Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XII

Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XII

Nem tigre, nem zebra: O leopardo é a estampa que não sai de moda

Vista com frequência no street style da Semana de Alta-Costura, padronagem felina é destaque entre celebridades e influenciadoras.

Ray Tamarra/GC Images
Em algum lugar entre o sexy e o clássico, a estampa de leopardo se consagrou como algo atemporal. Apesar da mistura de cores e do efeito maximalista, a padronagem conquistou um status de elegância dentro do universo fashion. Eternizado pela atriz Marian Nixon, que surgiu em Hollywood trajando as manchas felinas com um espécime em carne e osso a tiracolo, o print virou símbolo de glamour, se tornando um dos queridinhos da indústria têxtil. Agora, tanto nas passarelas quanto no street style, a tendência ressurge como uma das características mais revisitadas nesta temporada.

Se você ainda tem receio em investir nessa moda, vem comigo e liberte a fera que habita em você!

Um clássico

Alguns historiadores afirmam que a estampa de leopardo remonta do Egito Antigo, quando artesãs desenhavam as manchas do grande felino em bainhas de linho. No entanto, algumas pinturas rupestres do período paleolítico trazem o padrão cobrindo figuras humanas durante a caça. Àquela época, o homem primitivo vestia peles não só no intuito de se camuflar e enganar predadores, mas para incorporar as qualidades míticas do animal, como agilidade e força.

Milênios depois, a vontade de absorver as características do bicho ainda permanece viva, pelo menos nas passarelas. “Na moda contemporânea, o uso de peles e estampas animais é interpretado como um desejo de transmitir os instintos predadores dos grandes felinos. As pintas da fêmea de leopardo, mais agressiva que as do macho, são vistas como uma representação da arquetípica mulher fatal”, explica Marnie Fogg, no livro Tudo Sobre Moda, da editora Sextante.

 BETTMANN/GETTY IMAGES Bettmann/Getty Images
Estampa de leopardo ficou eternizada pela atriz Marian Nixon, que surgiu em Hollywood trajando as manchas felinas com um espécime em carne e osso a tiracolo

De acordo com a Enciclopédia da Moda, de Georgina O’Hara Callan, as peles entraram na moda na última década do século 19. Mais tarde, nos anos 1930, os primeiros tecidos estampados com padrões e cores que imitam pelagens foram criados. Porém, só entre as décadas de 1970 e 1980 que os animal prints se tornaram populares, inclusive, no segmento de roupas profissionais.

Antes disso, na década de 1960, o estilista Yves Saint Laurent lançou o primeiro de seus clássicos conjuntos safári, graças à influência da cultura africana em seu trabalho. Nascido na Argélia e tendo vivido grande parte de sua vida adulta em Marrakech, no Marrocos, o designer transformou a padronagem de leopardo em uma característica de sua grife homônima, além de difundi-la por toda a Europa.

MICHEL ARNAUD/CORBIS/CORBIS VIA GETTY IMAGESMichel Arnaud/CORBIS/Corbis via Getty Images
Yves Saint Laurent foi o grande responsável pela difusão da estampa de leopardo, ainda na década de 1960


De olho no sucesso dos animais prints de Saint Laurent, os estilistas italianos buscaram um conceito mais literal, investindo pesado nas peles, hoje símbolo da opulência siciliana. Grifes como Versace, Dolce & Gabbana e Fendi exploraram a matéria-prima sem qualquer preocupação com os tratados assinados na Convenção Sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas, em 1973. No entanto, o surgimento dos movimentos em prol dos direitos dos animais fez a popularidade deste produto cair em todo o mundo.


A moda italiana rebateu as estampas de Saint Laurent com peles. A Fendi, que surgiu como uma casa especializada em itens de couro, abusava do material em suas coleções dos anos 1980

 GIUSEPPE CACACE/GETTY IMAGES Giuseppe Cacace/Getty Images
Casaco exibido pela Versace nos anos 1990


GIUSEPPE CACACE/GETTY IMAGESGiuseppe Cacace/Getty Images
Estampas substituíram as peles da grife, nos anos 2000

 CHRIS MOORE/CATWALKING/GETTY IMAGES Chris Moore/Catwalking/Getty Images
A Dolce & Gabbana também embarcou na onda das peles…

 PATRICK MCMULLAN/GETTY IMAGES Patrick McMullan/Getty Images
… e depois partiu para as estampas, quando o consumo consciente tomou o mercado

 KARL PROUSE/CATWALKING/GETTY IMAGES Karl Prouse/Catwalking/Getty Images A Moschino reafirmou a forte presença do print na moda italiana

Para continuar explorando a exuberância da fauna na indústria têxtil, o designer Roberto Cavalli criou uma inovadora técnica de estamparia sobre couro, que foi patenteada no início dos anos 1970 e lhe rendeu encomendas de várias grifes, entre Hermès e Pierre Cardin.

ILCA MARIA ESTEVÃO

https://www.metropoles.com/colunas-blogs/ilca-maria-estevao/nem-tig...

Para participar de nossa Rede Têxtil e do Vestuário - CLIQUE AQUI




Exibições: 368

Responder esta

Respostas a este tópico

Verdade,  porem muito  adorada por velhas ...

Estamos fazendo do mercado brasileiro um quado de Picasso  uma mistura de cores e uma falta de imaginação.

Sonho com o dias em que estampa se tone uma questão de combinação e não de desenho.

Sonho com um dia em que a moda seja pra nos o foco e possamos usar tecido de qualidade.

Realmente essa estampa é preferencia nacional.

Afinal,em um pais de industria sem estilistas de fato , sem designes bons, e de uma moda popular e baixa, nada mais que combinar a Selva com a selva.

Onde o mal gosto impera temos mesmo que vender estampa de feras .

Particularmente gosto da estampa, vendo ela a 26 anos, depois podemos destacar as estampas de listras  para o publico Plus ...

Serio na moda estamos precisando de promotores de novos estilos e designer.

Pra isso precisamos criar novas escolas de estilismo.

Ou é folha ou é bicho, ou é listra .

Acho que não vai sair de moda nunca  

Responder à discussão

RSS

© 2020   Criado por Textile Industry.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço