Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano X

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Nível industrial têxtil também caiu, mas sem um tombo tão profundo quanto o sofrido pelas confecções

A paralisação dos caminhoneiros no final de maio travou a produção nacional, que encerrou o mês impactada por queda de 10,9% sobre abril, levando a atividade para nível próximo ao de dezembro de 2003, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Apenas dois setores industriais aumentaram o volume fabricado de 26 ramos pesquisados. Os demais reduziram a operação. Com encolhimento de 15,4%, as confecções de vestuário integram o grupo que mais influenciou negativamente o desempenho da indústria como um todo em maio.

À greve que prejudicou o abastecimento de matéria-prima e a distribuição dos produtos no mercado, as confecções sofreram também com a demanda ainda mais contida do varejo, porque a falta de combustível nos postos afugentou os consumidores das lojas; e com o frio que não deu as caras e quando deu não havia como levar a mercadoria até os pontos de venda. Polos comerciais de jeans, como o Brás, em São Paulo, ficaram desde então esvaziados e custam a voltar ao normal, relatam os lojistas. A queda em maio comprometeu o desempenho do setor no semestre, que teve alta apenas em março e abril.

A indústria têxtil foi a que menos reduziu a produção em maio, recuando 2,6% em relação a abril. Nos cinco primeiros meses do ano, as empresas têxteis só tiveram aumento de produção física em março, segundo a Pesquisa Industrial Mensal (PIM), do IBGE.

Derivados de petróleo e extrativistas foram as duas atividades a elevar o ritmo industrial em maio, com alta de 6,3% e de 2,3%, respectivamente, na comparação com o mês anterior.

Os fabricantes de itens têxteis que até vinham bem ampliando a produção no confronto com 2017, registraram volume menor em maio de 6,6% sobre igual mês do ano passado. É o mesmo percentual de queda apontado pelo IBGE para a indústria nacional como um todo. O nível de atividade das confecções de roupas foi um dos três mais afetados nesse confronto, mostrando tombo de 15,5%. Perdeu para a indústria de couro, artigos de viagem e calçados (-17,9%) e produtos de fumo (-21,2%).

Jussara Maturo 

http://gbljeans.com.br/noticia/8164.htm?utm_campaign=ReportEd585+10...

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Qualquer CONTADOR, não precisa nem ser gestor, de uma indústria de confecção, sabe que no mês de maio se fabrica menos que em abril e março, mesmo sem greve de caminhoneiros. É que maio já é mês de venda de inverno nas lojas e os lojistas recusam entregas de inverno neste mês. Só trabalham normalmente os segmentos de roupas íntimas, sem a sazonalidade do clima. 15% de queda é pouco, pois só quem entrega atrasado está produzindo moda para venda nesta época de transição, onde o que se produz são os mostruários de verão. Já a indústria têxtil, deveria estar no início do pico para entregar às confecções os tecidos de verão e o índice de 2,6% pode ter sido influenciado pela greve.

  Os fabricantes de itens têxteis que até vinham bem ampliando a produção no confronto com 2017, registraram volume menor em maio de 6,6% sobre igual mês do ano passado.

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