Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XV

Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XV

Importações de vestuário crescem e ampliam déficit

Enquanto as importações cresceram 11,9% no acumulado de 2012 e somaram US$ 2,75 bilhões, as exportações tiveram queda de 12,2%.
 
Nos cinco primeiros meses de 2012, o crescimento do déficit na balança comercial do setor têxtil e de confecção foi de 18,2% (excluída a fibra de algodão), em relação à igual período de 2011. Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), enquanto as importações cresceram 11,9% no acumulado de 2012 e somaram US$ 2,75 bilhões, as exportações tiveram queda de 12,2%, chegando a US$ 512 milhões. Dessa forma, o déficit acumulado de janeiro a maio de 2012 é de US$ 2,24 bilhões (excluída a fibra de algodão).
 
“Cada vez mais, o produto importado ganha participação sobre o exportado”, diz Fernando Pimentel, diretor-superintendente da Abit. “O câmbio melhorou e está ajudando um pouco o setor, mas temos informações de que exportadores asiáticos estão oferecendo descontos para compensar a recente valorização do dólar, porque a produção destes países é voltada, principalmente, para o mercado externo”, complementa.
 
Segundo o executivo, com a Europa em recessão e o Japão enfrentando dificuldades por causa da população envelhecida, os grandes players do setor têxtil e de confecção estão buscando novos mercados. “O mercado do Brasil, apesar de o País não ser uma nação riquíssima, está crescendo bastante com a ampliação da distribuição de renda pela população. A situação é preocupante”, afirma. “As perspectivas do mercado é que o consumo brasileiro de produtos têxteis e de confecção cresça 5% nos próximos cinco anos. O potencial de demanda interna é enorme”, revela.
 
A Abit revela que as importações gerais do setor (incluindo fibra de algodão) no acumulado dos cinco primeiros meses do ano somam mais de R$ 3,1 bilhões. “Somos a maior indústria têxtil do Ocidente, com 1,7 milhão de postos de trabalho, mas estamos vivendo um período bastante complicado por causa da concorrência desleal dos países asiáticos”, conta Pimentel. “Por isso, o setor tem que trabalhar numa agenda externa. Nos últimos cinco anos, tivemos algumas notícias positivas, como o plano Brasil Maior, mas enfrentamos dificuldades imensas por causa dos custos naturais de exportação. Costumo dizer que a indústria nacional é competitiva dentro dos portões da fábrica, mas perde espaço no mercado internacional”.
 
Pimentel elogiou algumas medidas adotadas pelo governo federal no plano Brasil Maior, como a desoneração da folha de trabalho, o Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para as Empresas Exportadoras (Reintegra, programa cujo objetivo é reintegrar valores referentes a custos tributários residuais existentes nas cadeias de produção das empresas exportadoras) e prorrogação do pagamento do PIS/PASEP e Cofins. “São medidas corretíssimas, mas com prazo de validade (até 2014). A indústria tem que ter um horizonte de longo prazo mais claro para poder se planejar melhor”, finaliza.
 
 
FONTE: Revista Comex BB

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