformar todo o algodão colhido,temos que exportar.

O mercado externo com a grande colheita brasileira, reduz os preços para compra.

O que acontece?

Vendemos o algodão a "preço de banana" e importamos tecidos porque não temos capacidade instalada para fabricar.

Voces já ouviram esta estória antes?

 

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