Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIII

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Complexo da Petrobras em Pernambuco entra em greve contra venda-Complexo Industrial Químico e Têxtil de Pernambuco


 
Petrobras greve

Publicado por Cássio Oliveira em Notícias 

Da ABr – Trabalhadores concursados do Complexo Industrial Químico Têxtil de Pernambuco, subsidiária integral da Petrobras, localizada em Suape, na Região Metropolitana do Recife, entraram em greve contra a venda da estrutura para a empresa mexicana Alpek e pela garantia da manutenção dos empregos de cerca de 300 pessoas.

A parte operacional da Petroquímica Suape (PQS) já paralisou os serviços ontem (08) e os funcionários da Companhia Têxtil de Pernambuco (Citepe) fazem assembleias hoje (09), em vários turnos, para iniciar a greve na sexta-feira (12). As duas empresas compõem o complexo, de propriedade da Petrobras. Uma produz o ácido tereftálico purificado, conhecido como PTA, e a outra fabrica polímeros e filamentos de poliéster e resina para embalagens PET.

No dia 28 de julho a diretoria executiva da estatal aprovou o andamento de negociações com a gigante mexicana – uma das maiores empresas do setor no mundo, segundo a Petrobras. O prazo para conduzir as discussões sobre a venda com exclusividade é de 60 dias, prorrogável por mais 30 dias. A venda do Complexo faz parte do plano de desinvestimentos 2015-2016 da estatal.

Desde que começou a operar (até hoje, de forma incompleta), o complexo vinha dando prejuízo à Petrobras. O balanço de 2015 das empresas, divulgado em abril deste ano, aponta prejuízo líquido de R$ 807 milhões da Petroquímica Suape, e de R$ 817 milhões da Citepe, mas um crescimento expressivo da receita líquida em relação ao ano anterior. De acordo com a presidente do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Petroquímicas de Ipojuca (Sindipetroquímica de Ipojuca/PE), Júlia Renvenuto, os trabalhadores são contrários à venda porque avaliam que há viabilidade econômica no projeto.

“A empresa foi negociada, vazou o valor de R$ 2 bilhões. O custo da empresa na construção já foi mais de R$ 6,5 bilhões. Eles estão entregando o patrimônio a um preço muito aquém, um terço do valor de custo, justamente quando começa a apresentar lucro”, argumenta Renvenuto.

Segundo a sindicalista, cerca de 80% dos funcionários operacionais da Petroquímica estão parados. Como há terceirizados na área-fim da empresa – cerca de 60 pessoas, de acordo com Júlia – uma parte do complexo ainda está funcionando – o que seria apenas uma questão de tempo. “A unidade de produção de PTA está parada, e das duas linhas de produção de PET, uma está parada. A segunda deve parar por falta de estoque da matéria-prima, que é o PTA”, afirma Julia Renvenuto.

A preocupação dos funcionários concursados do complexo também envolve a manutenção dos empregos, caso a venda seja concretizada. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores das Indústria de Fiação e Tecelagem de Ipojuca e Região (Sinditêxtil de Ipojuca/PE), Rodrigo Rafael dos Santos, acusa a falta de comunicação clara sobre o possível futuro dos empregados. Ele acredita também que todo o acúmulo de discussão de direitos e benefícios pode ser perdido a partir do repasse à iniciativa privada.

“Na última reunião com a diretoria, íamos discutir acordo coletivo, jornada de turno, melhoria das condições de trabalho, fatores econômicos e sociais, mas a empresa disse que não poderia fazer qualquer negociação agora, porque está num processo de venda. Isso coloca em cheque tudo o que discutimos ao longo do tempo”, reclama Rodrigo, que avalia que 60% a 70% dos funcionários representados pelo sindicato devem aderir à greve.

Pautas econômicas também fazem parte das reivindicações dos trabalhadores, incluindo reajuste de benefícios, como plano de saúde, pagamento de adicional noturno e de 30% de periculosidade para funcionários que não recebem e a regularização de turnos de jornada.

A Agência Brasil procurou as companhias envolvidas para que confirmem os números e apresentem sua posição. Por meio de assessoria de imprensa, a PQS PE, nome fantasia do complexo, informou que a resposta da empresa seria apresentada pela Petrobras, controladora da subsidiária. A estatal informou, também por meio da assessoria, que trabalha em uma posição para a reportagem.

http://blogs.ne10.uol.com.br/jamildo/2016/08/10/complexo-da-petrobr...



 

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   Desde que começou a operar (até hoje, de forma incompleta), o complexo vinha dando prejuízo à Petrobras.

  “A empresa foi negociada, vazou o valor de R$ 2 bilhões. O custo da empresa na construção já foi mais de R$ 6,5 bilhões.

Na minha opinião e na da maioria do Povo brasileiro devemos recuperar o retrocesso e privatizar tudo que dá prejuízo e e' chupim das contas públicas.
São tudo aquilo que é deficitário que faz a nossa carga tributária ser a das maiores do mundo e de pagarmos R$470 bilhões de juros para os bancos.
Estatização e' típico das formas egoistas e injustas de governo,ou seja,das ditaduras de esquerda e da direita.
Desestatização irrestrita já.

Vender sim ,entregar não

Se desfazer de tudo que foi feito as nossas custas para ser cabide de empregos e sustentar banqueiros.
As estatizações são egoistas e egocêntricas.
Somente uma parte privilegiada da sociedade usufrui disso.
Desde de quem controe,fornece equipamentos,financia,administra....enfim de quem vive às custas desses propositalmente e intencionalmente projetados elefantes brancos.
Nas mãos da iniciativa privada,dão lucro ou fecham!!!'
Estamos entregando o Patrimônio do Brasil.Voltamos 500 anos,ao Brasil Colonial.esta fabrica e estratégica ao Brasil pois não temos mais industrias que podem dar sustentação as nossas necessidades.Temos que lutar por uma politica industrial.
Mas a fábrica não irá continuar produzindo e recebendo novos investimentos?
A fábrica irá fechar????
Não entendi retornar a 500 anos.
A época do Brasil colônia era a do empreguismo,do dos amigos do Rei,dos das faixas de Duques,dos Duques....
Nao,maquinário vai embora.

Acho que eu estava errado,nos vamos regredir 700 anos,vamos voltar ao período feudal.Ou ir para o Futuro onde nos vamos nos comportar como no filme "MadMax".

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