Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIV

Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIV

Empresa funcionava desde 1961 e diz que não aguentou dificuldade econômica; 250 funcionários já foram demitidos.


A Unitika do Brasil Indústria Têxtil, inaugurada em 1961, anunciou nesta segunda-feira o fechamento de sua fábrica em Americana e a demissão de 250 funcioná.... A informação é do Sindicato dos Trabalhadores Têxteis. Segundo o órgão, a gerência informou que a empresa vai encerrar as atividades porque teve prejuízo nos últimos quatro anos e perdeu competitividade. É a quarta grande têxtil a fechar as portas em pouco mais de três anos na cidade.

Outros 70 contratados, do setor administrativo e da produção, devem continuar a trabalhar até a matéria-prima restante acabar, o que deve levar 30 dias. Depois, também serão demitidos, segundo o sindicato. Os 250 dispensados ontem foram para casa na hora. No Brasil, a indústria japonesa tem a matriz e fábrica em Americana e um escritório em São Paulo.

Foto: João Carlos Nascimento - O Liberal
Indústria japonesa possui matriz e fábrica em Americana; 70 contratados devem continuar a trabalhar por 30 dias até a matéria-prima restante acabar

Em comunicado a clientes e fornecedores, o diretor-presidente da empresa, Akio Toyoda, informou que toda produção de fios de algodão e de material sintético será interrompida no mês que vem, por decisão da matriz japonesa, a Unitika Limited. O texto informa que a medida foi tomada por causa da “prolongada situação de queda da economia brasileira e dos problemas do ambiente de negócios”.

A notícia pegou funcionários de surpresa. Segundo o presidente do sindicato, Antônio Martins, a empresa não atrasava um “tostão de salário.” Apesar disso, em 2016 a Unitika demitiu 100 pessoas.

Uma funcionária, que não estava trabalhando de manhã, mas que ouviu o relato de uma colega, contou que por volta das 10 horas todos foram reunidos e avisados que a fábrica iria fechar.

O sindicato foi chamado para uma reunião à tarde e comunicado da medida. Segundo Martins, a empresa informou que vai pagar integralmente as verbas rescisórias no prazo legal de dez dias e estenderá o convênio médico até o fim de janeiro.

Entre setembro de 2015 e novembro de 2016, a Tabacow, a Polyenka e a Toyobo fecharam as portas. Ao lado da Unitika, elas faziam parte do time de grandes têxteis de Americana – nos anos 90, a japonesa que fechou ontem chegou a empregar cerca de 800 pessoas, segundo o sindicato. “Foi uma porrada atrás da outra”, lamenta Martins. “Indústria têxtil, né. É o primo pobre da economia.”

Presidente do Sinditec (sindicato patronal), Dilézio Ciamarro diz que a crise afetou diretamente o setor têxtil e que é necessária uma reforma fiscal que dê às indústrias capacidade para competir, inclusive com os produtos importados.

O economista Cândido Ferreira Filho, professor da PUC-Campinas, afirma que, apesar de uma previsão mais otimista para o futuro próximo, o empresariado tem sofrido para fechar as contas por conta dos altos custos e da concorrência com importados. “Ela [empresa] precisa de dinheiro pra pagar suas contas hoje, não é amanhã”.

O secretário-adjunto de Desenvolvimento Econômico, Guilherme Tiosso, consultado nesta segunda-feira, disse que ainda não tinha os dados de quanto a cidade perderá com impostos, levantamento que deve ter hoje. Na Unitika, O LIBERAL não conseguiu contato com ninguém da diretoria.

Entre janeiro e outubro, o setor têxtil da cidade fechou 17 vagas (ou seja, demitiu 17 pessoas a mais do que contratou), segundo o Ministério do Trabalho. No ano passado, o setor criou empregos (131) pela primeira vez depois de seis anos no vermelho.

https://liberal.com.br/cidades/americana/fechamento-da-unitika-e-re...

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Toda vez que alguma indústria têxtil fecha, é sempre a mesma estorinha. Para se resolver um problema, primeiro deve-se assumir que ele existe. Além de todos os problemas conjunturais do país, existem também problemas dentro do setor têxtil. Não podemos generalizar, mas exitem. Os critérios devem ser atualizados. A época de ganhar dinheiro mesmo com ineficiência, acabou faz tempo. Falta de uma reforma fiscal, custo Brasil e outros descalabros da macro economia brasileira tem sim sua culpa nas dificuldades da indústria. Mas não são os únicos responsáveis por vários fechamentos de indústrias que já foram anunciados nesta mídia. 

  Entre janeiro e outubro, o setor têxtil da cidade fechou 17 vagas (ou seja, demitiu 17 pessoas a mais do que contratou), segundo o Ministério do Trabalho. No ano passado, o setor criou empregos (131) pela primeira vez depois de seis anos no vermelho.

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