Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XI

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“Imprevisibilidade mata o futuro de muitos,empresários" diz fundador da Cia do Terno

Esse é o ano do planejamento a lápis, diz Drummond - Crédito: Francisco Dumont

Dono de um estilo calmo e discreto e de uma vida sem badalações, em que pouco aparece na mídia, o fundador das redes Cia do Terno e Le Chemises é um daqueles empresários que apenas sorri quando alguém o pergunta sobre a receita do sucesso. Pedro Paulo Drummond, junto com os sócios Bernardo Magalhães e Roberto Rosendo, comanda uma rede com 174 lojas próprias da Cia do Terno e outras 25 da Le Chemises, ambas sediadas em Belo Horizonte.

O jeito tranquilo, porém, não impede que o executivo brilhe quando se dispõe a compartilhar suas experiências como empreendedor. Ao tomar o microfone como convidado do jantar-palestra promovido pela ACMinas Jovem – braço da Associação Comercial e Empresarial de Minas (ACMinas) – fez com que a plateia formada por jovens se concentrasse para ouvi-lo.

“Eu fico sempre honrado quando sou convidado porque sou uma pessoa mais reclusa, que vive para a família e a empresa. Gosto desse ambiente de gente mais jovem, que eu possa contar o que a gente fez esse tempo todo para, se possível, instigar as pessoas e saírem daqui com alguma ideia nova, se não for pretensão minha”, afirmou Drummond.

Para o empresário empreender, nunca foi fácil no Brasil. Acostumado a atravessar crises históricas como a da década de 1980 – que ficou conhecida como a década perdida -, que a desesperança relatada agora por consumidores e empresários é algo que ele ainda não tinha visto.

“A imprevisibilidade mata o futuro de muitos empresários. Você estar em um país em que o presidente e o ministro da economia não sabem o que vai acontecer amanhã, como você vai saber? Estamos navegando sem enxergar nada. Quando você é uma pessoa mais calejada, você suporta bem. Eu já vi situações bem mais agudas do que o temos hoje, mas dessa forma continuada, não. O comércio tradicional, como o meu, é mais pesado, não é fácil fazer grandes mudanças, então vejo que o jovem sabe lidar melhor com a necessidade de mudança. Mas o que quero dizer é que conviver melhor com essas questões não guarda relação direta com a capacidade de dar lucro nessa situação. Então, se você tem uma ideia boa, dê forma a ela, use as teorias administrativas e aí você terá uma chance muito maior de ser bem-sucedido”, explicou o fundador da Cia do Terno.

Para 2019 e 2020, o planejamento da empresa é bastante conservador. Com o maior número de lojas que já teve na história, a Cia do Terno não deve ter inaugurações até o fim do próximo ano. Mineiramente, o compasso é de espera por uma retomada da economia mais efetiva para fazer investimentos mais consistentes.

Para domar custos e ter a garantia da qualidade dos produtos o empresário transferiu a produção para a China, inclusive mantendo um escritório no país asiático. Ter um bom planejamento e a capacidade de alterá-lo com rapidez atendendo a velocidade das mudanças do mercado atual no Brasil e no mundo é parte da receita de sucesso das marcas Cia do Terno e Le Chemises.

“Esse é o ano da ‘estratégia do siri’ e do ‘planejamento a lápis’. Estamos trabalhando em cima do conceito de agilidade empresarial. O siri vai e volta de acordo com a onda que avança e recua sobre a praia. No planejamento a lápis diz que você tem que ter o plano e também o jogo de cintura pra navegar de acordo com o ambiente”, completou.

O vice-presidente da ACMinas Jovem, Bernardo Almeida, o evento pretende inspirar, educar e conectar pessoas.

“Temos crescido em número de associados e isso mostra que o jovem empresário está em busca de conhecimento e de convivência com outros empresários. Então, essa oportunidade do jantar palestra, que acontece cerca de seis vezes por ano, é uma grande oportunidade de conhecer empresários de sucesso como o Pedro Paulo que, muitas vezes, parecem tão distantes, mas que têm não só o que ensinar mas também muita vontade de compartilhar essa vivência”, destacou Almeida.

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  “Esse é o ano da ‘estratégia do siri’ e do ‘planejamento a lápis’. Estamos trabalhando em cima do conceito de agilidade empresarial. O siri vai e volta de acordo com a onda que avança e recua sobre a praia. No planejamento a lápis diz que você tem que ter o plano e também o jogo de cintura pra navegar de acordo com o ambiente”, completou.

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