Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XI

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Fábrica de roupas sob demanda corta o desperdício com tecnologia de tricô 3D

A indústria global da moda é alvo frequente de denúncias pela enorme quantidade de resíduos gerados pela cultura descartável do fast fashion. As técnicas tradicionais de fabricação de corte e costura produzem toneladas de retalhos dos espaços restantes após o corte do molde da roupa. As tecnologias de produção em massa contribuíram com a poluição ambiental em massa. Uma das tecnologias inovadoras da Indústria 4.0 na moda, é a máquina robótica de tricô 3D que pode transformar cones de fios numa peça completa e sem costura em 40 minutos.

Na fabricação tradicional de corte e costura, não é incomum que 20 a 30% do tecido seja desperdiçado. Com a fabricação de tricô sem costura, há quase zero desperdício, apenas o fio desperdiçado no início da peça. Depois que o processo de tricô termina, geralmente um trabalhador leva em torno de 15 a 20 minutos no acabamento e mais 15 minutos para costurar uma etiqueta e passar a roupa.

O problema do lixo da moda é parcialmente um problema de planejamento: quando as marcas tentam projetar a demanda futura por uma camisa ou vestido em particular, elas geralmente acabam produzindo muitas roupas. A H&M informou num comunicado que possuía US$ 4,3 bilhões em estoque não vendido. Já a Burberry admitiu que havia destruído US$ 36,8 milhões em roupas não vendidas, enfrentando indignação, mais tarde anunciou que interromperia a prática, embora outras marcas façam a mesma coisa rotineiramente. Segundo uma estimativa, 30% das 150 bilhões de peças de vestuário produzidas a cada ano nunca são vendidas.

Para combater esse desperdício, algumas empresas estão tentando converter o setor num modelo sob demanda. A Tailored Industry uma startup de fabricação de malhas sediada no Brooklyn, em Nova York, usa software para conectar marcas a suas máquinas de tricô 3D. Em suas instalações, a empresa usa máquinas fabricadas no Japão que podem tricotar as mangas e o corpo de uma blusa simultaneamente sem nenhum corte e costura, outra etapa que reduz o desperdício em comparação com outros métodos de produção. A startup utiliza a mesma tecnologia Wholegarment das redes varejistas Uniqlo e Benetton.

A Tailored faz produção em grande escala mas eles estão tentando converter mais marcas para a nova abordagem. Fazer roupas sob demanda custa um pouco mais por peça do que uma centenas de itens, mas as empresas podem economizar mais tarde, em teoria, porque elas não têm custos extras em armazenagem e marcação de roupas não vendidas. Isso pode significar que, se um cliente faz o pedido numa loja online, ele é encaminhado para a fábrica para ser feito naquele momento. Para marcas com lojas físicas, a empresa pode produzir uma pequena quantidade de estoque e, em seguida, monitorar as vendas para produzir mais conforme necessário. As empresas não precisariam mais liquidar as mercadorias, nem jogar fora ou destruir as roupas que levavam recursos para fazer.

A empresa diz que sua fábrica já tem mais demanda do que pode suportar. Também está em negociações com investidores para ampliar a fábrica que possui no Brooklyn e prevê a criação de uma rede de fábricas de produção local nos EUA que produzam roupas sob demanda para os mercados locais. Usando apenas a quantidade exata de fio necessária para tricotar um produto, o tricô sem costura minimiza o desperdício e reduz o excesso de materiais, resultando numa fabricação mais sustentável graças a máquinas eficientes e simplificadas.

https://www.tailoredindustry.com/whoweare

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  A empresa diz que sua fábrica já tem mais demanda do que pode suportar.

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