Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano VII

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Fundarpe recebeu pedido para tombar cotonifício, uma das primeiras beneficiadoras de algodão do Estado

A velha fábrica, fundada em 1884 e fechada na década de 70 do século passado, ficava em uma parte do terreno onde hoje estão prédios do antigo centro administrativo do Banco Banorte, e integra a história da cidade / Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem

A velha fábrica, fundada em 1884 e fechada na década de 70 do século passado, ficava em uma parte do terreno onde hoje estão prédios do antigo centro administrativo do Banco Banorte, e integra a história da cidade

O grupo Direitos Urbanos, formado por representantes da sociedade civil, entregou, esta semana, à Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) pedido de tombamento das instalações do extinto Cotonifício da Torre, Zona Oeste do Recife, às margens do Rio Capibaribe. A velha fábrica, fundada em 1884 e fechada na década de 70 do século passado, ficava em uma parte do terreno onde hoje estão prédios do antigo centro administrativo do Banco Banorte, e integra a história da cidade. Foi a principal indutora da urbanização da localidade e uma das primeiras indústrias de beneficiamento de algodão de Pernambuco. A preservação parcial do imóvel, segundo defende o grupo, representaria o primeiro passo para o resgate do passado arquitetônico, urbanístico e econômico da área.

A solicitação reflete a preocupação do grupo com a expansão urbana. Existe, ainda, o temor diante dos rumos do desenvolvimento arquitetônico da cidade. “Não somos contra empreendimentos. Apenas achamos que é preciso melhorar os padrões urbanísticos do Recife”, destacou Noé Sérgio do Rêgo Barros, integrante do Direitos Urbanos e da equipe que elaborou a proposta entregue à Fundarpe. O texto ressalta a importância da preservação da área para evitar que o bairro vire um conglomerado de espigões, perdendo a identidade inicial. Além de entregar o pedido de tombamento, o Direitos Urbanos solicita audiência para tentar explicar melhor o projeto.

Para os moradores que residem no entorno da velha fábrica, surge a esperança de reviver os tempos de glória. “Seria ótimo acabar com esse abandono. Na época do funcionamento da indústria, esse lugar era outro. Agora, convivemos com usuários de drogas e temos até problemas com pessoas que cometem atentado ao pudor na frente das nossas casas. Ninguém aqui sai depois das 19h”, desabafou a trabalhadora autônoma Roseane Cavalcante da Mora, que mora na rua do antigo cotonifício há 51 anos.

Alcileide Azevedo, vizinha do velho prédio há 42 anos, também se mostrou animada. “A gente não vê a hora de fazerem alguma coisa. Seria muito bom ter algo como um centro cultural ou um parque”, comemorou.

Atualmente, o espaço também é objeto de estudo da turma do 3º período do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Durante cerca um ano, os alunos estudarão o local. “Nunca tinha visitado esse espaço. Certamente, o tombamento da área só traria benefícios para a população”, ressaltou a estudante do curso de Arquitetura e Urbanismo da UFPE Natália Oliveira, 18 anos.

Representantes dos atuais proprietários do imóvel preferiram não falar sobre o assunto nem permitiram o acesso da reportagem do JC.

http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/cidades/noticia/2013/07/10/em...

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A velha fábrica, fundada em 1884 e fechada na década de 70 do século passado.

A velha fábrica, fundada em 1884 e fechada na década de 70 do século passado, ficava em uma parte do terreno onde hoje estão prédios do antigo centro administrativo do Banco Banorte, e integra a história da cidade / Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem

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