Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIII

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Empresa têxtil inicia mudança para o complexo industrial da antiga Sulfabril


Sérgio Ferrari, presidente da Tex Cotton, em uma das áreas já reformadas: plano é ter 90% da operação rodando na nova sede até o fim do ano (Foto: Pedro Machado)

A Tex Cotton já está de mudança para o conjunto de prédios que pertencia à antiga Sulfabril. A empresa de Blumenau, dona de três marcas de vestuário voltadas ao público feminino, iniciou nesta semana a transferência das operações, hoje divididas em imóveis diferentes no bairro Garcia, para o complexo industrial da Rua Itajaí, arrematado por R$ 34,35 milhões em leilão realizado em dezembro.

A primeira área a ser deslocada para a nova sede é a de expedição. Um dos pavimentos localizados no térreo já foi completamente reformado. O espaço de 4 mil metros quadrados ganhou novas iluminação e instalações elétricas. O piso de madeira existente foi mantido e lixado e os banheiros passaram por ampla restauração e ampliação. Ali devem trabalhar cerca de 50 dos quase 430 funcionários da companhia.

No planejamento de Sérgio Ferrari, presidente da Tex Cotton, a mudança será gradual, acompanhando a evolução da reforma do complexo industrial. Depois da expedição, virá o departamento de controle de qualidade. O executivo espera que pelo menos 90% da operação já esteja rodando na nova sede até o final do ano.

Com o aumento projetado da demanda – o crescimento dos negócios em 2018 chegou a 15%, ritmo que deve se manter neste ano – e o lançamento de uma nova marca, planejada para 2020, a empresa precisará ampliar o quadro de colaboradores no futuro. Num primeiro momento, Ferrari calcula a necessidade de um reforço de 150 a 200 novas pessoas.

Tex Cotton Empresa arrematou o conjunto de prédios em leilão no ano passado(Foto: Pedro Machado)

O empresário prefere não abrir publicamente o tamanho do investimento que está sendo feito na restauração do complexo. Mas à coluna revelou se tratar de uma quantia significativa, comparada ao valor pago pelos imóveis no leilão. Nesta conta ele não considerou aportes futuros direcionados à compra de novas máquinas.

Na contramão de outras indústrias do ramo, a Tex Cotton estuda verticalizar a sua produção, em boa parte terceirizada. Na prática, quer incorporar funções hoje desempenhadas por outras empresas, principalmente na costura e na tecelagem. Trazer essas etapas para dentro de casa seria uma forma de garantir maior rigidez no controle de qualidade – palavra-chave na estratégia da companhia, cuja meta é focar cada vez mais em peças de valor agregado.

Esse reposicionamento também será gradual, embora não exista a intenção de abandonar a terceirização. Parcela da produção continuará a cargo de empresas que ajudaram a Tex Cotton a crescer ao longo de sua história, o que Ferrari considera uma forma de reconhecimento aos parceiros de longa data.

Aliás

Os planos da Tex Cotton para o complexo industrial da antiga Sulfabril também incluem a abertura de uma loja de fábrica. Além disso, para o alívio dos amantes da histórica local, a empresa vai manter o elevado da antiga estrada de ferro que corta parte do terreno. E promete, no futuro, novidades ainda guardadas a sete chaves para fazer do local um atrativo turístico.

Acaso

O curioso é que a Tex Cotton foi parar na nova sede por acaso. Em agosto do ano passado, a empresa chegou a anunciar o projeto de construção de uma nova e moderna fábrica na Rua Bahia, com investimento estimado em R$ 25 milhões. Mas a demora na liberação das licenças para a obra, segundo Ferrari, fez a direção, que tinha pressa, partir para um plano B. Na busca de um espaço maior para expandir as atividades, o leilão de bens da massa falida surgiu como oportunidade para acelerar o processo.

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  O curioso é que a Tex Cotton foi parar na nova sede por acaso. Em agosto do ano passado, a empresa chegou a anunciar o projeto de construção de uma nova e moderna fábrica na Rua Bahia, com investimento estimado em R$ 25 milhões.

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