Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIII

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Escassez de Trabalhadores faz Fiação Cocamar Contratar Detentos

Com o objetivo de suprir a escassez de mão-de-obra e também de promover a inclusão social, há quase um ano a Cocamar desenvolve um projeto que viabiliza o trabalho de detentos que cumprem pena em regime semi-aberto na Penitenciária de Maringá, em setores operacionais da cooperativa.

Atualmente são 32 detentos que trabalham diariamente em três setores da cooperativa: na fiação de algodão, no graneleiro e na expedição. Eles são transportados por um ônibus da Cocamar, com motorista treinado especificamente para esta função. Todos os dias, são buscados na penitenciária e depois levados de volta.

De acordo com o gerente de Relações Humanos da Cocamar, Marçal Siqueira, sempre haverá a necessidade de contratação em setores operacionais e que por isso, mais do que ajudar ao detentos na ressocialização, o projeto também permite uma recolocação de funcionários na cooperativa.

Poucos problemas
Iniciado em março de 2011, algumas dificuldades foram enfrentadas no começo. Mas, segundo Siqueira, graças a um treinamento específico envolvendo os líderes e gestores dos setores onde os detentos trabalham, ainda não foram registrados problemas envolvendo atitudes preconceituosas por parte dos demais funcionários da Cocamar.

O gerente conta que, durante esses meses de projeto, quatro detentos foram desligados do projeto por atitudes suspeitas e que prontamente foram interrompidas. "Poucos casos, mas exisitiram. Principalmente de detentos que queriam receber familiares no trabalho e que foram pegos com aparelhos celulares", explica Siqueira.

Redução de pena
Segundo ele, a explicação para o sucesso do projeto está relacionado principalmente aos benefícios que trabalhar na cooperativa traz para o preso, com a redução de pena. Além de poderem se ressocializarem e terem a chance de serem efetivados após a liberdade, para cada três dias trabalhados na Cocamar, os detentos ganham um dia a menos de detenção.

Processo demorado
Siqueira lamenta apenas o fato de que é preciso esperar em média 50 dias até que o processo para a autorização do detento no trabalho seja concluído. A lentidão é justificada pelas medidas de segurança no transporte e no trabalho do detento.

O gerente comenta que o projeto é disputado pelos detentos na penitenciária e que a maioria dos envolvidos têm interesse em trabalhar na Cocamar após o cumprimento da pena.

Em outros setores

Além da Cocamar, detentos também estão sendo prestando serviços em outras áreas onde há escassez de trabalhadores, como a construção civil e no setor de limpeza da Prefeitura.

Fonte:|http://maringa.odiario.com/maringa/noticia/529568/escassez-de-traba...

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Respostas a este tópico

Ação meritória, embora na minha época eu tenha dado preferência às vítimas.

ola meu nome antonio gostaria de sabre ser esta inpresa ten representante en fortaleza  ceara 

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