Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIII

Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIII

Invasão asiática é foco de seminário

A confecção brasileira passa por uma das maiores turbulências da história com produção em queda e emprego diminuindo. Com a intenção de informar e capacitar os empresários sobre o panorama do setor, a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), por meio do Programa de Internacionalização da Indústria da Moda Brasileira (Texbrasil), desenvolvido em parceria com a Apex-Brasil, promove em Divinópolis nesta quinta-feira, 11, o seminário “Circuito Abit Texbrasil Competitividade e Internacionalização”. O evento no maior polo do vestuário mineiro abordará temas com especialistas do segmento nacional.

O evento será realizado na sede regional da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) e é dirigido a empresas do setor têxtil e de confecção. O encontro começa às 8h e abordará as perspectivas do segmento, agenda de prioridades e de competitividade do setor e as relações do trabalho da indústria.

Uma das maiores reclamações do segmento é a invasão dos produtos asiáticos. Para se ter uma ideia da avalanche de produtos entrando em Divinópolis provenientes da Ásia, neste ano já chagaram quase US$ 10 milhões de insumos e peças prontas da confecção, dos US$ 17 milhões de importações concretizadas pelo município.

De acordo com a Abit, as importações de vestuário no Brasil subiram 2.270% entre 2003 e 2013, saindo de 100 milhões de dólares para 2,37 bilhões de dólares.

- Estamos enfrentando a China, Índia, Bangladesh e Peru. Nenhum trabalhador nosso queria trabalhar lá, mas não olhamos a etiqueta ao comprar esses produtos - afirmou o diretor superintende da Abit, Fernando Pimentel, que é um dos palestrantes do evento.

Com a produção caindo, o emprego acompanha. Em Divinópolis, neste ano, foram encerradas 83 oportunidades. Julho foi o pior mês com corte de 50 postos de trabalho no vestuário do polo. O volume de pessoal ocupado no setor da confecção em Divinópolis é de 26.501.

Em Minas Gerais, não houve encerramentos de oportunidades no vestuário, mas o dinamismo de contratação caiu. Nos primeiros sete meses deste ano, foram gerados 1.152 empregos formais, contra 1.876 postos de trabalho na mesma base de comparação em 2013.

Maior polo

Divinópolis é o maior polo confeccionista mineiro em número de empresas, pessoal ocupado e produção de peças. Pesquisa do Instituto Estratégia de Marketing (IEMI) da Federação das Indústrias de Minas Gerais aponta que 21,6% das peças produzidas em território mineiro saem das confecções divinopolitanas.

No Estado existem 4.290 empresas confeccionistas, 18% delas (786) funcionam em Divinópolis, colocando o município como o primeiro da lista no número de empreendimentos dedicados a produção de roupas.

Minas Gerais é o terceiro maior produtor têxtil e de confecção brasileiro e sofre com a queda na produção no setor. Somente nos primeiros seis meses deste ano, a produção têxtil no Estado diminuiu 8,5%, em relação ao mesmo período do ano passado. Com um faturamento de aproximadamente US$14,2 bilhões, segundo dados do IEMI, o setor têxtil e de confecção mineiro conta com 4.224 empresas e 188 mil trabalhadores diretos.

O Brasil é o quarto maior produtor mundial em vestuário, com 2,6% do total. Muito distante da China, que lidera o segmento com 47,2% do total, seguido por Índia (7,1%) e Paquistão (3,1%).

Fonte: Agora.

http://sindivestuario.org.br/2014/09/invasao-asiatica-e-foco-de-sem...

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   O Brasil é o quarto maior produtor mundial em vestuário, com 2,6% do total. Muito distante da China, que lidera o segmento com 47,2% do total, seguido por Índia (7,1%) e Paquistão (3,1%).

   Estamos enfrentando a China, Índia, Bangladesh e Peru. Nenhum trabalhador nosso queria trabalhar lá, mas não olhamos a etiqueta ao comprar esses produtos .

Romildo, esta é uma triste realidade, no Brasil todo. Sou representante da area de confecção e sinto na pele e no bolso as consequencias .Infelizmente para quem vai comprar no Brasil , o que se mais se dá valor na negociação é o preço.E todo mundo que trabalha neste segmento sabe que é a nossa carga tributaria que mata a concorrencia.Nos grandes grupos e redes de lojas  as empresas estão com escritorios PRÓPRIOS  de desenvolvimento  de produtos e administração de produção la fora ( CHINA).Não vejo solução  e esta ABIT ( FERNANDO PIMENTEL !!! , logo, logo sai para candidato ), vem falando a anos as mesmas coisas e chegou a hora de Divinópolis.Coitados........ABIT É MAIS UM ORGÃO BUROCRATICO DE EMPREGOS ( Abvetex .. outro ). Romildo , não sei qual o seu intuito com estas noticias , mas tambem não ajuda em nada, veja quantas vezes vc ja blogou sobre este assunto ...A INDUSTRIA DE CONFECÇÃO ESTA F...........

Ao companheiro José Augusto Gonçalves, fazem-se minhas as suas palavras!!

Somente discordo da questão dos preços; hoje, se fosse eu dono de uma marca, mesmo pagando até menos para ter produto fabricado aqui, gerar emprego, pagar impostos, fazer dinheiro girar dentro de nossas divisas, ficaria inseguro de comprar de fábricas nacionais.  

Após anos tentando criar uma imagem, investir alto, perseverar e trabalhar arduamente, leis de corresponsabilidades fazem o dono de tal marca correr o risco de perder tudo, responder por processo criminal, tornar-se vilão aos olhos da sociedade (veja M.Officer, Zara)!  Faço parte da cadeia produtiva, mas entendo (não quer dizer que gosto) quando grandes compradores vão além das nossas divisas se abastecer.

Nossa concorrência não está somente além fronteiras, está dentro de nossas próprias leis trabalhistas, dentro de nossa carga tributária, dentro de nossa ineficiência.

E agora eleições....Independente de quem ganhe um fato deve ser observado, é a industria que sustenta esse País, ela paga os melhores salários, recolhe a maioria dos impostos e têm de ser preservada, tudo que foi construído após a segunda guerra mundial quando fomos obrigados a sair da era da pedra e dependência de artigos importados foi jogado no lixo com a ambição desmedida dos empresários e a falta de regulamentação do (des)Governo que não fez a sua lição de casa reduzindo o custo Brasil, investindo em Infraestrutura, fez sim muito discurso e aprovou investimentos superfaturados e apoiou, nomeou, acobertou; pressionou quem denunciou, usou dos métodos não, sei, não vi, não fui eu, quando ecoam as denuncias e depois colocam panos quentes soltando na calada da noite por pressão ou descaradamente quem por eles foram indicados e praticaram descaminhos. A verdade é uma só: estão matando nossa vaca leiteira, ela já está pele e osso.

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