Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XII

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Diferença de Preços Com Mercado Chinês Ameaça Industrias Têxteis na Região - MG

Há vários anos, não tem sido fácil manter as atividades e nem os funcionários

A Federação das Indústrias de Minas Gerais diz que a crise não é de hoje. Teria começado pelo menos cinco anos atrás com a entrada de muitos produtos chineses no mercado brasileiro. Produtos, aliás, feitos com matéria-prima nacional que, na região, é vendida mais cara. E, importada, ficaria bem mais em conta, é o que constata a presidente da Federação das Indústrias de Minas, Rozani Azevedo.

Uma fábrica de roupas passou a importar 80% dos tecidos pra reduzir o custo da produção. E outras medidas foram tomadas na tentativa de equilibrar as contas.

Em funcionamento há 22 anos em Governador Valadares, a fábrica sempre admitiu funcionários temporários em novembro, dezembro, temporada de fim de ano. No fim do ano passado, isso começou a mudar. Ninguém foi contratado.

A gerente Adriana Maria Rodhc, acredita que vai precisar dispensar 30% do quadro pessoal nos próximos meses se a indústria não reagir. Ela diz que as vendas caíram e as dispensas seriam reflexos disso.

De acordo com a FIEMG, a indústria de transformação em Minas Gerais arrecadou R$43 bi a menos em 2011 do que no ano anterior. A estatística inclui a indústria têxtil.

As altas taxas de juros e impostos teriam contribuído para a queda. Além da competitividade com os produtos da china. A presidente da Federação de Indústrias de Minas, Rozani Azevedo, espera que o governo brasileiro passe a se preocupar com as indústrias de transformação para que o mercado volte a reagir.

É o que também espera a modelista Claudete de Oliveira, umas das 38 funcionárias da fábrica com medo da crise do setor.

Já em Ipatinga, uma fábrica de roupas investiu pesado em máquinas novas. Tudo para diminuir os custos na produção e conseguir, assim, competir com os produtos vindos da china. O empresário Samuel Bueno, diz que a empresa procurou investir também em treinamentos e viagens a feiras para que os funcionários possam acompanhar as mudanças nas tendencias da moda e as novidades que o mercado tem a oferecer.

Tanto os tecidos, quanto as roupas prontas de origem chinesa chegam ao Brasil com preços até 40% mais baratos que os nacionais. A disparidade é reflexo do baixo custo da mão de obra na china. De acordo com a Confederação Nacional da Indústria o trabalhador brasileiro ganha quase seis vezes mais que um chinês. No Vale do Aço o setor ainda tenta se adaptar a este panorama. O presidente do Sindicato do Vestuário do Vale do Aço, é muito complicado competir com a China, pois os números não batem.

Ainda segundo Salatiel, a maior parte, das quase 200 empresas do ramo têxtil da região, ainda utilizam tecidos nacionais mas algumas já se renderam ao produto que vem do outro lado do mundo.

Para concorrer com os produtos chineses, a indústria têxtil do Vale do Aço aposta na inovação. A ideia é conquistar um público que, além do bom preço, também procure roupas com desenhos diferentes, tecidos inovadores e aplicações, por exemplo. Salatiel diz que a criatividade do povo brasileiro pode ser um diferencial para vencer essa “luta”.

O empresário Samuel Bueno percebeu a necessidade de inovar. A empresa dele, que por mês fabrica cerca de 5.000 peças de roupas, investe em produtos diferenciados.

Fonte:|http://in360.globo.com/mg/noticias.php?id=17231

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