Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIV

Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIV

Depois de ter destronado a H&M na liderança da fast fashion, a retalhista que conquistou os nativos da geração Z poderá ser o maior sucesso no mundo da moda deste ano. Há até rumores de que a empresa chinesa vai lançar uma IPO, motivo pelo qual os players da indústria estarão atentos a cada movimento da Shein.

[©Instagram @sheinofficial]

A performance financeira da Shein continua no segredo dos deuses, mas algumas estimativas indiciam que as receitas no ano passado podem ter alcançado os 10 mil milhões de dólares (8,45 mil milhões de euros), enquanto a própria retalhista chinesa afirma ter duplicado a faturação em oito anos consecutivos. De acordo com a Earnest Research, a 16 de junho, a Shein respondia por 28% do mercado de fast fashion, ou seja, mais do que duplicou os 13% registados pela empresa no início do ano.

O crescimento da empresa chinesa é exequível, tendo em conta que a cadeia de moda lança produtos a um ritmo frenético e divulga mais de dois mil novos artigos de vestuário, que chegam diariamente ao website da marca, noticia o Sourcing Journal.

Já os dados do OnlineCasinoMaxi.de revelaram que a Shein é a aplicação de compras líder em downloads da Google Play Store e da Apple App Store a nível mundial, com uma estimativa de 17,52 milhões de downloads assinalados em julho, o que corresponde a mais do dobro da aplicação da Amazon.


[©Instagram @sheinofficial]

Outros estudos, nomeadamente da App Annie, que desenvolve aplicações móveis, mostram que os downloads da Shein cresceram 12% ao ano, para os 40,1 milhões, no segundo trimestre, enquanto os utilizadores ativos mensais subiram 24%, para os 71 milhões. Até mesmo o tempo médio por utilizador passado na aplicação aumentou 12%.

Por se direcionar para um público mais jovem que utiliza mais dispositivos móveis, a aplicação adotou um formato semelhante ao das redes sociais, que permite aos utilizadores gostar das imagens e partilhar conteúdo para atrair ainda mais consumidores. Segundo a App Annie, esta estratégia está a dar frutos uma vez que o tempo que os utilizadores passam na aplicação aumentou 215% nos últimos 12 meses, o que se traduz em aproximadamente 22,9 milhões de horas mensais. Numa análise mais específica, a Shein registou um crescimento anual de 170% no México, 490% no Reino Unido, 530% em França e ainda 550% no Canadá. Em março, mais de 88% dos consumidores que instalaram a aplicação da marca, usaram-na, pelo menos, uma vez por mês.

Redes sociais e outros formatos

E como o telemóvel é quase sinónimo de redes socias na atualidade, a Shein está a brilhar nas plataformas focadas na geração Z, como o TikTok e o Instagram. Inclusive, a Shein foi a marca global mais mencionada no TikTok no mês de julho e a conta oficial da marca na plataforma foi a terceira a crescer mais rápido, com uma subida de 600% somente no mês em questão. Já no Instagram, a Shein ficou em terceiro lugar com base no número de identificações de influenciadores com idioma inglês numa estimativa de 27.400.


[©Instagram @sheinofficial]

A empresa de fast fashion cresceu na América Latina, fruto de uma parceria estratégica com a mexicana TV Azteca, através de uma campanha do “La Voz”, a versão mexicana do “The Voice”. Com a plataforma Digital Room da Shein, os participantes do “La Voz” puderam partilhar as suas experiências de palco e oferecer aos espectadores mais conhecimento sobre eles mesmos e sobre a respetiva personalidade no mundo da moda.

A exposição da Shein na televisão é uma forma da retalhista se manter relevante. Em agosto, a empresa desvendou a Shein x 100K Challenge, uma série de quatro episódios como o “Project Runway” com jurados como o designer Christian Siriano, a ex-diretora criativa da J.Crew Jenna Lyons, a estilista da Zendaya, Law Roach e Khloé Kardashian. A Shein x 100K Challenge foi transmitida nas redes sociais oficiais da marca, bem como na aplicação.

Ainda que uma IPO possa estar nos planos da Shein, as autoridades chinesas travaram as ambições das maiores empresas de tecnologia do país nos últimos meses, nomeadamente a gigante de comércio eletrónico Alibaba que foi multada em 2,8 mil milhões de dólares numa investigação anti-monopólio e até mesmo a empresa Didi foi forçada a suspender os registos de novos utilizadores devido a uma análise de cibersegurança.

Por consequência, este cenário pode trazer complicações para as empresas sediadas na China que, como a Shein, querem lançar uma IPO nos EUA. Aliado a isto, o facto de a empresa ser muito criticada por copiar as criações de designers e de grandes marcas não abona também a favor do indicador transparência.

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