Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XV

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O Brasil poderá reduzir levemente o plantio de algodão na próxima safra após semear um recorde em 2010/11, mas a produção em 2011/12 ainda superaria a colheita atual, com produtores sendo mais seletivos na escolha de áreas mais produtivas, de acordo com avaliação da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea).

O período de plantio também será um fator importante em 2011/12, considerando que o setor de algodão está ciente da necessidade de otimizar a produtividade, uma vez que a área plantada seria menor devido à competição com a soja e o milho por terras, enquanto as exportações na próxima temporada deverão seguir fortes, destacou o presidente da Anea, Marcelo Escorel.

Os preços do algodão em Nova York iniciaram uma escalada no ano passado e atingiram um recorde acima de 2 dólares por libra-peso em março deste ano. Expectativas com maiores lucros levaram os produtores brasileiros a plantar tanto quanto eles puderam, mesmo que para isso tivessem de assumir riscos de semear em áreas menos produtivas e fora do tempo adequado.

"O cenário é interessante para 11/12. Talvez tenhamos uma área menor, mas não necessariamente uma safra menor. No ano passado, tivemos áreas com risco de não produzir bem. Na próxima safra, os erros cometidos pela expectativa de preços bons não vão se repetir", afirmou Escorel.

"Produtores vão plantar onde eles colhem melhor, a área será um pouco menor, mas não muito, porque os preços ainda estão interessantes", acrescentou ele, evitando fazer uma estimativa.

Os preços na bolsa de Nova York estão um pouco acima de 1 dólar por libra-peso atualmente, ainda em um nível histórico elevado que compensa um aumento de custos e mantém os produtores na atividade no Brasil, o quinto produtor global da fibra, disse Escorel.

Contando com um tempo favorável na maior parte do país, os produtores estão encerrando uma colheita recorde de quase 2 milhões de toneladas da pluma e se preparando para iniciar o plantio da temporada 2011/12, em dezembro.

A semeadura começa por Mato Grosso, onde produtores no principal Estado produtor tem a opção de fazer duas safras na mesma temporada, embora a segunda, conhecida como "safrinha", normalmente seja menos produtiva.

"Em 2010/11, tivemos uma grande área de safrinha. Teve produtor que plantou fora da janela, esperando que tivesse mais chuva, só por causa do preço."

Como a Anea prevê que o Mato Grosso irá priorizar a primeira safra em 11/12, e a Bahia, o segundo produtor nacional, manterá a área plantada registrada em 10/11, "o Brasil talvez tenha um declínio de 5 por cento da área..., mas se tiver um período de chuvas muito bom, pode bater o recorde com uma área menor".

EXPORTAÇÃO

Apesar dos preços mais baixos em relação aos recordes, "o pessoal está muito confiante nas exportações", disse Escorel, lembrando que o Brasil obteve um recorde mensal em agosto, embarcando 117,5 mil toneladas, uma marca que pode ser superada pelas vendas externas esperadas em setembro e outubro, de acordo com o presidente da Anea.

Essa volume só foi possível porque a grande safra de algodão está chegando ao mercado após fracas exportações no primeiro semestre do ano.

O Brasil, normalmente entre os quatro maiores exportadores do mundo, deve exportar um recorde de 800-900 mil toneladas da pluma em 12 meses iniciados em junho .

"E no próximo ano deve exportar mais ou menos o mesmo volume (que em 11/12), arrisco a dizer que pode exportar um pouco mais, pois a indústria têxtil consumiria menos localmente e aí teríamos um excedente."

Entretanto, Escorel afirmou que o setor não está fazendo tantas vendas antecipadas em relação ao que costumava fazer anteriormente, quando vendia para duas safras antecipadamente.

Mas pelo menos 30 por cento da próxima safra já está vendida, considerando que o Brasil colheria 1,85 milhões de toneladas da pluma.

Fonte:|http://m.estadao.com.br/noticias/geral,entrevista-exportador-de-alg...

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