Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIV

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Soja deve 'roubar' 20% da área de algodão

Pelo menos 20% da área de algodão deverá ir para a soja neste ano. O algodão está em queda, enquanto a soja, apesar do recuo dos preços, deverá manter valores acima da média histórica em 2012/13.

A avaliação é de Walter Horita, produtor e presidente da Aiba (Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia). Ele acredita que o percentual de migração do oeste baiano, região que vem aumentando a área de algodão, será menor: 15%.

A redução deverá ocorrer principalmente entre os produtores que não têm investimentos específicos voltados para a cultura em suas propriedades. A soja está com grande rentabilidade e vai atrair parte desses produtores que vão deixar o algodão.

Horita diz que o cenário de incertezas econômicas prejudica as cotações do algodão, mas não as de soja e milho.

O consumo de alimentos não está em recesso, mas a produção de manufaturados perde ritmo, afetando o algodão. Os chineses, grandes importadores, vão pisar no freio nas compras da fibra porque as vendas de roupas para a Europa recuam.

Já soja e milho devem ter cenários diferentes. A soja está com boa liquidez para as vendas antecipadas, devido à quebra de produção na safra 2011/12 nos países da América do Sul e à redução da área nos Estados Unidos na safra 2012/13. Se houver problemas climáticos, os preços subirão ainda mais.

Horita aposta também nos preços do milho, que devem subir no segundo semestre.

No caso específico da região oeste da Bahia, os produtores estão buscando, pela primeira vez, o mercado externo. Já têm contratos de exportação de 180 mil toneladas, o que tem garantido preços de R$ 20 por saca.

Apesar desse cenário bom para grãos, Horita acha que o ânimo dos produtores está diferente neste ano, quando se trata de novos investimentos. No final deste mês será realizada a Bahia Farm Show, em Luís Eduardo Magalhães, e os negócios não devem crescer como em 2011, quando atingiram R$ 570 milhões.

Fonte:|http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mercado/44279-soja-deve-roubar-20-...

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o lamentável, aqui, é que a SOJA é exportada praticamente sem nenhum nível de beneficiamento. Ou seja, é vendida nas bolsas, segundo a cotação. Ou seja, vira um jogo meramente especulativo. Os únicos empregos gerados são os dos trabalhadores braçais, muitas das vezes em condições de trabalho bastante criticáveis. Quem já foi numa fazenda produtiva de soja, milho ou cana sabe bem do que estou falando.

Bom, gera-se alguns empregos para operadores de máquinas e para algumas pessoas que ficam monitorando o mercado. SÓ.

Mas gera MUITO DINHEIRO para pessoas como Senador BLAIRO MAGGI, que hj tem uma das maiores fortunas do Brasil, feita exclusivamente a partir deste negócio especulativo.

O problema é que, ao exportamos a soja praticamente "in natura", estamos EXPORTANDO empregos num volume assombroso. Mas criar indústrias, administrá-las, ... hummmm dá muito trabalho. Então, é melhor continuar fazendo o que sempre foi feito...

Por outro lado, a cultura da soja está tirando espaço paar o plantio do algodão, que, em tese, gera muitos empregos. A visão é tão tacanha que só vislumbra a exportação "in natura", qdo, na verdade, poderiamos produzir muito algodão e usá-lo como MPT, com valor agregado elevadissimo.

O PERU está fazendo um movimento muito interessante, qualificando cada vez mais a sua produção algodoeira e fazendo a sua industralização, inclusive atraindo grandes griffes... 

E a EMBRAPA tem belissimos trabalhos científicos paar o desenvolvimento do nosso algodão...

Bom, para o ilustre Senador MAGGI e alguns poucos, plantar soja e exportá-la sem industrialização pode ser mais rentável, em especial com o USD no patamar artificial em que está...

  

     

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