Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIV

Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIV

Em Manaus, setor têxtil perde força com "fechamento" da Brasjuta

Empresa fechou as portas no PIM. Fabricante deverá fortalecer as atividades no município de Manacapuru

Gargalos na obtenção da matéria-prima, na sustentabilidade produtiva para a obtenção da fibra e possíveis dívidas junto ao governo do Estado atrapalharam o funcionamento da empresa Brasjuta da Amazônia S.A. Fiação, Tecelagem e Sacaria, uma das duas únicas fabricantes que integravam o setor têxtil do Polo Industrial de Manaus (PIM). No início deste mês a empresa demitiu os funcionários e fixou uma placa na fachada do prédio anunciando que o imóvel foi leiloado. 

A fabricante deverá retomar as atividades nos próximos meses com instalações em uma área localizada na estrada que liga os municípios de Iranduba e Manacapuru. Segundo uma fonte (que pediu para não ser identificada)ligada ao sindicato dos trabalhadores da indústria têxtil, a parceria com o governo do Estado não foi suficiente para salvar a empresa que desde novembro passado ameaçava parar a produção por falta de matéria-prima.

“O Estado importa 80% das fibras de Bangladesh, com a proibição de venda pelo país asiático o fechamento e o não pagamento do empréstimo junto ao Estado era previsível. Desde a última terça-feira (2) as demissões veem acontecendo e a Afeam tomou a unidade da empresa do Distrito Industrial em janeiro, inclusiveo prédio já foi leiloado”, afirma.

De acordo com o presidente da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Antonio Silva, a fabricante interrompeu as atividades na capital por conta da baixa demanda, resultante da redução nos fornecimentos de sacarias aos demais Estados brasileiros. Ele afirma que da mesma forma que os demais segmentos industriais foram afetados, o de tecelagem também foi impactado.

Silva afirma que a Brasjuta passa por um período de reformulação no projeto industrial e que os trabalhos devem voltar a acontecer nos próximos meses, mas agora, em uma unidade localizada em uma área localizada na estrada que dá acesso a Manacapuru.

O presidente também disse que os equipamentos fabris estão sendo deslocados da antiga empresa ao novo local de operação. “A Brasjuta iniciou a produção na área entre o Iranduba e Manacapuru. Ao decidirem se instalar em Manaus, no PIM, tiveram acesso a um financiamento por meio da Afeam. A empresa fez um grande investimento na unidade da capital e apostaram no crescimento da produção de fibra de juta, o que infelizmente não ocorreu. Em decorrência da crise estão fazendo um redesenho industrial”, explicou o presidente. 

“Eles devem voltar a produzir nos próximos meses”, informou. Por meio de nota o diretorpresidente da Afeam, Evandor Geber Filho, disse que a agência não tem participação na empresa Brasjuta desde o dia 25 de novembro de 2013 e que quaisquer questionamentos devem ser direcionadas aos acionistas da empresa.

A reportagem tentou contato com o presidente do Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem do Amazonas e diretor-executivo da Brasjuta, Sebastião Guerreiro, mas ele não quis falar sobre o assunto nem mesmo como representante do setor.

FONTE: http://portalamazonia.com/noticias-detalhe/economia/no-amazonas-set...

Exibições: 686

Responder esta

Respostas a este tópico

grande empresa...eis sua historia em 2012!!!!!!!!ja tiveram 3 mil funcionários!!!!!!!vejam o impacto!!!!!

03/02/2012 às 16:36 Cláudio Rosas - Amazon Sat

Empresa de juta no Amazonas garante produção de 500 toneladas mensais

O processo de fabricação não agride o meio ambiente. Com pouco tempo de atividade, a empresa tem boas projeções.

MANAUS – Há três meses em funcionamento no Polo Industrial de Manaus (PIM), com geração de 3 mil empregos, a empresa beneficiadora de juta e malva BrasJuta começa a colher bons frutos. A produção da empresa já chega perto de 500 toneladas. O bom desempenho atrai a atenção de parlamentares da região. A empresa recebeu hoje a visita do senador Eduardo Braga e de autoridades locais interessados em conhecer detalhes do processo de fabricação e do sucesso do empreendimento.

Com matéria-prima vinda do interior do Amazonas, a maior parte da cooperativa de agricultores de Manacapuru, no interior do Amazonas, a fabrica tem capacidade para produção de 15 toneladas por dia.

Para dar conta da produção, 40 máquinas com tecnologia alemã e chinesa, operadas por 200 funcionários, trabalham na indústria dando origem a sacaria, tecelagem e fiação.

BrasJuta

BrasJuta

A vantagem da juta e da malva é que os produtos são orgânicos. O processo de fabricação não agride o meio ambiente. Com pouco tempo de atividade, a empresa tem boas projeções. A expectativa de crescimento já chama a atenção das autoridades nos diversos setores da economia do Amazonas.

Assista ao vídeo da inauguração da Brasjuta em Manaus:

A comitiva de políticos e empresários que visitaram a fabrica nesta sexta-feira conheceu todas as etapas da linha de produção. Ao final, numa reunião na sala da diretoria, foram debatidas as formas mais viáveis para incrementar o cultivo das fibras em larga escala.

Um dos desafios do empreendimento é enfrentar a concorrência da Índia e do Paquistão.

Juta

A juta é uma planta de ciclo anual, que chega a alcançar de três a quatro metros de altura. Sua introdução no Brasil, deve-se a uma missão japonesa chefiada por Tsukasa Oyetsuka em 1931. Toda fibra encontra-se entre a casca e o talo. Para extraí-la, depois de colhidos, os feixes de juta são colocados na água e permanecem ali por cerca de dez dias, o que facilita a tarefa. O processo é totalmente manual, empregando centenas de pessoas.

A BrasJuta é uma empresa público-privada, originada da parceria com o grupo do empresário Mário do Nascimento Guerreiro voltada ao processamento e beneficiamento de duas fibras vegetais: a juta e a malva.

BrasilJuta criada em 1951 reinou até a década de 80

O pai do empresário Mário Guerreiro, hoje com 89 anos, foi o criador da Brasiljuta, empresa de processamento da planta, inaugurada com a presença do então presidente Getúlio Vargas em 1951. Naquela época, todo produto agrícola era vendido em sacaria de juta, o que fez da fibra vegetal um dos produtos de maior importância econômica para o Amazonas. Em 1965, a produção atingiu seu ápice: mais de 47 mil toneladas. A juta reinou  até a década de 80. Com o aparecimento das sacarias de prolipropileno e ráfia, ela foi perdendo o posto, o que levou à paralisação da Brasiljuta em 1991.

Com o renascimento da empresa em 2011, em parceria com o governo do Amazonas, a BrasJuta aposta nas tendências de produtos ecológicos para agregar valor ao produto. A fábrica tem capacidade de beneficiamento para seis mil toneladas anuais. Toda matéria-prima é comprada de agricultores familiares do interior do Estado.

TORRES.... cada dia mais e mais desgraça em nosso ramo!! aliás..em todos!!!!!rs..rs..

abç adalberto

enquanto isso no Sítio em Atibáia... rs

Caro Torres...agora é atraçao...todos querem visitar o local!!!rs..rs...

J. J. Torres disse:

enquanto isso no Sítio em Atibáia... rs

Responder à discussão

RSS

© 2021   Criado por Textile Industry.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço