Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XV

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Críticas ao Governo Federal Marcam 'Grito de Alerta' em Santa Catarina e Reúne 1,5 mil Pessoas

FLORIANÓPOLIS – Durante a manifestação “Grito de Alerta em Defesa da Produção e do Emprego”, na tarde desta quarta-feira em Florianópolis, os empresários não economizaram críticas ao governo federal. “Há um clima de marginalização da indústria catarinense no governo federal. Pode não ser proposital, mas a indústria catarinense tem uma contribuição grande para o país e não está sendo ouvida”, criticou Glauco Côrte, presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), citando que a presidente Dilma Rousseff, em sua última reunião com empresários do país, não chamou nenhum catarinense. "Não precisaríamos de proteção à indústria se estivéssemos em condições isonômicas com nossos concorrentes", destacou.

O diretor da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Fernando Pimentel, disse que a união capital-trabalho fazia todo sentido num momento “crucial” do país. “Estamos mostrando ao governo federal que não adianta ter boas intenções, mas é preciso ter ação rápida”, relembrando que alguns países desenvolvidos vivem hoje uma crise, com alto desemprego, porque perderam sua base industrial. Para Pimentel, “é preciso ter indústria para não sermos colonizados por países que competem conosco de maneira desleal”.

Mais enfático que Pimentel foi o diretor-secretário da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Carlos Pastoriza, que considerou que o país está sendo “transformado brutalmente em colônia em vez de ser transformado em uma potência”. Ele citou várias commodities que o país exporta em vez de transformá-las, internamente, em um produto de maior valor agregado. Disse que a indústria nacional produzia o emprego qualificado e a inovação e que “por baixo desta aparente tranquilidade da economia nacional está batendo uma bomba relógio de uma destruição silenciosa.”

“A que ponto chegamos que vamos protestar contra importação em Manaus?”, questionava o deputado federal e presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, ao falar a cerca de 1,5 mil pessoas presentes. Manaus (por conta da Zona Franca) sempre foi um local de importação incentivada. Havia uma indústria que importava componentes, mas tinha a montagem no país. "Agora essa indústria está quebrando porque os produtos estão chegando inteiros”, destacou ele, que ainda lembrou que o carro que a presidente Dilma usa hoje foi produzido no México e não no Brasil. “Como podemos aceitar que o governo use impostos dos brasileiros e compre produtos de fora?”.

Para o dirigente da Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB) em Santa Catarina, Jucélio Paladini, a presença de 70 trabalhadores da CTB na manifestação fazia sentido porque, embora o conflito capital-trabalho permaneça, é necessária união aos empresários nesse momento porque é preciso construir uma nação forte e independente, e, para isso, a entidade entende ser fundamental ter uma indústria nacional.

(Vanessa Jurgenfeld | Valor)

Fonte:|http://www.valor.com.br/brasil/2592506/criticas-ao-governo-federal-...

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'Grito de Alerta' Reúne 1,5 Mil Pessoas em Florianópolis

FLORIANÓPOLIS – A manifestação “Grito de Alerta em Defesa da Produção e do Emprego” durou aproximadamente 50 minutos em Florianópolis, nesta quarta-feira, e reuniu apenas 1,5 mil pessoas, nos cálculos da Força Sindical, uma das organizadoras do ato. Apesar de um evento pequeno (em Porto Alegre, na última segunda-feira, o mesmo ato atraiu cerca de 4 mil pessoas), os empresários defenderam que a importância do movimento estava na sua simbologia, pois mostrava união de empresários e trabalhadores em torno da defesa da indústria nacional, mais do que no seu tamanho.

O deputado federal Paulo Pereira da Silva (Paulinho), da Força Sindical, justificou a presença limitada dizendo que este foi um ato mais de lideranças do que de massa, depois que se optou pela mudança de local, de Itajaí para Florianópolis. “Um ato de massa vai ser mais em Curitiba, São Paulo e Manaus”, destacou. Essas cidades serão palco da manifestação nos próximos dias.

A mudança de local teve a ver com o fato de os organizadores em Santa Catarina preferirem evitar vinculações entre os problemas da desindustrialização e os da guerra fiscal dos portos, na qual o Estado é um dos principais protagonistas. Itajaí representa a principal cidade-portuária catarinense.

As lideranças que compareceram – dentre elas representantes da Força Sindical, da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), da Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB), da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST) e da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) – deram o seu recado em cima de um carro de som que parou em frente à Assembleia Legislativa catarinense. Eles tentaram puxar, sem grande coro, o grito da pequena massa que os acompanhava com frases do tipo “eu já falei, vou repetir, tem que gerar emprego aqui”; “trabalhador não fica mal com indústria nacional”.

Ao fim do evento, os empresários entregaram um manifesto ao presidente da Assembleia Legislativa de SC, Gelson Merisio (PSD), com 20 pontos em que pediam mudanças. A entrega foi simbólica porque os pontos tratam principalmente de questões relacionadas ao governo federal, como medidas para atenuar a sobrevalorização cambial, redução da taxa básica de juros (Selic) e redução do spread bancário (diferença entre a Selic e a taxa cobrada pelos bancos).

(Vanessa Jurgenfeld | Valor)

Fonte:|http://www.valor.com.br/brasil/2592484/grito-de-alerta-reune-15-mil...

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