Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XII

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Mais uma industria tradicional encerra suas atividades em São Paulo

Ontem tive a infeliz e triste noticia que a malharia Internacional que fica em Guarulhos fechara suas portas e encerra suas atividades depois de 42 anos.
Desistiram dessa verdadeira sangria que vivemos em nosso setor.
Uma pena!

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Respostas a este tópico

Muitas fecharam suas portas no decorrer deste ano , setor sem proteção e incentivos por parte da união uma pena mesmo !!!

enquanto isto a hering por exemplo so cresce, muita gente do setor tem a visao estreita e excesso de arrogancia e ai chega o resultado, quem nao se reinventou dancou ou vai dancar

Um dos motivos da Hering não dançar é importar grande parte de seus produtos pois quando isso não o fazia também quase dançou, trabalhou por alguns anos no prejuízo.
Portanto salve a importação, China e o governo brasileiro.
Isso é o que se chama de "REIVENTAR" ?

Verdadeiramente, no Brasil as empresas que estão de pé são as que abriram mão da produção no próprio país e aceitaram a importação de produtos asiáticos como saída e sobrevivência. É uma pena que a solução para as empresas seja essa, lamentável.

Francisca, se vc entrar em qualquer loja Hering e separar 10 produtos(tirando as camisetas basicas) certificará que pelo menos 8 dessas peças são importadas da China.
A malharia Internacional a que refiro, produz ou produzia 100% aqui, gerava empregos e não esta falida esta fechando para não perder!


francisca gomes vieira disse:

enquanto isto a hering por exemplo so cresce, muita gente do setor tem a visao estreita e excesso de arrogancia e ai chega o resultado, quem nao se reinventou dancou ou vai dancar

Infelizmente e lamentável mesmo,pois trabalhei por alguns anos como representante na Internacional e lamento muito por saber dessa noticia infelizmente mais uma que fecha as portas, e os governantes que ai estão não fazem absolutamente nada, quantas mais terão que fachar?

Eles chegaram a conclusão que:

- A melhor maneira de ganhar dinheiro é parar de perder.

Do jeito que as coisas estão tá muito difícil! 

Não é só na área têxtil que o chinês nos ameaça. Na FEIRA HOSPITALAR, tinha aproximadamente 30 empresas oferecendo produtos baratos em relação aos nossos. Grandes distribuidores estão vendendo luvas cirúrgicas, seringas, gazes, sondas, etc.... a preços de quando banana era barato.

Os grandes têm que fazer como a VICUNHA-passou a importar. A Brinquedos ESTRELA para não encerrar suas atividades passou a importar e de 8.000 funcionários acho que estão com 1.000. O que fez a estrela?. abriu uma fabrica na China e recuperou seu mercado com produtos MADE IN CHINA, fabricados por eles mesmos.

Mas não é só no Brasil....Nos Estados Unidos compramos produtos baratos que vai deles......Izidro

  

eu conheço boa parte dos faccionistas deels, inclusive aqui em joa pessoa nos temos colegas que trabalham pra eles, seu argumento nao se sustenta, é que é mais facil colocar a culpa no governo do que assumir sua incompetencia, nao e que o governo nao tenha sua parcela de culpa, sempre tem, mais nosso empresariado e muito ruim, quando e muito pequeno, nao tem profissionalismo, sao amadores, quando e grande vive de esquemas e favores do governo, quando o poder muda de mao eles se acabam, porque a viabilidade da empresa era de mentira, hoje a china e uma realidade que nao tem como mudar, o que o empresariado e que tem que parar de ficar em brasilia com o pires na mao e procurar alternativas e uma delas e deixar de ser grande, so que a arrogancia nao deixa pois eles sao acostumados a serem os "ricos" do pais e isto acabou, nao existe mais


CLAUDIO E.ROCHA disse:

Francisca, se vc entrar em qualquer loja Hering e separar 10 produtos(tirando as camisetas basicas) certificará que pelo menos 8 dessas peças são importadas da China.
A malharia Internacional a que refiro, produz ou produzia 100% aqui, gerava empregos e não esta falida esta fechando para não perder!


francisca gomes vieira disse:

enquanto isto a hering por exemplo so cresce, muita gente do setor tem a visao estreita e excesso de arrogancia e ai chega o resultado, quem nao se reinventou dancou ou vai dancar

A culpa não é nossa. Não vamos inverter as coisas. Não podemos ser penalizados por jogar o jogo dentro das regras. Não é porque temos impostos demais não, o que nos torna menis competitivos frente a China, como disse alguém neste fórum. É a China que não tem imposto algum! Nem custos trabalhistas, nem preocupações ambientais, nem custos de criação ou desenvolvimento de novos produtos....

O importador é o predador. Ele vende o têxtil aqui pelo mesmo preço, ou mais caro, que se fosse fabricado internamente. Só ele ganha dinheiro neste processo. Ele destrói a indústria nacional. E o Governo se omite. Aqui temos custos sim, trabalhistas, ambientais, governamentais, etc, etc, etc . Mas nossa indústria não é mais tão polidora, nem nossos empregados são escravos , etc. A propósito, nossa corrupção interna é notória e fichinha dentro da oculta corrupção na ditadura chinesa.
SÓ COMPRO TÊXTIL DA INDÚSTRIA BRASILEIRA.
China é superpotência que não quer jogar de acordo com as regras
Paul Krugman
19/10/201000h01
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Dmitry Astakhov/

Presidente da China, Hu Jintao
No mês passado um pesqueiro chinês que operava em águas controladas pelo Japão se chocou com dois barcos da guarda costeira japonesa. O Japão deteve o capitão do pesqueiro; a China reagiu cortando o acesso do Japão a matérias-primas cruciais.

E não havia a quem recorrer: a China responde por 97% do suprimento mundial de terras-raras, minérios que têm um papel essencial em muitos produtos de alta tecnologia, incluindo equipamentos militares. Certamente o Japão logo libertará o capitão.
Não sei quanto a você, mas eu acho essa história profundamente perturbadora, tanto pelo que ela diz sobre a China como pelo que diz sobre nós. De um lado, o caso salienta a ineficácia dos políticos americanos, que nada fizeram enquanto um regime inconfiável adquiria o domínio de materiais chaves. Do outro lado, o incidente mostra um governo chinês perigosamente disposto a travar uma guerra econômica diante da menor provocação.
Um pouco de história: as terras-raras são elementos cujas propriedades únicas têm um papel crucial em aplicações que vão de motores híbridos a fibras ópticas. Até meados dos anos 1980, os EUA dominavam a produção, mas então a China entrou em cena.
"Existe petróleo no Oriente Médio; existe terra-rara na China", declarou Deng Xiaoping, o arquiteto da transformação econômica chinesa, em 1992. De fato, a China possui cerca de um terço dos depósitos mundiais de terras-raras. Essa relativa abundância, combinada com os baixos custos de extração e processamento - que refletem ao mesmo tempo os baixos salários e frágeis critérios ambientais - permitiram que os produtores chineses solapassem a indústria americana.
Realmente temos de nos perguntar por que ninguém deu o alarme enquanto isso estava acontecendo, mesmo que fosse só em termos de segurança nacional. Mas os políticos simplesmente olharam enquanto a indústria de terras-raras americana fechava. Em pelo menos um caso, em 2003 - um momento em que, a se acreditar no governo Bush, considerações de segurança nacional governavam cada aspecto da política dos EUA -, os chineses literalmente embalaram todo o equipamento que havia em uma instalação de produção nos EUA e o enviaram para a China.
O resultado foi uma posição de monopólio que supera os sonhos mais loucos dos tiranos do petróleo do Oriente Médio. E mesmo antes do incidente naval a China se mostrava disposta a explorar esse monopólio ao máximo. O United Steelworkers recentemente abriu um processo contra as práticas comerciais chinesas, avançando aonde as empresas americanas temem pisar porque temem a retaliação chinesa. O sindicato colocou no topo da lista de reclamações a imposição pela China de restrições e impostos de exportação sobre as terras-raras - restrições que dão uma importante vantagem competitiva à produção chinesa em vários setores.
Então houve o caso do pesqueiro. As restrições chinesas às exportações de terras-raras já violavam os acordos que a China fez antes de entrar para a Organização Mundial de Comércio. Mas o embargo às exportações de terras-raras ao Japão foi uma violação ainda mais evidente da lei de comércio internacional.
Ah, e as autoridades chinesas não melhoraram as coisas ao insultar nossa inteligência alegando que não havia um embargo oficial. Todos os exportadores de terras-raras da China, eles dizem - alguns de propriedade estrangeira - decidiram simultaneamente interromper as remessas por causa de seus sentimentos pessoais em relação ao Japão. Certo.
Então quais são as lições da disputa pelas terras-raras?
Primeiro, e mais obviamente, o mundo precisa desenvolver fontes não chinesas desses materiais. Existem extensos depósitos de terras-raras nos EUA e em outros lugares. No entanto, desenvolver esses depósitos e as instalações para processar a matéria-prima exigirá tempo e apoio financeiro. Assim como uma alternativa proeminente: a "mineração urbana", isto é, a reciclagem de terras-raras e outros materiais de equipamentos eletrônicos usados.
Segundo, a reação da China ao incidente do pesqueiro é, sinto dizer, mais uma evidência de que a mais nova superpotência econômica do mundo não está preparada para assumir as responsabilidades que acompanham essa posição.
As grandes potências econômicas, ao perceber que têm uma participação importante no sistema internacional, normalmente hesitam muito em recorrer à guerra econômica, mesmo diante de uma severa provocação - vejam a maneira como os políticos americanos agonizaram e postergaram sobre o que fazer a respeito da política de câmbio extremamente protecionista da China. Este país, entretanto, não demonstrou hesitação ao usar seu poder comercial para se impor em uma disputa política, em clara - embora negada - violação da lei de comércio internacional.
Junte a história das terras-raras com o comportamento chinês em outras frentes - os subsídios estatais que ajudam firmas a obter contratos chaves, a pressão contra empresas estrangeiras para mudar sua produção para a China e, principalmente, aquela política de câmbio - e temos um retrato de uma superpotência econômica vilã, que não quer jogar de acordo com as regras. E a pergunta é o que o resto dos países vai fazer a respeito.

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