Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIII

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Brasil na veia: beleza tropical começa a mudar o padrão estético na moda

O biotipo brasileiro começa a dar vazão no mundo da moda. Modelos com ascendência negra e indígena estão se destacando por sua beleza misturada, não apenas aqui, mas também em Paris, Milão e Nova York. Em grupo, elas representam um novo perfil estético nas passarelas. Conheça abaixo quatro jovens que representam esse novo perfil de beleza que está encantando o mundo da moda. E guardem bem esses nomes.

Marina Nery

Marina Nery ©Felipe Abe

Nascida em Salvador, na Bahia, Marina Nery (Joy Model Management) acredita que a força do perfil é uma questão geográfica. “Temos cara de meninas brasileiras. Brasileira não tem cara de loira”. Assim como ela, outras conterrâneas contemplam a evidência deste período. Marina aponta Simone Carvalho, Indira, Mariana Santana e Daiane Sodré entre os rostos que serão vistos com frequência a partir de agora. “Nós temos uma união muito grande e sabemos que o mercado é complicado pra gente. Nós devíamos era representar cada vez mais o nosso país”.

A modelo já fotografou para a Miu Miu e esteve fora do SPFW Inverno 2014 por estar trabalhando para outra grife internacional que ainda não pode ser divulgada. No Fashion Rio, somará oito desfiles ao final da temporada: Patrícia Viera, Victor Dzenk, Oh, Boy!, Sacada, Coca-Cola Jeans, Herchcovitch, Andrea Marques e Espaço Fashion. “Como já há muitas loiras na Europa, lá fora a nossa beleza morena que é vista como diferente. E estamos ganhando com isso agora”.

+ Veja o perfil de Marina Nery no FFW Models

Carolinne Prates

Carolinne Prates ©Agência Fotosite

Com apenas 17 anos, a mineira de Montes Claros é estreante no mundo da moda. Dois meses atrás, fez um workshop com Serginho Mattos, da agência carioca 40 Graus Models e, no dia seguinte, já assinou contrato com ele. Apontada pelo scouter como grande descoberta, Carolinne é um pouco indígena, um pouco italiana e um pouco africana em seu DNA.

No SPFW, fez sua estreia nas passarelas da Tufi Duek, Reinaldo Lourenço, Forum, Gloria Coelho e Osklen. De acordo com ela, esse time de meninas dá outra luz ao desfile. “A morena tem uma pegada mais exótica, pisa com mais ousadia, tem uma pele que realça algumas roupas”. Neste mês, irá fazer seu primeiro trabalho internacional, no México; e em janeiro, embarca para as temporadas europeias. No Fashion Rio, desfila para nove marcas: Patrícia Viera, Sacada, Oh, Boy!, Iódice, Herchcovitch, Coven, TNG, Andrea Marques e Espaço Fashion. Doce e dona de um lindo sorriso, Carol sonha em ser uma Angel.

+ Saiba mais sobre Carolinne Prates no FFW Models

Mariana Santana

Mariana Santana ©Felipe Abe

Com três anos de carreira, Mariana Santana teve sua grande virada em 2013. Agenciada pela Joy Model Management, a baiana acaba de trocar Salvador por Nova York. “Dois dias depois que me mudei, me bookaram para a Ralph Lauren. Sempre fiz fotos, mas os desfiles começaram agora”, conta. A modelo foi uma das quatro primeiras negras que desfilaram para a Céline, além de marcas como Prada, Givenchy, Dior e Alexander McQueen; ela também fez uma série de campanhas internacionais. “Finalmente as pessoas estão começando a dar vez para pessoas como eu, Daniela Braga, Marina Nery. A gente é uma mistura. Em alguns lugares consideram a gente negra; em outros, morena”.

Por conta de um trabalho em Nova York, Mariana ficou de fora do São Paulo Fashion Week Inverno 2014. No Fashion Rio, serão dez desfiles: Patrícia Viera, Sacada, Oh, Boy!, Iódice, Herchcovitch, Coven, Andrea Marques, Filhas de Gaya e Espaço Fashion. “Tenho ascendência de negros, índios. Sou uma mistura, mas gosto de dizer que sou pretinha”, explica.

Daniela Braga

Daniela Braga ©Felipe Abe

Modelando há três anos, Daniela Braga, da Elo Management, percebe que a moda vê no seu biotipo uma novidade. “A moda preferiu outro padrão durante um bom tempo, sem trazer nada diferente. Acho legal porque somos a minoria. É muito legal ver que isso agora está se expandindo, crescendo, mudando, porque sempre está mudando”, reflete. Há um ano, a paulistana também se mudou para Nova York. Para ela, o Brasil está reproduzindo agora algo que já vem sendo visto no exterior. “É uma mudança que está começando agora. Tem meninas maravilhosas negras, morenas… São lindas, mas não fazem certos desfiles por conta do padrão”, opina a modelo de 21 anos.

No Fashion Rio, Daniela participou do desfile da estilista Patrícia Viera e da Coca-Cola Jeans. Seu rosto já foi visto nas campanhas da Givenchy e da H&M e em capas de revistas como “Marie Claire” americana, “V Magazine”, “Harper’s Bazaar” e “Elle”. Além disso, posou para fotógrafos renomados, como Patrick Demarchelier. De olhos claros e cabelos lisos, ela define sua beleza puxando para o lado africano da família. “Eu me considero negra. Acho que de tanto me considerarem negra em Nova York, fiquei com isso na cabeça. Chego no Brasil e viro morena”, brinca.

http://ffw.com.br/noticias/

Por Raisa Carlos de Andrade, em colaboração para o FFW

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“É uma mudança que está começando agora. Tem meninas maravilhosas negras, morenas… São lindas, mas não fazem certos desfiles por conta do padrão”, opina a modelo de 21 anos.

No Fashion Rio, Daniela participou do desfile da estilista Patrícia Viera e da Coca-Cola Jeans. Seu rosto já foi visto nas campanhas da Givenchy e da H&M e em capas de revistas como “Marie Claire” americana, “V Magazine”, “Harper’s Bazaar” e “Elle”.

Confesso que ao ler o título, imaginei que se tratava de adequação do molde ao padrão da brasileira. Roupa pra gente de verdade, com perna grossa, quadril largo, bem ao estilo latino.

Concordo, Romildo, a beleza brasileira é singular, única no mundo e se difere até dos padrões de beleza de outros países latino-americanos. Somos muito diferentes e vai demorar para o mundo fashion, ainda muito engessado e careta, entender e aceitar esta diferença.

romildo de paula leite disse:

“É uma mudança que está começando agora. Tem meninas maravilhosas negras, morenas… São lindas, mas não fazem certos desfiles por conta do padrão”, opina a modelo de 21 anos.

Concordo: pele morena e cabelos escuros não são exatamente um "biotipo"...

Maria Zuleica Faria disse:

Confesso que ao ler o título, imaginei que se tratava de adequação do molde ao padrão da brasileira. Roupa pra gente de verdade, com perna grossa, quadril largo, bem ao estilo latino.

“A moda preferiu outro padrão durante um bom tempo, sem trazer nada diferente.

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