“É a moda com identidade, que carrega a assinatura de quem a criou. São roupas que fogem do comum, valorizam a individualidade de quem faz e de quem usa”, explica Mariah Salomão, supervisora do curso de Moda do Centro Europeu.
Moda autoral é inspirada em novos comportamentos de consumo — Foto: Centro Europeu
O Brasil ainda tem um grande território para ser desbravado. É o quinto maior consumidor de roupas do mundo, com crescimento médio de 5% ao ano. O segmento já tem força própria, mas cresce inspirado em novas gerações de consumidores. São pessoas que buscam expressão por meio daquilo que vestem – e nada mais intuitivo do que usar algo que não foi produzido em série. Junto a isso está a preocupação crescente em comprar peças pensadas para fazer a diferença e não somente para vender. É por isso que o mercado tende a crescer nos próximos anos, analisa Mariah: “a produção responsável coloca a moda autoral lado a lado com os anseios dos consumidores. Eles estão cada vez mais atentos a comprar aquilo que está de acordo com seus princípios éticos e valores pessoais”.
A indústria têxtil estima um crescimento médio de 3,1% ao ano até 2025, de acordo com o Comitê da Cadeia Produtiva da Indústria Têxtil, Confecção e Vestuário da Fiesp (Comtextil). Ainda que isso signifique boas oportunidades no mercado de trabalho, a moda autoral segue seu próprio ritmo, abrindo possibilidades para empreender na área. É possível trabalhar de forma autônoma em qualquer parte do processo, da criação das peças até costura e vendas. A formação profissional na área é essencial para decidir qual caminho seguir. “São inúmeras possibilidades: direção criativa, design de coleção, de estamparia ou de acessórios, coolhunting, compradores, vendedores, editores e produtores de moda estão entre elas”, destaca a supervisora do curso do Centro Europeu. O importante é ter vontade de colocar a mão na massa, com disposição para entender a cadeia da moda e trabalhar em todas as suas etapas, da criação à venda, passando pela comunicação.
Moda autoral é inspirada em novos comportamentos de consumo — Foto: Centro Europeu
Saber criar, fazer e vender. O contato direto entre a peça e o criador é a grande pegada da moda autoral e é este o principal objetivo do curso no Centro Europeu. “As aulas são predominantemente práticas. Temos sempre uma introdução ao assunto, depois disso, é fazer!”, conta Mariah. Na grade de disciplinas estão pontos essenciais para conhecer o mercado, já que os professores são atuantes na área. Ao final do curso, o aluno tem uma coleção completa com a sua assinatura, com mostruário, tabela de preços, branding, lookbook, campanha e plano de negócios. “Formamos diretores de criação, designer e empreendedores de moda. A ideia é que eles terminem o curso prontos para sair vendendo”, conclui Mariah.
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O Brasil ainda tem um grande território para ser desbravado. É o quinto maior consumidor de roupas do mundo, com crescimento médio de 5% ao ano. O segmento já tem força própria, mas cresce inspirado em novas gerações de consumidores.
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