Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIV

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Inditex reage a incêndio

O maior retalhista mundial de moda, que detém a marca Zara, anunciou que vai deixar de trabalhar com dois fornecedores, depois das autoridades do Bangladesh divulgarem que foram encontradas roupas das suas marcas entre os destroços de um incêndio mortal que deflagrou numa fábrica de confeção. 

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Segundo as declarações à Reuters de um porta-voz da empresa espanhola: «A Inditex suspendeu as ligações com o seu fornecedor espanhol Wonnover e o seu subfornecedor Centex no Bangladesh, como medida de precaução».

Antes desta divulgação, grupos internacionais de direitos laborais apelaram aos retalhistas internacionais de vestuário para garantirem as medidas de segurança adequadas aos operários no Bangladesh, após um incêndio que provocou a morte de sete trabalhadoras numa pequena fábrica. Este incêndio, que deflagrou na empresa Smart Exports Garment Ltd, ocorreu apenas dois meses depois do incêndio que matou 112 trabalhadores e feriu 150 pessoas na Tazreen Fashions Ltd - uma fábrica de confeção com vários andares localizada num subúrbio de Dhaka, capital do Bangladesh.

O porta-voz da Inditex disse que os dois fornecedores negam ter subcontratado produção a empresa não autorizadas, mas que a Inditex estava a quebrar as ligações ao mesmo tempo que procura averiguar o que aconteceu. «Queremos ajudar as famílias e as autoridades no que precisarem e enviámos uma equipa para investigar a questão», acrescentou o porta-voz.

Num comunicado conjunto emitido após o último incêndio, três organizações pediram a retalhistas e marcas para assinarem um acordo de segurança contra incêndio no Bangladesh. «Depois de mais de duas décadas em que a indústria de vestuário conhecia os riscos para estes trabalhadores, nada de substancial mudou», afirmou em comunicado a diretora executiva do International Labor Rights Forum, Judy Gearhart. «As marcas ainda mantêm em segredo os resultados das suas auditorias. Ainda fogem quando lhes convém e os sindicatos ainda são marginalizados, enfraquecendo a capacidade dos trabalhadores de falar quando estão em risco», acrescentou a responsável. O Worker Rights Consortium (WRC) e a Clean Clothes Campaign (CCC) também assinaram a declaração.

Outro grupo de direitos laborais, o Institute for Global Labour and Human Rights (ILGHR), divulgou no seu sítio web que teve acesso à fábrica incendiada e encontrou sete trabalhadoras que tinham sido esmagadas até à morte quando os outros funcionários tentaram escapar do fogo. O ILGHR revelou que foram encontrados no local etiquetas de marcas da Inditex e de outras empresas.

Bombeiros e polícia adiantaram que a causa deste último incêndio ainda não era conhecida, mas os sobreviventes acreditam que pode ter sido causado por um curto-circuito ocorrido no andar superior da fábrica.

Kalpona Akter, diretora-executiva do Centro de Solidariedade dos Trabalhadores do Bangladesh, avançou à Reuters que duas empresas de vestuário tinham subcontratado encomendas aos donos da Smart Export Garments Ltd. A responsável indicou que esta não era um membro da Associação dos Produtores e Exportadores de Vestuário do Bangladesh e não tinha a licença de prevenção contra incêndios nem de organismos laborais.

Um relatório oficial sobre o trágico incêndio de Tazreen em novembro último concluiu que foi o resultado de sabotagem e negligência.

O Bangladesh possui cerca de 4.500 fábricas de vestuário e é o maior exportador do mundo de roupa depois da China. O vestuário representa 80% dos 24 mil milhões de dólares de exportações anuais deste país asiático.

Fonte:|http://www.portugaltextil.com/tabid/63/xmmid/407/xmid/42031/xmview/...

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