Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIV

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Os enormes stocks de algodão da China e os valores elevados que estão a ser pedidos no seu leilão poderão levar a um aumento dos preços do “ouro branco” nos mercados internacionais, com a procura estável e a redução da oferta a contribuírem para uma possível escalada no futuro. 

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Preços do algodão sobem?

Os enormes stocks de algodão da China foram interpretados pelo Departamento de Agricultura dos EUA como sendo um elemento que iria pressionar os preços em baixa, mas os analistas sugerem que uma menor oferta fora do país e a pouca vontade das fábricas têxteis locais de comprar em leilão irão empurrar os preços para níveis mais elevados na próxima época.

«Ainda estou otimista, apesar do enorme superavit, já que a maioria do algodão está confinado à China», sustenta Kona Haque, diretora de produtos agrícolas no Macquarie Group.

O governo chinês está lentamente a libertar as suas enormes reservas de algodão, que deverão atingir mais de metade da oferta mundial na próxima época, mas a preços que são quase o dobro do dos mercados internacionais.

«A política está pensada para apoiar os agricultores de algodão mas está a prejudicar as fiações», afirma Haque, acrescentando que as fábricas chinesas estão cada vez mais a recorrer a importações de fio sem taxas da Índia e do Vietname em vez do extremamente caro algodão doméstico.

O Departamento de Agricultura dos EUA indicou em maio que as massivas reservas de algodão da China iriam fazer com que a procura pela oferta importada caísse 34% na próxima época em termos anuais, para apenas 12 milhões de fardos, levando à diminuição dos preços no processo.

Mas uma oferta reduzida nos EUA, a mudança nos padrões mundiais de cultivo para culturas de grão e outras em vez do algodão, juntamente com uma procura mundial estável, irão provavelmente sustentar os preços do algodão, possivelmente até eles igualarem o preço de leilão do governo chinês, segundo Haque.

«Vai demorar algum tempo, mas consigo ver os preços chegarem a 1 dólar (0,75 euros) novamente no próximo ano», refere.

A procura na China pode também ser impulsionada por um regresso ao mercado das suas principais marcas de desporto, que estarão próximo do fim de um prolongado ciclo de liquidação de stocks.

O jornal chinês Economic Daily publicou uma notícia em que afirma que a liquidação de inventário está rapidamente a chegar ao fim, sublinhando que os armazéns da Li Ning na cidade ocidental de Chengdu e na cidade do centro Wuhan estão agora vazios.

A notícia cita ainda o diretor-executivo da ANTA Sports, Ding Shizhong, que revela que o processo de liquidação de inventário da empresa que lidera está praticamente concluído após os envios de stock desatualizado para saldos no Médio Oriente e África.

http://www.portugaltextil.com/tabid/63/xmmid/407/xmid/42552/xmview/...

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Respostas a este tópico

    As fábricas chinesas estão cada vez mais a recorrer a importações de fio sem taxas da Índia e do Vietname em vez do extremamente caro algodão doméstico.

igual ao Brasil so que nos nao importamos fio de Algodao temos que pagar caro pela Pluma

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