Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIV

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Câmbio NÃO bastou para elevar competitividade da indústria têxtil. Concorda?

A depreciação do real ao longo do último ano ainda não tem sido suficiente para aumentar a competitividade e estimular a produção do setor têxtil no Brasil, que ao longo de anos reclamou da invasão dos artigos chineses no País. Empresários do setor afirmam que o aumento de custos com mão de obra e matérias-primas dificulta a captura de benefícios pelas empresas, seja na exportação seja na substituição de importados.

Embora a demanda das redes de varejo para as confecções domésticas esteja crescendo na tentativa de reduzir os custos com os importados mais caros, os fabricantes nacionais ainda veem barreiras.

"O varejista chega querendo um preço equivalente àquele que ele pagava pelo produto asiático no passado e nós não chegamos nesse custo", diz Matheus Fagundes, vice-presidente da fabricante de lingerie 2Rios.

A indústria nacional tem sentido o impacto de alta de custos de produção, comenta o presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Rafael Cervone. Um dos fatores que pesou, diz, foi o fim do benefício da desoneração de mão de obra como parte do pacote de ajuste fiscal implementado no ano passado. A alíquota que incide sobre as empresas do setor têxtil passou de 1% para 2,5% da receita.

No caso da substituição de importações, a capacidade de alguns segmentos em atender o varejo ficou limitada nos últimos anos. O superintendente de políticas industriais e econômicas da Abit, Renato Jardim, afirma que, durante o período em que o real se apreciou e em meio ao crescimento do consumo das famílias no início dos anos 2000, muitas redes varejistas "desmobilizaram" fornecedores nacionais. Assim, a demanda por produtos sazonais como jaquetas, por exemplo, passou a ser suprida apenas pelo mercado externo e os itens perderam espaço na produção brasileira, diz. "Foi desfeita uma relação que agora precisa ser desenvolvida de novo", comenta.

Ao mesmo tempo, o câmbio que encarece os importados também pesa sobre algumas matérias primas. Fagundes, da 2Rios, afirma que o custo de tecidos sintéticos acabou aumentando diante da instabilidade cambial. "O importador já não sabe onde o câmbio vai parar e embute essa incerteza nos preços", diz, afirmando que os preços de seus fornecedores subiram acima de 10% em 2015 e devem ser reajustados novamente neste início de ano.

Cervone destaca ainda que os preços dos tecidos sintéticos no Brasil não têm sido beneficiados pela queda do preço do petróleo no mercado internacional. "Enquanto para o mundo todo os derivados de petróleo estão mais baratos, aqui isso não é verdade, ou seja, esse é mais um fator que fere a nossa competitividade", diz.

Ainda assim, diz o presidente da Abit, a perspectiva para este ano não é de todo ruim. As grandes redes de varejo têm a expectativa de reduzir pelo menos uma parcela pequena de suas importações, o que já é um efeito relevante para o setor. "Já estamos começando o ano com uma perspectiva positiva que não existia em 2015", resume.

FONTE: http://atarde.uol.com.br/economia/noticias/1745505-cambio-nao-basto...

por Dayanne Sousa

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Respostas a este tópico

Garanto que sem a Frente Parlamentar nossa Cadeia Têxtil estaria sofrendo terrivelmente muito mais.
Veja como o governo e parlamentares e afins estavam sendo financiados por grupos; veja a atuação do Lava Jato. Levará ainda muito tempo para LAVAR o que deve ser LAVADO.
Vamos PARTICIPAR de tudo que surgir para salvar o Brasil.

Julio Caetano


JULIO  as redes sociais estão lotadas com contestações diversas sobre todas as maracutaias deste Brasil!!! é difícil tb conciliar as idéias e opiniões...!!!

nao acredito no impeachment, e nem desta classe politica sem vergonha que nos representa!! mas estão lá no poder pois foram eleitos democraticamente...infelizmente nao podemos demiti-los!!!independente se prestam ou não!!! nossa legislação é morosa , e cabe a todos o direito de ampla defesa... 

hoje temos que ser radicais e aguentar o baque!!! caso contrário, na tolerância de um processo lento...nada conseguiremos!!!

adalberto 
Julio Caetano H. B. C. disse:

Hoje ao olharmos o Brasil como um todo, a problemática é complexa. Entendo que na 1ª vez erramos ao colocar o PT no governo; erramos novamente na 2ª vez ao mantê-lo; erramos na 3ª vez ao persistir; na 4ª vez não sei como classificar. Para provocar um impeachment, estamos vendo a dificuldade, como tem acontecido nos diversos governantes estaduais e municipais. A política e justiça são lentas (estamos parados há 3 meses, por férias legislativas e forenses, enquanto o Brasil está na UTI).
Quando conseguirmos trocar os executivos, legislativos e judiciários, teremos uma enorme tarefa pela frente de reconstrução
Devemos recomeçar imediatamente para que o amanhã esteja mais próximo.
Vamos "botar a boca no trombone" usando as Redes Sociais e vamos para as Ruas.

Julio Caetano

JULIO   a FPT eleborou pequenos projetos apenas...reclamações e reivindicares foram feitas...e nada aconteceu!!!!portanto existe apenas por politicagem barata!!! se realmente tivessem força, nao estaríamos nesta situaçao...e hoje te pergunto: o que estão a fazer com esta situaçao?? assim como o resto de nossos congressistas???NADA!!! absolutamente NADA!!! nao dá mais para acreditar nesta corja de políticos, que querem apenas ver o próprio umbigo!! estamos com um sistema politico totalmente falido!!nao sabem o que fazer!! somente conchavos...pois miguem quer perder a ""boquinha""...que alias é muito ""rentável""!!!

adalberto

Adalberto,
participei de inúmeras reuniões da FPT pelo Brasil.
A ideia é basicamente LUTAR dentro dos legislativos.

Julio Caetano.

JULIO excelente sua participação!!! parabéns!!!e dentro do legislativo vc sabe bem que nada acontecerá!!! a morosidade é muito grande e não há interesse por parte do governo....te pergunto: e os resultados depois de tantos anos??? nada temos, nada aconteceu!!!!!!! o que mudou???desculpe..mas nao acredito!!! 

adalberto

Sou otimista e não desisto de colaborar/lutar por nossa Cadeia Têxtil.
No momento os pontos cruciais são: Congregar os Profissionais + Verificar as Escolas.
ABS
Julio Caetano

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