Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XII

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Das Cinzas, Família Reergue Negócio Têxtil Sob Lema da ‘União’

Gabriela Correia
  • Ângelo revela que fábrica nunca foi sua pretensão (Foto: Gabriela Correia/iFronteira)
  • Incêndio destruiu galpão de produção e loja (Foto: Arquivo)
  • Incêndio destruiu galpão de produção e loja (Foto: Arquivo)
  • Incêndio destruiu galpão de produção e loja (Foto: Arquivo)
  • Incêndio destruiu galpão de produção e loja (Foto: Arquivo)
  • Incêndio destruiu galpão de produção e loja (Foto: Arquivo)
  • Incêndio destruiu galpão de produção e loja (Foto: Arquivo)
  • Incêndio destruiu galpão de produção e loja (Foto: Arquivo)
  • Carro utilizado para transporte de roupas também foi destruído (Foto: Arquivo)
  • Barracão precisou ser demolido após incêndio (Foto: Gabriela Correia/iFronteira)
  • Loja que havia sido destruída foi reinaugurada (Foto: Gabriela Correia/iFronteira)
  • Novo carro utilizado para entrega (Foto: Gabriela Correia/iFronteira)
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O dia 18 de setembro deste ano foi marcado por lágrimas e desespero. No entanto, o incêndio que tomou conta de uma fábrica de roupas no Conjunto Habitacional Ana Jacinta, em Presidente Prudente, não foi o suficiente para abalar a fé do empresário Ângelo Zaneti, de 76 anos.

As chamas destruíram as maiores dependências de sua empresa, onde ficavam o estoque e o espaço de produção, deixando apenas um galpão intacto. Além de tecidos, linhas e outras matérias-primas, foram queimados mais de 3 mil peças que estavam prontas para serem entregues em cidades do país, além de uma máquina de corte de quase R$ 100 mil.

Tudo se perdeu em meio a chamas e tecidos queimados. Porém, em menos de oito dias, com a ajuda de funcionários, empresários e da família, o negócio começou a ser reerguido.

Do quintal ao industrial

Tudo começou há quase 20 anos, no quintal de sua casa. O sonho de ter o negócio nunca existiu, mas aos 50 anos de idade, a necessidade fez com que a família se unisse ainda mais e, então, a empresa nasceu.

Ângelo já era aposentado quando começou o negócio. Ele, que já foi policial militar e chefe de segurança de um hospital da cidade, nunca imaginou que seguiria para o ramo do corte e costura.

“Minha esposa sempre costurou, mas não tínhamos essa pretensão, nunca imaginaria ter um negócio assim e que chegaríamos a ter uma fábrica tão grande. Nem era algo que sonhávamos”, diz Ângelo.

No entanto, o filho, que trabalhava com corte de tecidos em uma empresa, perdeu o emprego e foi esse o início de tudo. “Resolvemos então ter nosso próprio negócio por conta disso, porque ele estava desempregado. Meus filhos colocavam os tecidos no chão do quintal para cortá-los, as noras também ajudavam e começamos bem, nosso produto já era bom”, narra.

Em pouco tempo, as duas edículas do fundo da casa do empresário já contavam com seis máquinas de costura. Depois, um barracão somente para o corte foi alugado e, na sequência, a fábrica já funcionava com o corte e a costura em um único lugar, em outro espaço alugado na Cohab.

“Foi tudo muito rápido, aqui mesmo [Ana Jacinta] estamos há uns sete anos. Sempre trabalhamos com honestidade, sempre unidos, e é assim até hoje, acho que fomos merecedores”, orgulha-se Ângelo.

Tragédia

O empresário conta que, durante toda sua trajetória na fábrica, os últimos a saírem do local sempre eram ele e sua esposa, Tereza Zaneti, de 73 anos. Ele conta que, todos os dias, esperava todos os 70 funcionários saírem, às 17h15, e só depois de inspecionar todos os barracões, iam embora.

No entanto, no dia 18 de setembro, algo saiu do controle e um possível curto circuito causou a destruição parcial da fábrica. Por volta das 18h30, quase uma hora depois do fim do expediente, Ângelo foi avisado de que o local estava em chamas.

“Eu tinha acabado de chegar em casa, saí da fábrica com minha esposa, meu filho e minha nora, estava tudo certo”, recorda-se.

Ainda conforme o empresário, o retorno ao local de trabalho foi triste. “Estava tudo em chamas, ficamos assistindo tudo, chorando, sem poder fazer nada”, diz.

A tragédia atravessou a madrugada, atraiu muitos curiosos e muitas pessoas sensibilizadas. O fogo foi controlado por volta da 0h30, mas o trabalho do Corpo de Bombeiros para conter possíveis focos de incêndio foi até às 7h do dia seguinte.

“Graças a Deus não aconteceu nada com ninguém, ficamos tristes, sim, com o que aconteceu, mas existem coisas piores, e que bom que nada pior aconteceu. Hoje estamos aqui, voltando aos poucos, com paciência e sempre unidos”, diz emocionado.

O barracão mais atingido precisou ser demolido e novos produtos e máquinas estão sendo comprados aos poucos com a colaboração de empresários, que segundo o dono da fábrica, facilitam com prazos maiores para o pagamento. Além disso, há ainda a cobertura do seguro, que aos poucos é liberada.

Agora, um novo galpão será reconstruído em até quatro meses. Enquanto isso, os cortes são feitos em um local alugado, em outro bairro da cidade. Os funcionários também não deixaram de produzir. A loja, que foi destruída pelas chamas, foi reconstruída e reinaugurada no último dia 7 de novembro. Agora, conforme o empresário, basta ter paciência e fé, pois tudo vai se ajeitando.

“Sempre choro quando me lembro do dia do incêndio, as pessoas vindo oferecer ajuda. Depois do que passou, um senhor, vizinho nosso, sempre passa aqui na frente e quando me vê, diz: ‘Não percam as esperanças’. Isso nos engrandece e não vamos perder as esperanças”, finaliza o empresário, transparecendo as mesmas lágrimas e perseverança que marcaram sua trajetória do início até agora.

Fonte:|http://www.ifronteira.com/mobile-noticia-42816

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Respostas a este tópico

Um exemplo dede vida que devemos seguir

Parabéns ao Sr Angelo e familiares, pois nota-se

um ótimo exemplo de coragem, arrojo e persistência.

Parabéns ao Sr. Ângelo e família. Muita coragem, fibra, persistência e exemplo que não tive quando nos vários incêndios que minaram meus recursos e fizeram que eu vendessem as maquinas de minha pequena fiação de fios desfibrados (alvejados e coloridos);

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