Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIII

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Cultivo de Juta no AM é Resultado de Trabalho da Colônia Japonesa

Neste ano, a área colhida no Amazonas chegou a 782 hectares.
Fibra natural é usada na confecção de produtos como sacos e tapetes.

Do Globo Rural

A juta, uma fibra natural muito importante para o Brasil, é usada pela indústria têxtil para a confecção de sacos, tapetes e muitos outros produtos. A introdução da fibra na Amazônia foi um trabalho heróico da colônia japonesa.

Quem vê os pés de juta crescendo na várzea da Amazônia não imagina a história por trás dessa fibra natural. Na década de 20, o Japão precisava de terra para sua gente plantar e imigrantes se espalhavam por vários países, incluindo o brasil. O estado do Amazonas vivia o fim do monopólio da borracha da seringueira e era preciso achar um novo ciclo econômico.

No meio da floresta foi semeada uma ideia. Imigrantes japoneses ergueram às margens do Rio Amazonas um lugar chamado Vila Amazônia com o objetivo de colocar como carro-chefe a juta, fibra natural asiática usada para fazer sacos para a exportação de café.

Foram três anos de tentativas frustradas quando um colono chamado Ryota Oyama percebeu que duas plantas de juta de seu terreno cresciam mais que as outras. A partir dessa planta que tinha produtividade similar às cultivadas na Índia, a colônia japonesa conseguiu fazer vingar a cultura na região. Com a Segunda Guerra Mundial os japoneses foram declarados inimigos e perderam as terras na Amazônia.

Hoje, os japoneses não se dedicam mais ao cultivo da juta. Eles preferiram se dedicar a culturas como banana, laranja e palmito de pupunheira. Mas eles já haviam compartilhado com os ribeirinhos a técnica de produção. A juta é plantada por produtores como o agricultor Jorge Martins. A fibra só estará pronta para a colheita em março, quando a ilha estiver totalmente coberta pelo Rio Amazonas.

Na entressafra da juta os ribeirinhos vivem da pesca e do plantio de hortaliças e frutas, como a melancia. Esse é o caso da agricultora Selma Barroso que mora na ilha há mais de 17 anos.

Neste ano, a área colhida de juta no estado chegou a 782 hectares. São 11% a mais em relação a 2010. O estado do Amazonas ainda é o maior produtor de fibras naturais do Brasil. São 11 mil toneladas de juta e malva, suficientes apenas para atender pouco mais da metade de demanda brasileira pelo produto. Outras nove mil toneladas têm que ser importadas todos os anos da Índia.

Em novembro, foi inaugurada uma nova fábrica de beneficiamento da juta em Manaus, com um investimento de R$ 30 milhões. O objetivo dos empresários é estimular os produtores do amazonas a voltar a plantar a juta para diminuir as importações.

Fonte:http://g1.globo.com/economia/agronegocios/vida-rural/noticia/2011/1...|

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Pode-se misturar a Juta com Malva, Rami, Guaxima, etc, sem alterar a qualidade dos produtos finais. A introdução do Polipropileno foi um baque para as fibras naturais, embora a ONU/FAO tenha determinado que o ano de 2009 fosse a elas dedicado. Em 2009 a ABTT fez seu congresso com o tema das Fibras Naturais, infezmente deste segmento não houve aceitação de convite para comparecimento. Agora em 2011 houve outro evento na Bahia sobre as Fibras Naturais, onde também não vimos pessoas do segmento por lá. Torna-se necessário atualizar todo o segmento, desde a fibra até seus compósitos, o que aliás, é a preocupação da ONU/FAO.

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