Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XII

Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XII

À despeito da Bread&Butter não ter comunicado nenhum dado referente ao número de visitantes, o volume de frequentantes da edição que ocorreu entre os dias 2 e 3 de julho, referente à primavera/verão 2014-15, no aeroporto de Tempemholf em Berlim, diminuiu visivelmente. Um público mais profissional, e focado nos objetivos da "fashion business" da feira, esta foi a pretensão da cobrança de ticket imposta por Karl-Heinz Müller.

Os expositores regulares como Mavi, Pepe Jeans, Rich&Royal e Adidas estavam muito satisfeitos com a forma como a mesma estava acontecendo. Os lounges estavam disponiveis e mais receptivos aos visitantes, organizados em um layout onde as paredes eram praticamente inexistentes. Alguns stands, como o da marca Indicode, utilizaram pedaços de jeans para o revestimento de seus espaços. No Lounge da Pepe Jeans, várias barracas apresentavam a coleção, enquanto arte, flores e deliciosos doces eram comercializados. No lado externo, artistas realizavam suas obras em uma performance que interagia com o cenário da feira. A área de descontração do evento foi construída seguindo o estilo praia, com piscina, espreguiçadeiras, DJ, quadra de volei , areia e muitas árvores.

Quanto ao denim, o espaço Urban Base, destinado ao agrupamento do segmento, apresentou um mega show room com peças das melhores marcas da feira. Sintetizando as tendências colocadas pelos "jogadores" globais agrupados pela Bread&Butter, as marcas apresentaram menos coloridos, menos estampados, e um retorno mais intenso dos índigos, com destaque para os delavés. Como consequência, detalhes de bordados e aplicações são trabalhados com maior intensidade, e percebe-se o retorno dos bolsos decorativos e enfeitados.

Estampas continuam na temporada, mas não são mais a palavra de ordem, na grande maioria, os padrões são delicados e dialogam com a textura do jeans. Na cartela de cores, além dos índigos, as coleções mostraram o black, verde, azul, cinza e também colorações terrosas com alguns toques de vermelho e amarelo. Quanto aos fits, as marcas assimilaram que o slim style permance como a mais importante modelagem do público masculino, e as skinnys e boyfriends "sequinhas" para o segmento feminino.

Lavagens autênticas, como o destroyed e efeitos vintage colocam-se como a proposta mais consistente para a temporada de verão 14-15. Com tal afirmação, o rasgadinho "ripped" mostrou-se uma linguagem trendy, desta vez sem tampões ou patches deixando a pele visível como parte integrante do design planejado para o fit. Por fim, a camisaria na versão índigo, e os coletes em menor proporção, parecem ter solucionado com tal eficácia o dilema dos guarda-roupas globais, que permaneceram em volumosas propostas na feira. Ambos ganharam fisionomias mais trabalhadas e menos básicas. Tanto os coletes, quanto as camisas, não foram recorrente apenas nas araras mas também no look dos visitantes. Ainda no quesito peças-chave, as peças mais criativas com frequência constaram no outerwear: casacos matelassê, bomber jacket e jaquetas biker foram colocados como peças desejo para a temporada.

Quanto à segunda grande reformulação do evento, representada pelo grupo BestSeller, a marca Dinamarquesa apresentou muitas de suas coleções que estavam programadas para Agosto, com entrega para Setembro e Outubro, praticamente uma estação antecipada com relação aos demais expositores da feira. Na prática, a logística colocou o grupo como um expositor massivo de tendências mais aceleradas, colocando-os na linha de frente quanto ao "time" das demais propostas colocadas pelas demais marcas na feira. A jogada simplesmente refletiu o ambiente de negócios competitivo que impera no varejo atual.

Fonte | Assinatura: VIVIAN DAVID / FOTOS: EQUIPE GUIAJEANSWEAR

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