Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIV

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Sem Alencar, Coteminas se Projetou no Mundo Com o Filho Josué

Ex-vice-presidente estava afastado do dia-a-dia da maior indústria têxtil do país há 17 anos

  

josué gomes da silva

Josué Gomes da Silva, filho caçula de Alencar e presidente do legado empresarial deixado pelo pai

São Paulo – Desde 1994, quando José Alencar decidiu deixar a vida empresarial de lado para se dedicar integralmente à política, a Coteminas é presidida pelo filho caçula do ex-vice-presidente da República, Josué Gomes da Silva. A empresa é a maior do setor têxtil no Brasil e figura também entre uma das gigantes no mundo no segmento têxtil, graças à gestão de Josué.

Tirando o impacto emocional causado pelo morte de Alencar, nesta terça-feira (29/3), os negócios da Coteminas devem continuar seguindo seu curso normal, sem nenhuma mudança. Há tempos Alencar já não opinava na gestão da companhia, que vem sendo administrada por Josué. Tanto que um dos principais feitos do executivo, nesses 17 anos à frente da empresa, foi tornar a Coteminas conhecida também no mercado internacional.

O filho de Alencar deu o pontapé inicial no processo de internacionalização da companhia no início dos anos 2000. Mas, sem dúvida, uma das estratégias mais ousadas do executivo foi a fusão com a americana Springs, em 2005. Com a união, as duas companhias criaram a Springs Global, líder no setor têxtil no mercado americano. A Coteminas detém 50% de participação da Springs Global.

Desde que assumiu o comando, Josué conseguiu mais que dobrar a receita da companhia. De acordo com o último balanço divulgado pela empresa, nos nove primeiros meses de 2010, a receita da empresa havia somado quase 2,4 bilhões de reais. Em 1994, o faturamento da companhia não chegava a 1 bilhão de reais.

Outra aposta bem-sucedida foi a compra de 65% da varejista MMartan, em 2009. Na época, a empresa pagou 55 milhões de reais para assumir o controle da rede especializada no segmento de cama, mesa e banho. A varejista possui mais de 120 lojas em operação no Brasil.

José Alencar teve uma origem humilde. Em 1946, começou a trabalhar como vendedor numa loja de tecidos de Muriaé, em Minas, onde chegou a dormir no chão da loja. Sua carreira de empresário começou em 1950, quando fundou sua primeira loja, a Queimadeira, com dinheiro emprestado pelo irmão Geraldo. Dezessete anos depois, Alencar fundou a Companhia de Tecidos Norte de Minas (Coteminas) com um empréstimo da Sudene. A partir daí, a empresa cresceu até se tornar a maior do setor no Brasil.

Seu filho caçula, Josué, começou a ser treinado para os negócios aos oito anos, quando seu pai começou a lhe ensinar contabilidade. Para aprender, Alencar criava empresas de mentirinha, que o filho podia administrar, comprar matérias-primas e vender seus produtos. Hoje, à frente de um grupo internacional, Josué tem a chance de colocar à prova tudo o que aprendeu com o pai

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Respostas a este tópico

E eu pensava que a internacionalização da Coteminas houvesse se dado na gestão do saudoso José de Alencar.

Foi o pior FIASCO cometido pelo Grupo  Coteminas. As consequências já estamos vendo no momento. Já foram fechadas 3 grandes fábricas do Grupo no Brasil (sem contar com a da Argentina e a própria Springs). A proxima fábrica a fechar será sem dúvida a Embratex de Campina Grande - PB  com mais de 100.000 m² de área construida 162 open-end (s), produzindo 250.000 Kg/dia de fio que recebeu os teares velhos da Springs Americana, louvada nesse artigo que deve ter sido encomendado e está bastante atrazado ! Vamos acompanhar o desenrolar dos acontecimentos para julgar e comparar a competência dos dois depois. Tenho minhas dúvidas... vão continuar produzindo "commodities" ?  Acho que sim !  Já entraram na SOJA com dinheiro do BNDES. E a modernização de suas Fábricas ?  Já não são mais competitivas ! E aí ? Reinaram tão pouco ? Muitas fábricas têxteis centenárias estão continuando a investirem e se modernizando. A Coteminas NÃO !

Nunca vi tanta besteira junta!!!

Apenas um conselho Sr. Luiz.  Sempre que nos dispusermos a escrever sobre qualquer coisa, o compromisso mínimo que temos com os colegas leitores é a "Verdade".  Em seguida devemos nos perguntar se o que escreveremos é "Positivo" e finalmente se tem alguma "Utilidade".

Me desculpe Sr. Luiz, mas o que o Sr. escreve acima não passa de "Fofoca".

Que Deus o abeçoe! Tenha um bom dia!
 
Luiz Barbosa Lima disse:

Foi o pior FIASCO cometido pelo Grupo  Coteminas. As consequências já estamos vendo no momento. Já foram fechadas 3 grandes fábricas do Grupo no Brasil (sem contar com a da Argentina e a própria Springs). A proxima fábrica a fechar será sem dúvida a Embratex de Campina Grande - PB  com mais de 100.000 m² de área construida 162 open-end (s), produzindo 250.000 Kg/dia de fio que recebeu os teares velhos da Springs Americana, louvada nesse artigo que deve ter sido encomendado e está bastante atrazado ! Vamos acompanhar o desenrolar dos acontecimentos para julgar e comparar a competência dos dois depois. Tenho minhas dúvidas... vão continuar produzindo "commodities" ?  Acho que sim !  Já entraram na SOJA com dinheiro do BNDES. E a modernização de suas Fábricas ?  Já não são mais competitivas ! E aí ? Reinaram tão pouco ? Muitas fábricas têxteis centenárias estão continuando a investirem e se modernizando. A Coteminas NÃO !

Pois é Valdir.

Vc já parou para analisar que todo "empresário" mete o pau no governo, não importa qual seja ele?

Eu tenho uma opinião para explicar a "situação catastrófica em que se encontra o parque industrial brasileiro" segundo esses mesmos empresários. É que eles, quando se cansam de falar mal do governo, começam a falar mal de si mesmos - principalmente dos grandes.

Ao invés de se unirem para criar um lobby que defenda seus interesses (como fizeram os ruralistas, os evangélicos e,  pasmem, até o pcc), atacam-se mutuamente ou, pior ainda, atacam aqueles que fazem alguma coisa.

Lembro-me de ter lido um comentário de uma colega nossa instigando o Sam a se candidatar à um cargo eletivo. Talvez ela estivesse pensando em Deputado Federal. Eu já sugiro logo o Senado.

Se nós nos empenhássemos em trabalhar em prol de algum escolhido (Paulo Skaff, Josué Gomes, Sam,  o Erivaldo, por ex.), teríamos alguém do nosso meio no Congresso. Como eu sou PROGRESSISTA, vou radicalizar e sugerir logo o Eike, já que nem o Antonio Hermírio nem o Sílvio Santos têm mais idade (nem saco) prá isso.

    Logo o Eike é, melhor Paulo Skaff.

 Abraços Romildo.

Mas com o berço e o legado que Sr. José de Alencar deixou..contribuiu para as boas ações de Josué.

Olá Romildo.

Vc já deu seu voto - ou seu parecer. Eu dei o meu, mas convenhamos: - Nenhum dos dois representa nosso setor. Eu sugiro o seguinte: - Vc tem muitos leitores - milhares talvez. Porque vc não dedica uma parte de seu tempo para engajar e transformar esses leitores (eu inclusive) em eleitores? Faça uma lista de expoentes do ramo textil, coloque uma breve biografia de cada em seu blog e faça uma pesquisa . Poderia até colocar seu parecer particular sobre o que cada um poderia ou não fazer pelo nosso setor.

Paralelamente à pesquisa, faça uma enquete sobre o que cada um de nós perguntaria ao seu escolhido.

Uma vêz "eleitos", chamaria os três primeiros para uma "entrevista digital" onde cada um responderia às principais perguntas (isso se eles topassem se aventurar à uma candidatura real) e, o final, fecharíamos em torno de um nome de consenso e aí sim, nos engajaríamos para colocar um representante do nosso meio no Legislativo.

Romildo: Eu sempre leio seus artigos, e embora não concorde com alguns especificamente, acho que vc tem a competência moral, a isenção e o poder de aglutinação e de engajamento necessário para uma empreitada dessas.

 

E então? Topas?

   Amigo Oscar, vamos pensar carinhosamente a esse respeito.

 Abraços Romildo.

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