Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XII

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Marisa tem maior queda em 7 semanas com provisões para devedores

Ações da empresa chegaram a cair 3% devido ao medo que o aumento no custo do crédito piore os resultados da rede de varejo

Expansão da rede Marisa reflete bom momento do varejo

“As provisões vieram mais alto do que esperávamos” justificou analista sobre a queda da Marisa

 

 

São Paulo - A Marisa Lojas SA teve a maior queda em sete semanas com o aumento das provisões para devedores no primeiro trimestre, o que alimenta o receio de que a piora do crédito pode limitar o crescimento de empresas dependentes da demanda de consumidores.

 

A ação chegou a cair 3 por cento hoje, a maior baixa intradiária desde 17 de março. Às 15:18, o papel caía 2,59 por cento, cotado a R$ 28,98.

 

A Marisa, assim como o Itaú Unibanco Holding SA, maior banco brasileiro por valor de mercado, figuram na lista de empresas cujos lucros foram afetados pelos esforços do governo para reduzir o crédito e conter a inflação. A provisão para devedores da Marisa aumentou 61 por cento no primeiro trimestre, para R$ 29,7 milhões, segundo comunicado enviado ao mercado ontem após o fechamento. A varejista teve alta de 41 por cento em seu lucro líquido no primeiro trimestre, que chegou a R$ 36 milhões.

 

“As provisões vieram mais alto do que esperávamos”, escreveu Guilherme Assis, analista da Raymond James & Associates Inc. em São Paulo, em relatório a clientes de hoje. Ele rebaixou a recomendação da Marisa de “outperform” para “market perform”, citando o “aumento dos riscos relacionados à qualidade da receita com financiamento ao consumidor.”

 

Ontem, o Itaú teve a maior queda em dois meses após dizer que suas provisões para devedores subiram 15 por cento entre o primeiro trimestre de 2010 e o mesmo período deste ano, para R$ 4,4 bilhões. O banco também disse que a taxa média de inadimplência deve aumentar dos atuais 4,2 por cento para 4,5 por cento.

 

O Banco Central elevou a taxa básica de juros em 1,25 ponto percentual neste ano, para 12 por cento, após aumentar a exigência de capital e o compulsório dos bancos para segurar a inflação e evitar uma bolha de crédito.

 

 

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