Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIV

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Sinditec garante que o gasto de empresas com produto já supera a energia; empresário relata gastar com GLP o correspondente a 20% do custo da produção.


Os constantes reajustes no preço do GLP (Gás Liquefeito de Petróleo) industrial e comercial – aquele vendido a granel ou em recipientes de mais de 13 kg – estão colocando em risco as operações de todo o setor têxtil da região e do país, reclamam empresários, que já vêm hoje o gasto com o gás superar o da energia elétrica, e clamam por apoio político para pressionar a Petrobras por reduções. De dezembro do ano passado até a semana passada, foram seis aumentos, que somados resultam em um valor 35,4% mais alto, já que houve no período duas reduções, que somam 9%.

O presidente do Sinditec (Sindicato das Indústrias de Tecelagem de Americana, Nova Odessa, Santa Bárbara e Sumaré), Dilézio Ciamarro, encabeça a briga do setor por reduções no preço do gás. Ele relatou que já pediu ajuda ao prefeito de Americana, Omar Najar (PMDB), e aos deputados estaduais e federais da região para ajudar na pressão. Essa, segundo ele, é a única alternativa.

Foto: João Carlos Nascimento-O LiberalDe dezembro do ano passado até a semana passada, foram seis aumentos no preço do GLP

“É um absurdo, porque a gente vem num período muito complicado de recuperação, e falar de aumentos em um momento que não estamos vendendo, e estamos retomando de um jeito muito tímido as vendas, vai na contramão. As empresas não estão conseguindo absorver isso. Está sobrando para as empresas pagarem a conta da Petrobras diante de tudo o que aconteceu”, afirmou o empresário. De acordo com Ciamarro, o gás é utilizado nas empresas têxteis no processo de tinturaria. “É um uso muito intenso do calor, em todos os processos. É o que usa a temperatura, então acaba encarecendo todo o produto, porque todos os tecidos passam, vai encarecer para a confecção, o consumidor final”, disse.

Segundo o diretor da empresa Têxtil GL, de Sumaré, Laerte Antonio Dell’Agnezze, a situação prejudica os empresários locais na competição com os produtos trazidos de fora do país.

Hoje, segundo ele, o gasto com GLP já corresponde a 20% do custo da produção, enquanto no ano passado isso ficava na casa dos 8%. “Muitas empresas estão tentando migrar para um sistema de geração de energia através de lenha, só que isso demanda alto investimento, e acabam não conseguindo. A situação pode colocar em risco o setor, mas não só o têxtil, mas a indústria toda, porque a concorrência externa, da Ásia, não esse tipo de problema”, afirmou.

Em nota, a Petrobras afirmou que não tem monopólio do fornecimento do GLP, e que os preços praticados pela estatal sofrem reajustes para buscar a paridade de preços internacionais.

http://liberal.com.br/cidades/regiao/preco-do-glp-asfixia-setor-tex...

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Respostas a este tópico

Essa caixa de maribondo, chamada Petrobras, aproveita a inflação baixa para colocar preços estratosféricos em seus produtos. O país parado e ela nos explorando. Deveria estar explorando petróleo e não os consumidores. Continua nos roubando!

LADROEIRA!!!!!

Caímos em um conto,A Flauta Magica,nos estamos sofrendo um processo de desindustrialização,o nosso papel no mundo vai ser somente um fornecedor de matérias primas.Quando não reservamos o mercado para a industria naval,quando não tomamos cuidado em não deixar quebrar as maiores construtoras do pais,o fim sera trágico. A saber, uma federação de industria só existe se tiver associados. 

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