Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIV

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Americana ganhou mais clientes, mas dificuldades enfrentadas pela indústria provocaram uma queda no período de cinco anos

Apesar de Americana ter recebido mais de dez mil novos clientes de energia elétrica entre os anos de 2008 e 2012, o consumo não acompanhou a alta e registrou uma curiosa queda de 3,6% no período. Os dados fazem parte de um levantamento elaborado pela Fundação Seade (Sistema Estadual Análise de Dados).

Segundo a CPFL Energia, a explicação para os números contraditórios é devido à crise do setor industrial, que é responsável por 68,1% do consumo de energia da cidade, característica diferente dos demais municípios que formam a RPT (Região do Polo Têxtil), por exemplo, onde a maioria é residencial e comercial.
Mesmo com a redução, Americana teve em 2012 um consumo de energia muito maior que no restante da região. O total na cidade atingiu 1,3 milhão MWh (megawatts hora), ante 899,1 mil MWh em Sumaré, 676,9 mil MWh em Santa Bárbara d'Oeste, 539,1 mil MWh em Hortolândia e 345,4 mil MWh em Nova Odessa. Em Americana, o número de consumidores saltou de 84,3 mil em 2008 para 94,6 mil em 2012. Já em toda a RPT, o total de clientes chegou a 345,1 mil no ano passado, que consumiram mais de 3,8 milhões de MWh, uma média de 11 MWh por consumidor.
O gerente de projeção de mercado da CPFL Energia, Luiz Américo Gonçalves, atribuiu a queda de consumo de Americana à característica peculiar da cidade. "Quase 70% do consumo da cidade tem participação da indústria, algo que é diferente da maioria dos municípios. Só em Cubatão ocorre um fenômeno parecido. Apesar do maior número de clientes, o baixo desempenho da indústria foi responsável pela queda do consumo", analisou.
O presidente do Sinditec (Sindicato das Indústrias de Tecelagem de Americana e Região), Dilézio Ciamarro, acrescentou que muitas indústrias estão operando abaixo da capacidade de produção, o que influi no consumo de energia. "Essa produção mais baixa que a capacidade instalada é uma consequência da grave crise que começou no fim de 2008 e que interferiu diretamente no consumo de energia", destacou.
QUEBRADEIRA. A indústria têxtil, que corresponde a 51,9% de todo o setor industrial americanense, enfrenta desde 2008 - quando teve início a crise mundial - uma série de complicações, com sucessivas falências de tecelagens e fechamento de postos de trabalho. Segundo o MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), a indústria de transformação foi o segmento que mais fechou postos formais (2.909 demissões a mais que admissões no total) no ano passado em toda a RPT, numa análise de oito setores da economia.

http://www.seuplaneta.com.br/Americana/2013/10/crise-textil-reduz-c...

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