Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XII

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Ideologia Fora de Moda Flávio Rocha - Riachuelo/Guararapes

Alargar as portas de acesso à moda é a minha missão à frente de 40 mil profissionais.

Por FLÁVIO ROCHA*

Meus olhos foram capturados recentemente pelo título de uma reportagem de revista especializada em ciência: “Escravos da moda: os bastidores nada bonitos da indústria fashion”. O subtítulo do texto fazia referência ao que a publicação chamava de combinação de “consumo desenfreado com exploração da miséria”.

Foi como se eu tivesse sido atingido, simultaneamente, por um soco no estômago e uma punhalada nas costas. Essas afirmações colidiram com valores e convicções que norteiam minha vida.

Alargar as portas de acesso à moda é a minha missão à frente de 40 mil profissionais. A Riachuelo existe para transformar esse fator histórico de discriminação e de exclusão em uma ferramenta eficiente de inclusão. Essa magia, que ao longo da história tem sido um privilégio de poucos, passa a operar o seu milagre na vida de dezenas de milhões de brasileiros.

Só podemos classificar de arrogante e elitista a atitude de se condenar a democratização da moda. Quando milhões de brasileiros passaram a viajar de avião pela primeira vez, essas mesmas vozes preconceituosas esbravejaram que nossos aeroportos mais se pareciam com rodoviárias. É o mesmo espírito que não aceita a democratização da moda e a classifica como “consumo desenfreado”.

A revolução do fast fashion é sinônimo de inclusão – tanto pela moda, despertando a autoestima das pessoas, quanto pelos empregos que gera.

A indústria têxtil tem sido o principal fator de inclusão da humanidade. Quando o tear mecânico foi criado, um dos marcos da revolução industrial, o mundo tinha 90% de excluídos socialmente.

As mudanças transformaram a Inglaterra e, mais adiante, a Europa. Chegaram aos EUA e, quando se manifestaram na Ásia, nos anos 1950, modificaram a história do Japão e da Coreia. Esse processo vem ocorrendo hoje em Bangladesh, Vietnã e Sri Lanka. No futuro, é possível que chegue à África.

Apesar dessas transformações incontestáveis, tornou-se comum nos últimos anos atacar a indústria têxtil por causa das relações de trabalho. Em alguns casos, de fato, há condições realmente precárias em fornecedores do setor.

Atos que contrariam as leis do país precisam ser impetuosamente combatidos, mas não é possível aceitar que uma legislação anacrônica e interpretações forçadas contra o setor prejudiquem esse processo transformador.

Os varejistas atuam por conta própria para evitar que empresas pratiquem atos ilegais. As companhias do setor têxtil têm contratado auditorias externas para investigar as condições de trabalho em confecções e subcontratadas.

Relatórios mensais são produzidos após visitas surpresa, entrevistas com trabalhadores e inspeções às instalações.

A interpretação do que é jornada exaustiva de trabalho faz com que relações entre empregador e empregado sejam, erroneamente, consideradas trabalho escravo.

É preciso que essas definições fiquem mais claras, de forma a evitar que interpretações exageradas e ideologizadas comprometam a reputação de marcas de varejo que trabalham na formalidade, geram milhares de empregos diretos e indiretos e investem vultuosamente em auditorias de monitoramento da cadeia fornecedora.

É necessário também diminuir a absurda normatização das relações de trabalho. As partes têm maturidade suficiente para negociar. Nossa legislação é de uma época em que o trabalhador assinava o contrato com a impressão digital do dedo polegar. Isso precisa mudar.

* FLÁVIO ROCHA é presidente da Riachuelo e vice-presidente do IDV (Instituto para Desenvolvimento do Varejo)

Fonte: Folha de São Paulo

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Respostas a este tópico

   Nossa legislação é de uma época em que o trabalhador assinava o contrato com a impressão digital do dedo polegar. Isso precisa mudar.

Palmas Flávio.

Confundir escravidão (trabalho forçado sob violência) e trocas voluntárias, onde o produtor escolhe a quanto vender é algo de extremo mau gosto e de caráter.

De certo que nos deparamos nos dias de hoje com várias distorções nos mercados em que atuamos, onde a primeira vista podemos assustar com a diferença de preço. Mas cabe uma investigação mais profunda para saber se é passageiro (excesso de matéria prima ou algum produtor queimando caixa até quebrar) ou se é estrutural - como novos paradigmas produtivos, excesso de produtores e tecnologias que reduzem drasticamente o custo final.

Infelizmente quanto mais pessoas fazem a mesma coisa, o custo cai mesmo. É ruim para quem faz há muito tempo e está acostumado com outro universo de preço? Claro, não tem como dourar a pílula nesse ponto. Mas vejamos pelo lado bom: e o know how e patrimônio adquirido todo esse tempo? Será que não dá para diferenciar, inovar e criar produtos melhores, para manter a margem?

Vamos a luta, que os olhinhos fechados dos chineses é só para enganar (risos).

ESTE SENHOR É UM DOS EMPRESARIOS QUE ENCABEÇARAM O MOVIMENTO EMPRESARIAL PRO GOLPE, DE VISAO ESTREITA QUE PENSA QUE É ESCRAVISANDO O TRABALHADOR QUE UM PAIS CRESCE, É MAIS UM REAÇA DA DIREITA, QUE FICOU RICO VENDENDO PRODUTO POPULAR PARA ESTES MESMOS TRABALHADORES QUE HOJE ELE DEFENDE A ESCRAVIZAÇÃO, ELE É TAO IGNORANTE SOBRE POLITICA SOCIAL  QUE SEQUER CONSEGUE ENTENDER QUE COM SALARIO DE MISERIA O TRABALHADOR VAI APENAS COMPRAR FEIJÃO E ARROZ E NAO VAI SOBRAR NADA PARA COMPRAR O FAST FASHION QUE EL MANDA FABRICAR NA CHINA, ESCRAVIZANDO OS TRABALHADORES DE LÁ, PORQUE A LEI NAO PERMITE ISTO AQUI NO BRASIL, SE VOCES ACHAM QUE ELE FABRICA NO BRASIL, EU MOSTRO EMAILS DE EMPRESAS QUE TRABALHAM PRA ELES E OUTROS EMPRESARIOS ENTREGUISTAS, VEJAM A SEGUIR:

Dear Francisca,

 

Your conception about our country is absolutely WRONG.

 

All the big buyers in the world are buying billion quantity of garment from Bangladesh.

 

Most of the Brazilian buyers are buying from Bangladesh. Names are CIA Hering, ROVITEX, RIACHUELO, MALWEE, MARISA, PERNAMBUCANAS and so on.

 

Hope your conception is clear now.

 

Thanks & Regards,

GOSTARAM? EU TENHO MUITO MAIS, NAO QUERO QUE ISTO AQUI VIRE UMA CHINA, COM MILIONARIOS DE UM LADO E UM BANDO DE MISERÁVEIS DE OUTRO, ELE É TAO REAÇA QUE PENSA QUE VENDE AQUILO LÁ PRA CLASSE MEDIA, CLASSE MEDIA NAO COMPRA AQUILO, ELE VIJA E VAI ALI EM MIAMI E COMPRA FAST FASHIOM BEM MELHOR E BEM MAIS BARATO

ALIÁS ESTE EMAIL AI NEM É DA CHINA, É DE BANGLADESH, AQUELE PAIS QUE MATOU 1300 TRABALHADORES NO DESABAMENTO DO HANA PLAZA, QUE MATOU UMA CRIANÇA DE 9 ANOS TOTURANDO COM UM COMPRESSOR, É AI ONDE ESTAO METIDOS ESTES EMPRESARIOS QUE VIVEM NAS COLUNAS SOCIAIS DESTA MIDIA IMUNDA QUE NÓS TEMOS

francisca gomes vieira disse:

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A regra e simples o se distribui melhor a renda ou nos não poderemos sair nas ruas.

Antes de alterar as leis trabalhistas temos que alterar o código civil dando mais penalidades as administrações fraudulentas,recuperações judiciais forjadas,e as garantias se estender ao patrimônio familiar.

Este capitulo do código civil e ainda e da era feudal.

É muito simples utilizar as redes sociais para falar o que se sabe, e principalmente o que não se sabe: para conhecimento de alguns que aqui se expressam, este Sr, como foi feita referência ao empresário Flavio Rocha, é o responsável pela geração de 40.000 mil empregos diretos, é o responsável pela produção nas unidades fabris do grupo no RN e no CE de 180.000 peças dia, falei 180.000 peças dia.
É o responsável pela geração de 2500 empregos diretos em 68 unidades de produção produzindo diariamente 23.000 peças no interior do RN, então é melhor reconhecer a "ignorância" no tema antes de emitir comentários.

Seu Francisco g. Vieira.

O sr. e um tipico petista, especialista e criticas, petista e tudo igual 100% especialista em CRITICAR, DESTRUIR E DESMONTAR, e 0%  em construir, fazer acontecer. Petista e tudo igual so muda o nome e o endereço.

Obs. Eu trabalho no têxtil a 26 anos, tenho larga experiencia no  assunto de importação e exportação têxtil, tudo o que você falou e um monte de palavras de alguém que não tem nada a agregar so DESTRUIR...Alias básico de petista. 



francisca gomes vieira disse:

ESTE SENHOR É UM DOS EMPRESARIOS QUE ENCABEÇARAM O MOVIMENTO EMPRESARIAL PRO GOLPE, DE VISAO ESTREITA QUE PENSA QUE É ESCRAVISANDO O TRABALHADOR QUE UM PAIS CRESCE, É MAIS UM REAÇA DA DIREITA, QUE FICOU RICO VENDENDO PRODUTO POPULAR PARA ESTES MESMOS TRABALHADORES QUE HOJE ELE DEFENDE A ESCRAVIZAÇÃO, ELE É TAO IGNORANTE SOBRE POLITICA SOCIAL  QUE SEQUER CONSEGUE ENTENDER QUE COM SALARIO DE MISERIA O TRABALHADOR VAI APENAS COMPRAR FEIJÃO E ARROZ E NAO VAI SOBRAR NADA PARA COMPRAR O FAST FASHION QUE EL MANDA FABRICAR NA CHINA, ESCRAVIZANDO OS TRABALHADORES DE LÁ, PORQUE A LEI NAO PERMITE ISTO AQUI NO BRASIL, SE VOCES ACHAM QUE ELE FABRICA NO BRASIL, EU MOSTRO EMAILS DE EMPRESAS QUE TRABALHAM PRA ELES E OUTROS EMPRESARIOS ENTREGUISTAS, VEJAM A SEGUIR:

Dear Francisca,

 

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Brasil de Feudos

Radicalismos, de direita ou de esquerda não levam a lugar algum. Vejam o Brasil como está... Trabalho com confecção e têxtil há 47 anos, no tempo em que se comprava o tecido e pagava o "feitio" para uma costureira ou alfaiate. Sou do tempo da camisa volta ao mundo, da calça de naycron do conjunto de ban-lon. Ou seja, os primórdios da indústria de confecção brasileira. A partir dos anos 80 do século passado, houve um boom de novas fábricas, que passaram a ser apenas confeccionistas, as anteriores eram verticalizadas como a Karibê, Corrigan Paris e Arp, entre outras. Isto fez crescer também a indústria têxtil, para atender esta demanda por tecidos e malhas. Mas pouca gente investiu e a oferta de tecidos diferentes não chegava a cinquenta no Brasil inteiro. A abertura para importações no governo Collor, quebrou fábricas que usavam teares ou circulares com mais de 50 anos de vida. Quem tinha capitalizado sua empresa investiu em novas máquinas e está em pé. O restante, vide Americana-SP. Mas apenas trocamos de mãos. Saímos de fabricantes que cobravam por sua ineficiência, para cair na mão de importadores que cobram por sua esperteza. As confecções que lançam coleções e utilizam tecidos importados (quase todas), mantém estoques de seis meses antes de iniciar a produção da estação, para garantir o tecido diferenciado e barato, que lá no oriente era ponta de estoque e, portanto, jamais terá reposição. Estes confeccionistas se chamam empresários, mas mal conseguem manter-se e manter suas empresas, os extremistas, contudo, os tratam em pé de igualdade com banqueiros e alguns capitalistas. Falar mal do Senhor Rocha ou do senhor Galló, é desejar ver o brasileiro sem roupa, pois além de produzirem parte substancial do que comercializam, utilizam a importação para fazer ajuste de preços no mercado nacional, pois marcas irrelevantes com venda de 50 mil peças numa coleção, se intitulam "grife" e lançam franquias desajustadas que fecham em um ano. Há que se ponderar. Tem coisas boas e ruins em tudo, o mundo é assim e só com bom senso e equilíbrio o mudaremos.

Tudo evoluiu, menos as leis trabalhistas. Nosso desejo de consumo varia todos os dias.Porem a fiscalização é irresponsável. Se algum fiscal tiver que ressarcir à empresa despesa de uma multa indevida, ele, com certeza, vai ter mais cuidado, melhorando seu conhecimento. O judiciário por sua vez, nada entende de empresa nem de mercado. Na maioria das vezes, segue ao pé da letra a lei, que já não deveria existir E muito mais. O Flávio está corretíssimo. Porem tem gente que acha que importar é crime. Sobreviver é o que tem procurado os empresários brasileiros.

O Sr. Flavio está correto.

Alguém hoje paga a conta de devaneios ideológicos daqueles que acham que o capital é inesgotável e não precisa ser gerado. 

A relação capital trabalho quando desequilibrada, seja qual para qual pólo for o desequilíbrio,  se configura em anomalias sociais e de exploração, quer seja do capitalista quando sufoca o trabalhador quer seja do trabalhador quando emite atestados médicos sem necessidade, ou se vale de artifícios para a demissão em troca de um seguro desemprego ou bolsa família.

A compreensão do papel social de cada segmento é que gerará uma sociedade mais justa e saudável.

A defesa mesquinha e arrogante de posicionamentos ideológicos só leva a cada vez mais a uma sociedade de exceções. 

O idealismo político mesquinho e arrogante se iguala à defesa de segregações e intolerâncias.

Olhar um elefante pela fechadura de nossas portas ideológicas só nos levam a erros de avaliação.

Temos que aprender a discutir nossas opiniões com menos arrogância e mais racionalidade.

Senão iremos falar como o Sr. Maduro que se inspira na encarnação de Hugo Chávez em um passarinho para validar suas ações.

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