Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XII

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Flávio Conrad abriu a Restaura Jeans aos 23 anos. Hoje, comanda grupo que tem quatro empresas e mais de 200 lojas.

 

Flávio Conrad, fundador do Grupo Restaura (Foto: Divulgação)

No início dos anos 90, Flávio Conrad trabalhava como técnico agrícola. Além disso, esporadicamente ajudava seus irmãos em um pequeno negócio de tingimento de jeans para fábricas. Um dia, ele teve um "estalo": poderia restaurar as calças usadas de outras pessoas com a técnica da empresa de seus familiares. Assim surgia, na cidade gaúcha de Santa Maria, a Restaura Jeans. Hoje, a rede fatura R$ 75 milhões por ano.

Conrad abriu o primeiro negócio aos 23 anos. "Eu era jovem e solteiro. Podia arriscar", afirma.

A primeira pessoa a quem Conrad contou sobre seus planos, no entanto, não acreditou no projeto. "Era um amigo, que não ficou nada impressionado com a ideia. Ele achou que não daria certo."

A descrença se justifica. Na época, roupas usadas eram consertadas em casa – ou seja, Conrad estava criando um novo mercado no país. Além disso, na década de 1990, a economia brasileira passava por momentos de instabilidade que poderiam ameaçar o sucesso do negócio.

O Grupo Restaura tem mais de 200 unidades de suas lojas (Foto: Divulgação)

Ainda assim, o empreendedor acreditava que tinha a ideia perfeita e seguiu em frente com o projeto. “Eu fiz de tudo para mostrar que ia funcionar”, afirma Conrad. Em março de 1991, a empresa era oficialmente lançada.

Poucos meses depois, aquele amigo que não acreditava no negócio, o empreendedor Jair Jasper, virou sócio da Restaura Jeans. 

A rede Restaura Jeans faturou R$ 75 milhões em 2018 (Foto: Divulgação)

Para convencer as pessoas de que valia a pena contratar o serviço da empresa, Conrad trabalhou para convencer o público que seu serviço era profissional e de qualidade. "A técnica é complicada. Nem sempre a roupa fica perfeita quando tingida em casa."

Com o passar dos anos, o negócio foi ganhando tração. Outros serviços, como a costura e a lavagem das roupas, foram incluídos no portfólio da empresa. Em 1994, virou uma franquia. Em 2007, Jasper deixou a sociedade.

No ano seguinte, a empresa começou um plano de expansão mais agressivo. Conrad, então, decidiu focar suas energias no crescimento do número de franquias da Restaura Jeans. O tingimento das peças foi repassado a uma empresa terceirizada. "Concluímos que o tingimento poderia ser feito por outras pessoas, mas uma expansão terceirizada não seria tão boa”, afirma Conrad.

Com o crescimento da rede, o empreendedor se lançou a mais um desafio e transformou o que antes era apenas a Restaura Jeans em Grupo Restaura.

Além da Restaura Jeans, o grupo é composto pela DNA Natural e pela Tinge Mais (Foto: Divulgação)

Hoje, o conglomerado é formado por quatro empresas: Restaura Jeans, Minha Lavanderia, DNA Natural e Tinge Mais. A segunda é uma franquia de lavanderias, enquanto a terceira é uma rede de restaurantes focados em alimentação natural.

Já a Tinge Mais é uma marca que instala pequenas lojas de tingimento em pequenas cidades – já são 68 deles.

Todos os negócios estão espalhados pelo Brasil, mas o grupo tem maior concentração no Sul e Sudeste do país. A Restaura Jeans é a maior rede do grupo, com 220 unidades. Em segundo lugar, vem a Minha Lavanderia, com 27. Por último, a DNA Natural tem 18 pontos.

O faturamento de todo o grupo em 2018 foi de R$ 105 milhões, sendo que R$ 75 milhões vieram apenas da Restaura Jeans.

A partir de agora, Conrad quer acelerar a expansão das três franquias. “Estamos com todos os processos corretos e validados”, diz o empreendedor. “Temos uma grande aceitação do mercado e um alto indíce de satisfação”.

https://revistapegn.globo.com/Banco-de-ideias/Moda/noticia/2019/09/...

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  A partir de agora, Conrad quer acelerar a expansão das três franquias. “Estamos com todos os processos corretos e validados”, diz o empreendedor. “Temos uma grande aceitação do mercado e um alto indíce de satisfação”.

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