Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XVI

Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XVI

 
 
 Uma das formas de mimar seus pets é
 vesti-los com roupinhas charmosas

Muitos os tratam como melhores amigos e os têm até como filhos. Neste caso, recebem festas de aniversário, passeios, passam por creches e usam até roupas. Mas não pense que eles usam aquela blusa velha que não serve mais ao dono só para espantar o frio. São peças com brilhantes, feitas em tecidos nobres, como veludo e jacquard, possuem ergonomia específica, design e tendências de moda. Tratamento tão especial e carinhoso é voltado para nada menos que animais de estimação, mais conhecidos como pet (animal em inglês). Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), em 2012, o País chegou a uma população de 58,4 milhões de cães e gatos. O valor é quase equivalente ao de habitantes da Itália, com 61 milhões de pessoas. Ainda de acordo com a entidade, o Brasil é a 4ª nação do mundo em quantidade desses bichos. Este número grande de amigos também é capaz de gerar uma poderosa receita. No ano passado, o mercado de alimentos, serviços veterinários, equipamentos e acessórios, faturou R$ 14,2 bilhões e a expectativa para 2013 é de chegar aos R$ 15,4 bi, um crescimento de 8,3%.

   
O Brasil é um dos maiores mercados pet do mundo  

O amor pelos animais de estimação vai além da barreira sentimental e vem abrindo novas oportunidades de negócios para os empreendedores que decidiram apostar neste nicho. Dentro dos artigos oferecidos a este público, o segmento Pet Care, que além de acessórios e produtos para higiene, também engloba o vestuário registrou um faturamento de R$ 1,17 bilhão em 2012, com previsão de aumento de 5,2% neste ano, de acordo com a Abinpet.  O presidente-executivo da entidade, José Edson Galvão de França, está otimista com o cenário do setor. “Os equipamentos e acessórios estão cada vez mais sendo procurados pelos consumidores. A tendência é de que este ramo continue a crescer e que os itens estejam mais presentes nas lojas”, considera. 


   
 
 
   Cama de cupcake, um dos sucessos da Woof Pet

Impulsionada por essa demanda de mercado, a Woof Pet Design foi criada há cinco anos para trazer luxo aos amantes dos bichinhos das classes A e B. Atualmente, a grife está presente em mais de 200 pontos de venda em todo o território nacional e comercializa mais de oito mil itens por mês, sendo 1.500 caminhas feitas em diversos tecidos, que, aliás, são o carro-chefe de vendas da empresa.  De acordo com o diretor criativo da marca, Luis Guido, as roupas são mais elaboradas. “Temos artigos exclusivos e lançamentos periódicos, além de materiais e acabamentos de qualidade”, enfatizou. A companhia ainda não vende para o exterior, mas já foram sondados por lojas internacionais. “Por enquanto, nosso objetivo é fortalecer nossa imagem no mercado interno, consolidando a marca. Depois disso, queremos abrir pontes comerciais fora do Brasil”, disse. Segundo ele, o empreendimento cresceu 150% desde sua criação e prevê faturar R$ 10 milhões em 2014. O custo das peças para o consumidor final fica em torno dos R$ 70 e R$160.

   
 Vipipes investe em coleções
 rápidas e com poucas peças
 

Já a Vipipes da cidade de Monte Sião (MG), especializada em confecção e varejo de vestuário em tricô para pets, conta com as compras dos clientes fixos para se manter. Fabrícia Andressa Araújo, proprietária da empresa, relata que seu negócio tem muita sazonalidade. “Já chegamos a fabricar duas mil peças por mês. Hoje, são 1500 e contamos com as vendas de um trimestre para manter os demais períodos de um ano”, alertou. Entretanto, a empresária explica que a retração foi necessária para incrementar a produção. “Nossos consumidores exigem tendências de moda para seus cães. Dessa forma, optamos por aplicar elementos como spikes, matelassê, couro, jacquard, renda e até pérola nas roupinhas”, afirmou.  Inovando, a Vipipes trabalha com fast fashion (moda rápida), fazendo pequenas coleções de acordo com o retorno dos fregueses durante todo o ano. “Para que a clientela saia satisfeita conto com o feedback para o desenvolvimento dos artigos”, relata. O valor final de uma roupa varia entre R$ 20 e R$ 40. Já a linha sustentável, feita com resíduos têxteis da própria confecção, conta com modelos que custam em torno de R$12.

Desafio pra lá de animal

Enquanto o segmento de vestuário para pessoas sofre com importações predatórias, a confecção para cães e gatos não parece sofrer com este fator. Segundo dados da Abit, em 2012, o Brasil importou U$ 2 milhões em artigos para animais, incluindo agasalhos e demais itens como alforjes e focinheiras.  Apesar dos números mostrados acima, as marcas entrevistadas não estão preocupadas. “A Woof é líder de mercado porque possui apelo diferenciado em matérias-primas e apresenta durabilidade. O que chega de fora não tem padrão de qualidade”, atribui Luis Guido.  Já a proprietária da Vipipes, que conta com loja própria, se queixa da informalidade que vem surgindo no segmento. “Sentimos uma concorrência desleal com bancas que vendem roupas por R$ 10. Tratam-se de pequenas oficinas de costura que não têm preocupação com impostos, legislação trabalhista e ergonomia para os bichos”, explica.

   
 
 Branquinha e Jully são os xódos da produtora 
Renata Branco que chega a gastar R$300 com as duas

Mesmo com a concorrência dos informais, os empresários do ramo encontram meios de agradar clientes dispostos a gastar o que for necessário para mimar seus pets. A produtora Renata Branco, 32, conta que trata suas cadelas como se fossem filhas. “A Jully que é uma shitzu de dois anos e a Branquinha que é uma poodle toy de quatro meses são tudo para mim. Não meço valores nos gastos com elas. Em apenas uma compra de roupas gastei em torno de R$ 300. Além disso, toda semana compro novas peças. Basta descobrir que modelos diferentes estão disponíveis”, confessa.

 O Higienópolis Pet Center, situado na capital paulista, registrou aumento das vendas de roupas neste ano em relação ao anterior. “No inverno de 2013, vendi muito mais do que no mesmo período em 2012. Hoje, 15% do total do faturamento da loja é proveniente do vestuário canino”, disse Janaína Campana, proprietária do petshop.  Ela conta que possuía um restaurante, mas foi no mundo animal que viu uma oportunidade melhor de rendimentos. “Meu marido e eu trabalhávamos com alimentação, mas estávamos cansados. Aqui somos mais felizes.” O empreendimento atua com oito fornecedores diferentes que os visitam quando solicitados e levam as peças para apresentação. O valor das mercadorias para o cliente final varia entre R$ 40 e R$ 100. 

Para quem acha que é pouco, existe até uma semana de moda canina, é a Pet Fashion Week que acontece em Nova Iorque e já contou com uma edição em São Paulo, no ano de 2011 e contou com nove marcas participantes.

http://www.abit.org.br/Imprensa.aspx#693|ND|C

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Respostas a este tópico

tenho uma costureira,que sempre pega os retalhos do corte, um dia ela me pediu que eu comprasse uma peça de malha para ela,pois ela tinha um pedido grande de roupas de cachorro............

   Muito bom para as pequenas empresas.

Bom dia Georges, sua costureira que fez as roupinhas de cachorro fica em SP?

Vc poderia me passar o contato?

Estou querendo arriscar neste mercado de pet.

Fico no aguardo.


georges xavier disse:

tenho uma costureira,que sempre pega os retalhos do corte, um dia ela me pediu que eu comprasse uma peça de malha para ela,pois ela tinha um pedido grande de roupas de cachorro............

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