Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano IX

Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano IX

ELLE conversou com alguns representantes da nova geração de designers brasileiros para te inspirar caso você queira fazer parte do mundo fashion.

“No Brasil, é fácil montar uma marca porque não existe muita concorrência. No entanto, sair do mundo da criação e conseguir se tornar um negócio rentável… É outra história, bem mais sofrida”, diz Rafael Varandas, fundador da Cotton Project – marca jovem ligada à cultura do skate com linguagem minimalista e descolada que integra o line-up do SPFW há duas temporadas.

Não é raro novos estilistas começarem a brilhar e logo serem devorados pelo mercado. Por isso, reunimos algumas dicas de iniciantes que estão crescendo a cada dia e têm chamado atenção do circuito fashion caso você também esteja pensando em se aventurar por lá.

Autenticidade é a sua maior arma

Segundo Laurent Serafini, CEO do Freak Market – e-commerce com curadoria alternativa lançado em 2016 – o cliente brasileiro ainda é refém de marcas, logotipos e preços. “Nós temos que trabalhar com um público que ainda está aprendendo a vestir o que gosta. Acreditamos num novo modelo de negócio que engloba marcas independentes, nacionais, populares e que pensem em sustentabilidade”, sugere.

Desfile da Cemfreio, marca de Victor Apolinário que vendeu sua coleção desfilada na Casa de Criadores no modelo "see now, buy now", no Freak Market.

Desfile da Cemfreio, marca de Victor Apolinário que vendeu sua coleção desfilada na Casa de Criadores no modelo “see now, buy now”, no Freak Market. (I Hate Flash/Divulgação)

Rafael segue na mesma linha: “Por que alguém trocaria a segurança de estabilidade de uma etiqueta já consolidada por alguém que faz algo similar, só que com uma estrutura menos profissional? A autenticidade é o fator mais importante para um estilista que está começando”.

A autenticidade é o fator mais importante para um estilista que está começando

Rafael Varandas, da Cotton Project

Não tenha pressa!

Não dá para montar uma marca de um dia para o outro. Amadurecer a ideia inicial leva tempo: a Cotton Project surgiu há dez anos na cabeça de Rafael. No entanto, ela só se tornou uma empresa de verdade há cinco. O mesmo aconteceu com a queridinha das fashionistas brasileiras Tanden, de Mila Menezes e Carlos Cardoso, experts em tornar o minimalismo mais romântico em moda festa.

Looks da coleção de inverno 2017 da Tanden de Mila Menezes e Carlos Cardoso.

Looks da coleção de inverno 2017 da Tanden de Mila Menezes e Carlos Cardoso. (Tanden/Divulgação)

“A parte burocrática é mais demorada e cansativa”, diz a designer. “Encontrar profissionais qualificados para trabalhar com a gente também. Mas, depois, tudo flui. No começo, nós tivemos que cortar e entretelar os tecidos, passar as roupas, pregar as etiquetas…”

Nós temos que trabalhar com um público que ainda está aprendendo a vestir o que gosta

Laurent Serafini, do Freak Market

Sempre alerta

Foi depois de uma ler uma resenha sobre seu desfile que a dupla por trás da Också – neolabel genderless que trabalha muito com fibras naturais, formas ... – decidiu colocar na passarela apenas o que vai estar na loja. “O resultado disso foi muito positivo. É preciso estar muito atento ao mercado e aos resultados de cada coleção”, contam Deisi Witz e Igor Bastos.

Para a Tanden, os seguidores no Instagram é quem dão o feedback. “Muitas das nossas clientes chegam até nós por amigas que as marcaram no nosso perfil”, explica. “São consumidoras mais curiosas que querem experimentar o novo”.

Cresça e apareça!

Uma coisa depende da outra. Para Rafael, o objetivo de qualquer marca é ter cada vez mais novos clientes. “Você precisa fazer boas associações. Mesmo que, a princípio, apenas um grupo pequeno conheça e goste do que você está fazendo. Se eles são influentes, você já tem uma alavancagem significativa”, analisa. Para Mila, divulgação e posicionamento são pilares importantes. “Nossas propostas têm que ser novas e interessantes para o consumidor, para a imprensa e para os formadores de opinião.” Não à toa, boa parte dessas grifes – mesmo que pequenas – já aparecem em semanas de moda importantes como o SPFW (Cotton Project) e a Också (Casa de Criadores).

De olho no futuro

Em comum, todos eles continuam com o mesmo fervor de quando começaram e estão sempre cheios de ideias e projetos novos. Se a Tanden pretende aumentar suas exportações e trabalhar com noivas, a Också quer abrir uma linha para a casa. “Precisamos explorar novos públicos e conquistar mais pessoas. Para fazer esses projetos acontecerem, o dinheiro precisa vir de algum lugar”, arremata Rafael, que em sua marca já firmou parcerias com nomes da músicas, como a hypada Festa Selvagem, a banca Aymoréco, a label de beachwear Haighte até o portal FFW.

http://elle.abril.com.br/moda/novos-nomes-da-moda-dao-dicas-para-qu...

Por Pedro Camargo

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