Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIV

Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIV

A gaúcha Mundial, fabricante de tesouras, alicates de unha, esmaltes e aviamentos, terá pouco o que comemorar na virada do ano. De janeiro a setembro, a empresa somou prejuízo de R$ 23,6 milhões e, segundo o presidente, Michael Lenn Ceitlin, não há perspectiva de reversão no último trimestre. A empresa reagiu com um plano de reestruturação, que começou a tomar forma em maio. Desde então, demitiu cerca de 180 funcionários. A partir de janeiro, vai reajustar os preços de seus produtos de 8% a 12%.

"Estamos vendo uma deterioração da atividade econômica. Há uma redução bastante forte da demanda por produtos de consumo", afirma Ceitlin.

As vendas de esmaltes, segmento em que a empresa atua com a marca Impala, estão entre as que mais decepcionaram. Ao perceber um crescimento acelerado do consumo em 2009 e 2010, a Mundial ampliou a capacidade da fábrica para atender ao dobro da demanda. A projeção não se confirmou e foi preciso desmontar a estrutura de produção.

"Tivemos que fazer uma redução de custos indiscriminada", diz o executivo, citando o corte de mais de 5% no número de funcionários da companhia, que somam hoje 2,5 mil.

A questão é que o crescimento do mercado de esmaltes não chamou a atenção somente da Impala. Muitas empresas entraram no segmento, pressionando os preços para baixo. Com custos mais altos, nesse e em outros mercados em que atua, a Mundial decidiu reajustar os preços. "A inflação interna nos obriga a fazer esses aumentos para manter a margem", diz Ceitlin.

No terceiro trimestre, as vendas da Mundial somaram R$ 96,9 milhões, um recuo de 7,7% com relação ao mesmo período de 2010. A maior queda ocorreu em aviamentos para a indústria têxtil. A demanda foi prejudicada, segundo Ceitlin, pela excessiva entrada de roupas importadas no mercado brasileiro. A empresa sentiu ainda pressão de custos pela alta do principal insumo - o latão - devido à alta do dólar, e também por reajustes salariais.

Fonte:|http://www.valor.com.br/empresas/1097676/mundial-encolhe-e-reajusta...

 

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A muitas noticias igual a essa, só noticias ruim,quando isso vai começar a mudar,temos vendo a falência do mundo,ou os nossos governantes são extremamente esagerados em cobrança de impostos e extremamente espertos em desviar dinheiro.

Tem uma saída para com que empresas de grande porte não chegam a ficar uma  ME. com essas porcentagens de queda vão sim ficar uma ME.

 Só a uma  saída,para essas noticias ruim,  que  Rio grande ,Santa Catarina e Parana  seja um Pais,e que tenha governantes ....... que sera difícil também dizer cérios.

Se esses 3 estados desligar do resto do pais ,ai sim que pode  haver esperança para as empresas.

A situação da Mundial não é diferente a de muitos que ainda ousam produzir no Brasil. Manter indústria no Brasil hoje, em grande parte dos segmentos, é uma operação kamikaze ou seja, é se atirar em uma aventura sem medo da morte.

Sugiro à Mundial solicitar uma consultoria da ABVTEX. Provavelmente eles recomendarão que encerrem as atividades no Brasil, bote todos os seus colaboradores no olho da rua e busque na China. Dá muito menos trabalho e é muito mais barato.

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