Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIII

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Confecções de Guarulhos, em SP, Recebem Apoio para Inovar e Crescer

Elas participaram do programa Sebrae Mais, que traz soluções de negócio.
Podem participar empresas com mais de 2 anos que buscam evolução

Em Guarulhos, na Grande São Paulo, empresas do setor de confecção recebem apoio para inovar e crescer. Elas participam de um programa que oferece soluções para empresas com mais de dois anos no mercado que buscam a evolução de seus negócios e mais clientes.

Uma loja de roupas esportivas é focada em qualidade e variedade de tecidos. Uma roupa de corrida à venda, por exemplo, tem proteção solar. Tem até material que reduz os odores da transpiração. Os irmãos Alexandre e Paula de Campos comandam o negócio.

“A gente buscou pesquisas que mostram que cresce muito esse segmento hoje. A tendência é aumentar a cada dia”, diz Paula.

A ideia de criar produtos inovadores surgiu depois que os irmãos participaram do Sebrae Mais. O programa é direcionado a empresas consolidadas que querem evoluir nos negócios e implantar modelos avançados de gestão empresarial.

“Eles não tinham muito norteamento. Criaram a visão de futuro e essa visão de futuro dentro dela já está previsto também a inovação constante”, diz Luiz Fernado da Silva, do Sebrae.

A empresa adotou a proposta de inovar e oferecer produtos que praticamente não existem no mercado. Uma das peças em desenvolvimento é uma camiseta com tecnologia antivetor, que é repelente de insetos. O tecido já existia. A novidade é a utilização na linha fitness.

A produção foi modernizada. O processo começa na modelagem feita por computador. Do corte, o tecido vai parar nas mãos das costureiras. Apostar na moda fitness exigiu dos empresários um investimento de aproximadamente R$ 100 mil em maquinários.

“A gente sempre está buscando oferecer produtos na linha esportiva com tecnologia em tecidos, acabamentos, produtos diferenciados para o praticante de esporte casual e o atleta”, explica Alexandre.

A empresa tem capacidade para produzir cerca de 100 mil peças por mês. O faturamento mensal fica entre R$ 70 mil e R$ 80 mil. Com a nova gestão, a margem de lucro aumentou cerca de 20%. A empresa fabrica tudo o que é vendido na loja e ainda atende outros clientes, inclusive marcas consagradas de roupas esportivas.

“A gente busca oferecer um produto com uma qualidade extrema em tecidos, acabamentos e com um preço que nós consideramos mais justo”, diz o empresário.

Bolsas
Os empresários Jonas e Adriana da Costa fabricam inúmeros modelos de bolsas, também em Guarulhos. A produção vai de nécessaires a mochilas.

Tudo começou há dez anos, na sala da casa com três máquinas de costura. Depois a produção passou para um pequeno porão. Como os pedidos continuaram aumentando, eles construíram mais um andar.

Para seguir crescendo, o casal participou do Sebrae Mais. Com o programa, os empresários modernizaram a produção e organizaram o negócio. A principal mudança foi na administração.

“Muita coisa estava errada. A parte de produção, a parte financeira, a parte da estratégia empresarial. Tinha muita coisa errada. A parte de logística, desperdício de matéria-prima, desperdício de tempo. Aí a gente começou aprendendo e começou a implantar. Os bons resultados vieram rapidinho também”, afirma Adriana.

A confecção agora produz cerca de 1.200 sacolas por dia. Para o consultor do Sebrae em Guarulhos, as empresas precisam ter um objetivo bem definido. Caso contrário, é difícil traçar uma estratégia de gestão que funcione.

“O Sebrae Mais visa justamente definir essa visão de futuro criando objetivos, metas, propósitos, e esses propósitos têm a finalidade também de atingir determinados fins que nós chamamos de nortes. Então eles são norteados por todos os fundamentos que nós passamos em termo do processo estratégico”, explica.

E para atrair clientes, a empresa investe na criação de modelos personalizados, como uma bolsa de palha de buriti, planta com origem no Nordeste. O pedido veio de um cliente que queria um produto sustentável. “A gente vai desenvolvendo até chegar no produto que ele gostaria de expor para a empresa dele”, diz Jonas.

Trabalham 18 funcionários que pegam carona no bom momento da confecção. Jeferson da Silva era costureiro, passou por um treinamento e hoje é modelista. “É uma história de companheirismo. De dedicação e de oportunidades. De tudo que a gente tem que ter na vida. Essa empresa me abraçou. Sem palavras. Porque eu acho que passou muito do profissional, tenho amigos aqui dentro. Não só patrões”, diz.

A empresa fatura, em média, R$ 100 mil por mês. A estimativa de crescimento é de 20% até o final do ano. “A gente está sempre tentando desenvolver modelos que agradem aos olhos deles e que sejam diferenciados no mercado”, relata Jonas.

Fonte:|http://g1.globo.com/economia/pme/noticia/2012/09/empresas-de-guarul...

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