Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIV

Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIV

Estamparia, Plotagem, Termotransferencia, Sublimação - Opiniões

Olá,

Estou procurando estamparia em silk em tecido corrido. A quantidade ainda não consigo definir, mas pretendo começar com 1 peça de tecido de malha para cada estampa. Tecido seria malharia em geral (p.v., viscolycra...)

As estampas seriam em cor única e bem simplificadas. Maior parte em cor preta em tecidos claros.

Estou localizado na zona leste (Mooca). Obrigado.

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Respostas a este tópico

Caros, 

1- O termo sublimação usado na estamparia de tecidos é usado de maneira errônea, o certo seria termo transferência, pois o que ocorre não é a sublimação do corante, ou seja a passagem direta do estado sólido para o gasoso e sim se aproveita uma particularidade dos corantes dispersos de migrarem da parte mais fria para a mais quente e vice versa até o equilíbrio.

2- este processo é feito em máquinas de termo transferência - Transfer - nas quais o tecido e o papel estampado passam entre um cilindro aquecido e um feltro.  Quando o corante da estampa do papel é aquecido a temperaturas que podem variar de 150 a 200 ºC " de acordo com o que se deseja e o material a ser estampado", os corantes ao ser aquecido tendem a migrar para a parte mais fria e como tem o feltro fazendo pressão contra o tecido e o papel a termo transferência da estampa é  perfeita.

3- de acordo com a temperatura e pressão dada pelo tapete no tecido e material pode -se ter uma estampa mais nítida ou não e usar o papel estampado um, duas e alguns casos uma 3º vêz dependendo da qualidade que se deseja.

Luiz Gustavo

Luiz ! A "passagem direta do sólido para o gasoso" é SUBLIMAÇÃO. O corante não migra para a parte mais fria. É algo fisicamente explicado, o corante vai para o estado de vapor e tende a se expandir e, para que "estampe" o tecido é necessário que esse tecido esteja prensado ao papel, para que o tecido seja transferido de maneira nítida, com resolução. Se vc aquecer somente o papel, sem nada  encostado verá o que acontece. Não é aconselhável que se faça mais do que uma transferência, a não ser que não haja exigência de igualização entre essas operações. Como te descrevi, os corantes têm curva de sublimação diferentes, portanto, a cada transferência obtemos cores diferentes, exceto quando utilizamos alguma cor pura, formulada com um só corante. Nesse caso teremos somente diferença de intensidade. Ainda nessa situação, até poderemos ter intensidades iguais, mas dependerá de vários testes e um controle mais rígido da operação.

Caro Claudio,

Sem comentários !!!!

Oi Adriane, tenho interesse sim. Que cidade voce está, me passe seu email. Obrigado.

Adriane Daher Meirelles disse:

Bom dia!

Trabalho há alguns anos com desenvolvimento e estamparia manual,não é silk, é pintado em bastidores e o meu maior bastidor mede 3,50m.

Se for do seu interesse, será do meu também!

Forte abraço!

Claudio, parte do que você falou é real, mas transfer é uma coisa e sublimação é exatamente outra. O que muitos hoje fazem de transfer, eu com minhas plotters e calandras térmicas, faço sublimação. Tenho disponível para qualquer estampa um leque de 2000.000 de variações de cores, o tranfer não passa de 100.Se eu estiver errado vou ter que fazer novo curso na Itália, na Mutho


 
Claudio de Almeida Lima disse:

Alfredo ! Um aparte ! A estamparia por sublimação é aquela em que se utiliza a classe de corantes dispersos, sendo que, dentro dessa classe, os corantes que se prestam a essa modalidade são os corantes de molécula pequena, razão pela qual, pela ação de temperatura maiores, em torno de 200°C, esses corantes "sublimam", ou seja, passam do estado sólido para o de vapor, sem passar pelo estado líquido. A maior produtividade e melhor qualidade são normalmente alcançados a partir de máquinas gráficas, tipo rotogravuras ou off-set. Quanto ao termo "cores firmes", existem ressalvas, visto que, é característico desse tipo de corantes, a baixa solidez a luz. Isso é facilmente constatado nas camisetas de futebol (poliéster) de cor preta que, com o o passar do tempo, entenda-se mais tempo de exposição a luz solar, os corantes que fazem parte da composição da cor preta, vão se degradando de forma diferenciada, haja visto que esses corantes têm características de tamanho de molécula diferentes entre si, daí que, no final, a cor preta acaba com tom mais avermelhado, visto que o componente "vermelho" tem molécula maior que os componentes " azul" e "amarelo". A impressão digital também pode ser realizada, diretamente, além das fibras naturais, sobre fibras sintéticas, tanto poliéster como poliamida, o que vai determinar o bom resultado é que para cada tipo de fibra temos uma classe de corantes adequada. Quanto à qualidade do resultado final é necessário verificar a relação custo-benefício que se quer estabelecer no final do processo em relação às exigências do uso final.

Caro Alfredo, parabenizo-o pelo curso que vc fez, mas, o consumidor final não compra 2000.000 de cores. É muita emoção para o pobre cérebro humano absorver de uma só vez .. Realmente estamos falando de coisas diferentes. Não questiono a tua capacidade técnica. Se vc tem clientela para isso, parabéns, meu amigo. A estamparia por sublimação é também uma modalidade de transfer, só que, por sublimação. Falando desse jeito, consegui me expressar melhor ???  A evolução técnica de impressão digital é inegável. Cada qual em seu quadrado. No caso de minha empresa, a proposta é outra. Essa troca de informação, essa conversa, é sempre frutífera, sempre aprendo um pouco. Trabalhando a 40 anos com estamparia têxtil já vi o bastante para saber que nada sei, portanto....

alfredo cardoso Neto disse:

Claudio, parte do que você falou é real, mas transfer é uma coisa e sublimação é exatamente outra. O que muitos hoje fazem de transfer, eu com minhas plotters e calandras térmicas, faço sublimação. Tenho disponível para qualquer estampa um leque de 2000.000 de variações de cores, o tranfer não passa de 100.Se eu estiver errado vou ter que fazer novo curso na Itália, na Mutho


 
Claudio de Almeida Lima disse:

Alfredo ! Um aparte ! A estamparia por sublimação é aquela em que se utiliza a classe de corantes dispersos, sendo que, dentro dessa classe, os corantes que se prestam a essa modalidade são os corantes de molécula pequena, razão pela qual, pela ação de temperatura maiores, em torno de 200°C, esses corantes "sublimam", ou seja, passam do estado sólido para o de vapor, sem passar pelo estado líquido. A maior produtividade e melhor qualidade são normalmente alcançados a partir de máquinas gráficas, tipo rotogravuras ou off-set. Quanto ao termo "cores firmes", existem ressalvas, visto que, é característico desse tipo de corantes, a baixa solidez a luz. Isso é facilmente constatado nas camisetas de futebol (poliéster) de cor preta que, com o o passar do tempo, entenda-se mais tempo de exposição a luz solar, os corantes que fazem parte da composição da cor preta, vão se degradando de forma diferenciada, haja visto que esses corantes têm características de tamanho de molécula diferentes entre si, daí que, no final, a cor preta acaba com tom mais avermelhado, visto que o componente "vermelho" tem molécula maior que os componentes " azul" e "amarelo". A impressão digital também pode ser realizada, diretamente, além das fibras naturais, sobre fibras sintéticas, tanto poliéster como poliamida, o que vai determinar o bom resultado é que para cada tipo de fibra temos uma classe de corantes adequada. Quanto à qualidade do resultado final é necessário verificar a relação custo-benefício que se quer estabelecer no final do processo em relação às exigências do uso final.

Quanto mais fico nessa Industria Textil mas eu vejo como tem amador nessa ramo, a pessoa pedir 1 peça de tecido para cada estampa, realmente não sabe trabalhar e isso seria sim um encrenca como disse o alfredo ! 

Nos fabricantes sabemos muito bem dos processos de fabricação ou sublimação no tecido 100 % de algodão ou estamparia digital e todos geram custos altos para se adquirir estes maquinarios, acho meio dificil de se conseguir mais boa sorte. 

Prezados companheiros desta rede.

Diante da discussão sobre "a terminologia correta para os processos de estamparia em questão", reproduzo parte de um artigo de ''pós em estamparia'', do SENAI "Transfer - método de estamparia utilizando impressão a laser e thinner sobre superfície têxtil". 

"1.2 Estamparia por termotransferência
A estamparia por termotransferência é um método baseado no princípio da
passagem de um desenho aplicado em papel (estampa) para o substrato (tecido)
através da aplicação de calor e pressão. Este tipo de estamparia é bastante
adequado para desenhos complexos e detalhados, onde os processos mais simples
de estampagem não conseguem atingir.
Existem diferentes tipos de processos de estampagem por termotransferência,
porém os mais conhecidos são o transfer convencional ou comum, o transfer de
impressão e recorte, com tinta à base de solvente, e o por sublimação.
Transfer comum é o processo de transferência de imagem de papel
especial, impresso em impressora laser ou jato de tinta, para o tecido por
prancha aquecida. A tinta contida no papel é transferida para o tecido
quando o papel é submetido à pressão e alta temperatura por alguns
segundos.
No transfer sublimático, ou por sublimação, o processo é semelhante ao
transfer comum, a diferença é o tipo de tinta utilizada e o toque
proporcionado. O transfer sublimático é feito com tinta sublimática,
caracterizada pela presença de corantes dipersos, utilizada em impressoras
especiais (sublimáticas). A tinta interage diretamente com a fibra dos tecidos
de poliéster ou poliamida, através da mudança de fase do estado sólido
para gasoso, diretamente (sublimação) e funciona como uma espécie de
tingimento localizado. 

Cara Catarina,

Para se estampar por termo transferência não precisa ser usado papel impresso em impressoras de jato de tinta, ploters.

O papel pode ser estampado em uma máquina de estampar rotativa adaptada sem problemas. Pode ser feitos desenhos complexos ou simples, sem problemas.

Tem estamparias que usam este processo até hoje, estampando o papel em rotativas e depois fazendo a termo transferência.

Muito obrigada, Luiz Gustavo. É muito bom ler estas discussões, porque nelas sempre surge a oportunidade de se expor as experiências de cada um. Um bom fim de semana.



Luiz Gustavo Moreira disse:

Cara Catarina,

Para se estampar por termo transferência não precisa ser usado papel impresso em impressoras de jato de tinta, ploters.

O papel pode ser estampado em uma máquina de estampar rotativa adaptada sem problemas. Pode ser feitos desenhos complexos ou simples, sem problemas.

Tem estamparias que usam este processo até hoje, estampando o papel em rotativas e depois fazendo a termo transferência.

Victor Barroz, você disse tudo. Não há um consenso explicito de cada processo ou não leram direito algumas informações dadas.

E quanto mais eu vivo nesse meio, mais eu percebo o quanto as pessoas são boçais e arrogantes. Eu sou mesmo amador, meu querido, sou um fabricante bem pequeno, não tenho nem funcionários, apenas prestadores de serviço. Não estudei, caí nessa área meio que sem querer há 10 anos, quando tinha apenas 19 anos. E até hoje vivo muito bem mantendo a humildade do meu pequeno negócio e com alto lucro vendendo pra clientes selecionados. Minhas vendas só vem aumentando nesses 10 anos e só não aumentam mais porque não quero passar a vida atrás de uma mesa de corte e ter uma vida medíocre. Nesses 10 anos acertando e errando, trabalhando 5 horas por dia apenas e tendo grana pra viajar quando eu quiser, aproveitar a vida, e adquirir bens, a percepção de "não saber trabalhar" é muito relativa.  Ah, e já arrumei uma ótima estamparia que fabrica em pequena quantidade e não foi através daqui. Isso prova que esse fórum só serve para as pessoas frustradas e conformadas com suas vidas "boringzzz" se aproveitarem do fato de estarem atrás de uma tela, para agredir uma pessoa que na verdade estava apenas pedindo uma informação. Entraram até numa discussão inútil sobre o que é "sublimação" e blá blá blá. Lamentável!

Victor Barroz disse:

Quanto mais fico nessa Industria Textil mas eu vejo como tem amador nessa ramo, a pessoa pedir 1 peça de tecido para cada estampa, realmente não sabe trabalhar e isso seria sim um encrenca como disse o alfredo ! 

Nos fabricantes sabemos muito bem dos processos de fabricação ou sublimação no tecido 100 % de algodão ou estamparia digital e todos geram custos altos para se adquirir estes maquinarios, acho meio dificil de se conseguir mais boa sorte. 

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