Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIII

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Conheça o empresário que apostou na "moda funk" e levou sua marca para Nova York

JEFERSON SANTOS DE SOUZA INVESTIU R$ 50 MIL PARA MONTAR A SUA LOJA E HOJE FATURA MAIS DE R$ 450 MIL POR MÊS

Empresário paulista encontrou no funk um mercado ainda não explorado (Foto: Divulgação)

Investir em um mercado ainda pouco explorado: o funk. Essa foi a grande ideia de Jeferson Santos Souza, de 35 anos. O empresário entrou no ramo de vendas ainda menino, na barraca de roupas que seus pais tinham em uma feira da Zona Leste de São Paulo. E descobriu, ali, o que gostava de fazer.

Alguns anos mais tarde, montou uma loja de multimarcas que revendia grifes como Lacoste, Hollister, Abercrombie e outras marcas internacionais. Entre os clientes, alguns MCs famosos da região, que aos poucos foram divulgando o estabelecimento. “Então, eu pensei que isso estava errado. Eles estavam promovendo uma marca que não era minha. Decidi montar a minha grife”, contou Souza.

Surgia assim, em 2013, a Egosss. Com um investimento inicial de R$ 50 mil e peças desenhadas pelo próprio empresário, as roupas logo caíram no gosto da clientela. Em dois anos, o faturamento mensal já ultrapassa R$ 450 mil. A estratégia de Souza é simples. Investir nas classes B e C, e divulgar a grife através dos artistas.

Encontrar um novo nicho para investir é um dos maiores desafios dos empresários. Souza encontrou. “O funk é um mercado mal explorado. Bastante. De todas as formas”, explica. E o motivo? “O preconceito. As marcas não querem seu nome associado à periferia. Mas a Egosss é uma marca da periferia”, completa. Apostando nesse mercado, a empresa já conseguiu até uma revenda em Nova York.

“Não somos, hoje, uma marca exclusiva de funk. Mas foi através do ritmo que conseguimos uma abertura de mercado e visibilidade. É inegável que nós abraçamos esse mundo e eles nos abraçaram”, define Souza. Em entrevista à Época NEGÓCIOS, ele explicou um pouco mais sobre a marca.

Da onde surgiu o nome Egosss?
O nome é inspirado em mim mesmo. Eu sou uma pessoa com o ego bastante inflado, eu gosto de ser bajulado e de ser o centro das atenções. Não importa o que eu faça, eu quero ser sempre o melhor. Eu gosto de reconhecimento. Para alguns é defeito, para outros é qualidade. Mas eu tenho o ego inflado. Então, pensei, vou colocar o nome de “Ego”. Mas, já tinha registro no INPI [Instituto Nacional da Propriedade Industrial]. A solução foi adicionar os três “s”, que vem do meu sobrenome “SantoS de Souza”.

Quem desenha as roupas?
Toda a criação das roupas sou eu quem faço. Estou sempre de olho moda. Estudo as tendências da Europa. E também me inspiro no que os rappers americanos estão usando, já que o nosso público se espelha neles também.

No início, as marcas que eu revendia também eram uma referência, mas agora isso ficou para trás. A Egosss tem uma identidade própria, um estilo diferenciado. Hoje, no mercado brasileiro e internacional, não existe uma marca que tenha o nosso estilo. Essa aventura acabou levando a gente para um novo caminho e isso garante o nosso sucesso.

O empresário investiu R$ 50 mil e hoje fatura mais de R$ 450 mil por mÊs (Foto: Divulgação)

Como funciona a divulgação da Egosss?
Nossa principal publicidade são os famosos. Os jogadores de futebol e os MCs. Eles são a melhor forma de nos comunicar com o nosso público-alvo. A nossa marca deu um “boom” depois que apareceu nos clipes do Mc Pedrinho e do Mc Gui.

Qual a estratégia adotada pela grife para continuar ganhando espaço no mercado?
No dia 31 de dezembro do ano passado, todas as lojas físicas da Egosss foram fechadas. E nossos produtos só são disponibilizados em revendas. A ideia foi estabelecer parcerias com lojas de multimarcas e ir parar nas prateleiras ao lado de grandes grifes, como Calvin Klein, Lacoste e Tommy Hilfiger. Dessa maneira, a gente entra no mesmo mercado que essas grifes.

A segunda estratégia é fazer com que cada vez mais artistas usem nossa marca. Uma diferença é que nós não “presenteamos” eles com nossos produtos. A gente apresenta marca, se eles curtirem vão se tornar clientes e assim, divulgar a grife espontaneamente. Como acontece hoje com diversos famosos.

Então, você não tem uma loja Egosss, somente revendas? Quantas?
São 72 revendas espalhadas no Brasil e uma em Nova York. Temos um showroom, localizado no Jardim Anália Franco (bairro de alto padrão da Zona Leste de São Paulo). E a loja online, que vende para todo o Brasil, mas é muito acessada no exterior também.

O site é visitado fora do país também?
Sim. Fizemos uma pesquisa para ver quais países visitavam nossa loja online. Em primeiro lugar, descobrimos que estava a Rússia. Mesmo com a revenda em NY, os EUA ficaram em segundo. Em terceiro, a Colômbia. Então, me perguntei como a gente conseguiu isso. A resposta é incrível, através dos jogadores de futebol. Alguns dos brasileiros que jogam fora do país, ou já jogaram, são clientes da marca e geram a divulgação espontânea que eu falei. Dessa maneira, as pessoas vão chegando até nós.

Como você explica o sucesso de Egosss?
O sucesso veio de muito trabalho, muita dedicação, muito amor e estratégia de mercado. Já que a gente teve a capacidade de notar que esse era um nicho inexplorado e investimos. Uma verdade é que as grandes marcas ainda têm preconceito de serem associadas ao público da periferia.  Só que é preciso abrir os olhos, porque esse é um ótimo mercado para investir. As classes B e C também gostam de se vestir bem, gostam do que os artistas vestem e estão dispostos a gastar. Nós demos atenção a eles e suprimos essa necessidade.

Quais são os planos para a grife?
Os planos agora são aumentar a estrutura para atender a demanda de venda, que está cada vez maior. Mas, para isso, queremos investidores. Outro projeto, é montar uma loja padrão para poder vender franquias da Egosss. E outro plano, esse ainda um sonho, é uma expansão internacional.

FONTE: http://epocanegocios.globo.com/Informacao/Acao/noticia/2015/05/conh...

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Respostas a este tópico

Será que a dnª Francisca vio este comentário, deve esta r horrorizada.

vc acredita em papai noel, seu bobo alfredo,   falar ate papagaio,  fala faz  , entao me diga, o loja de ny, imprensa brasileira e um lixo, nao chega nenhuma informacao, e vc acredita , vc e mais boba , que ha francisca rrsrsrsrs

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