Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIV

Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIV

Quando uma consumidora chinesa clicar para comprar por mais de US$ 4.000 uma jaqueta de couro da Maison Martin Margiela, ou por mais de US$ 3.000 um vestido Alexander McQueen no site de moda de luxo thecorner.com.cn, ela vai ter uma opção que a empresa não oferece a nenhum outro cliente no resto do mundo.

O entregador da FedEx Corp. vai esperar na porta enquanto ela inspeciona suas compras, prova para ver se são do tamanho certo e decide se fica com os produtos ou devolve.

A varejista on-line de artigos de luxo Yoox Group SpA e a FedEx personalizaram o serviço, que será lançado em setembro junto com o lançamento da versão chinesa do thecorner.com, uma loja virtual de grife da Yoox.

O objetivo da Yoox, empresa com sede em Milão, é atrair os consumidores mais abastados da China, que sustentam o mercado de luxo de mais rápido crescimento do mundo e estão se acostumando a ser mimados cada vez que abrem suas carteiras. A meta é gerar mais desses gastos com luxo pela internet. A estratégia também faz parte de uma tendência mais ampla entre os varejistas de oferecer vantagens especiais para convencer os consumidores chineses que eles são a prioridade número um.

"Os compradores de luxo da China começaram décadas mais tarde que o resto do mundo, mas em muitos aspectos, não só estão recuperando o atraso, mas superando os outros", diz Federico Marchetti, fundador e diretor-presidente da Yoox, que opera a thecorner.com.

A thecorner.com vende coleções de designers em ascensão para consumidores em mais de 50 países incluindo os EUA, países da Europa e, na América Latina, Argentina, Chile e Colômbia. Há a possibilidade de que ofereça o serviço de espera criado em conjunto com a FedEx em outros países se der certo na China, acrescentou Marchetti. A Yoox.com, outra das lojas on-line da empresa, foi lançada na China em dezembro.

A Yoox e a FedEx não quiseram especificar os detalhes financeiros do acordo.

Os dias em que a abertura de uma loja na China era suficiente para atrair a atenção de grandes consumidores do país ficaram na saudade. Os amantes do luxo na China estão hoje entre os mais sofisticados do mundo, disse Marchetti, acrescentando que eles são bem versados no conhecimento de marcas.

Eles também têm ficado mais exigentes, diz Chloe Reuter, que dirige a ReuterPR, uma firma de relações públicas com sede em Xangai. "A questão crucial para as empresas é como podem ir além do tradicional e oferecer uma experiência inesquecível?"

As marcas de luxo agora precisam investir em eventos repletos de celebridades e ofertas desenhadas exclusivamente para a China para conquistar a lealdade dos clientes de um mercado que está no caminho de se tornar o maior mercado mundial de luxo até 2020. A China representará pelo menos 20% das vendas de luxo previstas para aquele ano, de acordo com estimativas da firma de pesquisa de investimento CLSA Asia-Pacific Markets.

Eventos que antes eram reservados para os centros de moda estabelecidos como Nova York, Paris e Tóquio estão aparecendo agora na China. No final de julho, a designer de jóias Cindy Chao trouxe a atriz de "Sex and the City", Sarah Jessica Parker, para ajudá-la a promover suas pulseiras de US$ 400.000 entre clientes cobiçados e potenciais compradores. Na mesma época, a Ferrari ofereceu a clientes aulas particulares em Xangai, com pilotos profissionais da Fórmula 1.

Também em julho, a Prada convidou um grupo limitado de clientes chineses para um desfile de moda em que modelos apresentaram a coleção de inverno da outra marca do grupo, a Miu Miu. Os convidados viram o desfile durante um jantar cujo cardápio incluiu cauda de lagosta e panna cotta de maracujá.

Os prestadores de serviços também estão se esforçando para se distinguir num mercado de luxo cada vez mais abarrotado. Na rede de hotéis Hilton Worldwide Inc., os viajantes chineses que gostam e pagam por luxo podem ter acesso a serviços chineses personalizados que incluem recepcionistas fluentes em mandarim, canais de televisão em chinês e um cardápio com pratos chineses típicos. A rede Starwood Hotels Resorts Worldwide agora oferece globalmente chaleiras nos quartos, chinelos e serviços de tradução.

"Em um país onde tudo foi construído nos últimos cinco a dez anos, apenas ser novo não é suficiente", disse o diretor-presidente da Starwood, Frits van Paaschen, recentemente ao Wall Street Journal em Pequim.

O thecorner.com.cn terá uma central de atendimento 24 horas com conselheiros de moda disponíveis através de mensagens instantâneas que podem responder a perguntas sobre tecido, estilo, qualidade e tamanhos. Marchetti espera receber muitas consultas já que o site está lançando, pela primeira vez no mercado chinês, designers como Alexander Wang, cujos vestidos foram usados pela primeira-dama americana Michelle Obama, e Ackermann Haider, cujos desenhos já foram usados pela estrela pop Lady Gaga.

Mas serviços de luxo podem não ser suficientes para converter clientes sofisticados às compras on-line, diz Yuval Atsmon, um sócio e diretor da firma de consultoria McKinsey Co., em Xangai. "Embora tudo on-line esteja crescendo muito (...) a maioria dos consumidores continuará comprando nas lojas", diz Atsmon. Uma pesquisa da McKinsey com mais de 1.500 consumidores em 17 cidades chinesas mostrou que 44% dos compradores de luxo preferem conhecer novos produtos em lojas físicas.

Fonte:|http://www.valoronline.com.br/impresso/the-wall-street-journal-amer...

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