Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIII

Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIII

A Teka, em parceria com a consultoria KPMG, conclui neste mês um plano de negócios para os próximos cinco anos que altera boa parte da sua estrutura comercial e financeira. Do lado comercial, dentre as mudanças previstas estão não só a inauguração de uma loja-piloto entrando no varejo, mas também a implantação de canais de venda tradicionais conhecidos do mercado, mas pouco explorados pelo setor têxtil: vendas porta a porta e televendas. Na parte financeira, a empresa trabalha com uma operação de subscrição de ações com um fundo, de forma que esse adquirirá participação minoritária, ajudando-a, em contrapartida, com recursos para capital de giro. "Estamos numa fase em que deve haver uma mudança na companhia de forma estrutural. Se não houver essa alteração, vamos continuar a mesma coisa, gerando prejuízos", disse Marcello Stewers, vice-presidente da Teka. A intenção é trabalhar com vários tipos de canais de venda. Com o porta a porta, ela passa a usar uma estratégia antiga do setor de cosméticos. O executivo não revela a área geográfica em que atuará nem o número de vendedores, mas diz que as vendas começam em abril. "Será um diferencial porque o mercado inteiro está indo para lojas. Eu penso em vários canais de venda. Muita gente saiu na frente e colocou loja, mas esse é o caminho? Ainda não sei", explica Stewers sobre a diversificação. No segundo semestre, de todo modo, a Teka planeja inaugurar uma loja no Shopping Park Europeu, que fica próximo à sua fábrica, em Blumenau. A loja será um teste, com o intuito de, por enquanto, viver a experiência de atender o consumidor final. A nova estratégia de venda porta a porta e a loja-piloto ocorrerão juntamente com um reforço do televendas ativo, que foi implantado pela empresa em 2006, mas de forma tímida. Hoje, são apenas 22 pessoas nesta área e o projeto da empresa é chegar a 170 atendentes em cinco anos. As transformações na área comercial acontecem no mesmo momento em que a empresa vem reformulando parte de suas operações financeiras. Em novembro, assinou um acordo com o fundo Global Emerging Market, que no Brasil usa o nome Ekika. O fundo vai subscrever ações que são hoje do acionista controlador, a família Kuenhrich. A empresa poderá fazer diversas chamadas de aumento de capital no valor total de até R$ 110 milhões. As chamadas poderão ser parceladas em diferentes valores, conforme definição do controlador, e serão privadas, ou seja, voltada para os atuais acionistas da Teka. A empresa tem um prazo de até 3 anos para tomar esses recursos. Na prática, isso significa que o fundo compra as ações e pode ficar com as ações na carteira ou repassá-las para o mercado. O que está estabelecido em contrato é que sua fatia será minoritária nos negócios e que não manterá fatia expressiva na empresa. A primeira chamada de capital, comunicada ao mercado no dia 7 de março, deve ser avaliada pelo Conselho de Administração em 4 de abril e envolve R$ 11,8 milhões. A Ekika pagará por ação o equivalente a 89,5% do preço médio dos papéis entre 8 e 28 de março. A operação com o fundo visa a redução do custo do dinheiro para a Teka e a compra de insumos mais barata, pagando à vista ou antecipado e com dinheiro, fugindo dos spreads em operações a prazo. O executivo não estima em quanto poderá será reduzido o custo de dinheiro para a Teka. Para financiar suas operações do dia a dia, a empresa hoje usa capital de giro, desconto de duplicatas, Adiantamento de Contratos de Câmbio (ACC), Adiantamento de Contrato de Exportação (ACE), financiamento com garantias de maquinário, entre outros. "Mas o dinheiro mais barato do mundo hoje é ações. E é para esse canal que estou indo", explica Stewers. A reestruturação financeira também envolve a contratação do Bradesco como formador de mercado para dar liquidez aos papéis depois que forem lançados em decorrência do aumento de capital. O Bradesco vai comprar e vender ações em limites e preços determinados pela Bovespa. O intuito é assim dar visibilidade às ações. As mudanças na Teka ocorrem depois de um 2011 difícil para o setor de cama, mesa e banho. No ano passado, o segmento sentiu os impactos negativos do preço do algodão, que triplicou de valor. A empresa ainda não divulgou o resultado de 2011. De janeiro a setembro, teve um prejuízo de R$ 155,8 milhões. Na mira da Teka está ter condições para ingressar no Novo Mercado, na Bovespa, que exige regras de liquidez e governança. "É um plano, mas não há uma data para isso", diz Stewers.

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Senhores,

 

Em 1992, quando minha empresa LMCA, implantava o software "MIS" na Cia Textil Karsten, tive a oportunidade de conhecer o diretor de marketing, Sr. Rui.

Na época, sugeri a implantação de software de gestão empresarial, especialista em indústria textil, mas optaram pelos computadores AS400 e desenvolvimento interno, depois vieram outros softwares.

Desejo Sorte para a Teka!  Adorei a empresa.

Leonidia Maria

 

 

Boa Sorte para a TEKA, firma simpatica que sempre primou por QUALIDADE. Sem sarccasmo (o que hoje em dia nao me falta) daria simplismente uma palavrinha de sabedoria Mineira aos amigos Barriga-Verdes do Cla Kuenhrich: Estejem atentos ao numero de vacas em seu plantel, Chamemos esse nuro de "V". Consequentemente o seu numero de tetas sera 4 x V. Se o numero de MAMADORES DE TETAS na familia continuar suplantando os 4 x V, HAVERA PROBLEMAS DE NOVO! Essa equacao funciona para qualquer firma. SdM

Essa equação eu conheço ! Mais grave ainda, com uma ´divida de 140 milhões e prejuisos de 155 milhões em 9 meses, duvido que coloquem mais dinheiro nessa Fábrica ou exista alguém que acredite nela... Não tem programa ou estrutura comercial que dê jeito. Principalmente com máquinas obsoletas que se vê na foto. Outras fábricas moderníssimas  e com investimentos recentes, estão à venda e com rombos incríveis de + de 150 milhões de reais (em Rondonópolis tem uma, na região rica do algodão e com vários incentivos fiscais), ninguém quer comprar ou mesmo colocar capital de giro e rodar a mesma, quanto mais essa Fábrica centenária. Lamentavelmente não acredito...

Luiz: Acho a proposicao muito dificil, mas sei que vc e eu estamos torcendo por eles. Essas fabricas centenarias quando fecham doem mais. Muito mais. SdM

Sam: Vc foi ao âmago da questão mais uma vêz. "Essas fábricas centenárias quando fecham...". Parabéns mais uma vêz.

Voltando ao tópico anterior sobre  PRECISAMOS DO BNDS? Por que esta entidade não aplica na recuperação, modernização e, principalmente GLOBALIZAÇÃO dessas centenárias empresas, já que não aplica no crescimento dos pequenos e médios empresários?

Pelo menos assim, perpetuaríamos esse legado industrial que tanto nos honrou além, é lógico, de perpetuar (enquanto durarem) os empregos.

Como fazer isso? Ora! É só criar o PROSIN - PROGRAMA DE ESTÍMULO À REESTRUTURAÇÃO E SOBREVIVÊNCIA DA INDÚSTRIA QUE CRIA EMPREGOS E GERA RIQUEZAS PARA O PAÍS.   Garanto que seria muito mais barato que o PROER???

Sam,

Concordo plenamente quando vc fala sobre os MAMADORES DE TETA. Lembro-me que quando amigos meus trabalharam lá, especificamente na área comercial, me diziam que era uma "fartura" de diretores, gerentes, supervisores, supervisores dos supervisores, assistentes dos gerentes e etc... (Muito cacique pra pouco índio), era uma "mamata" só e ninguém fazia nada!! Era mais fácil ficar jogando a culpa nos outros do que resolver o problema.

E Preço?? queriam bater a concorrência de qualquer jeito, mesmo vendendo dando prejuízo... Não tinha uma política definida. A ordem era "ganhar" da concorrência. Pobre infelizes...

Os representantes que é a ponta da empresa, recebiam (quando recebiam) suas comissões atrasadas e os gerentes, supervisores,... além de receber em dia, empregavam seus parentes, puxavam as vendas pra si atrapalhando os representantes que já estavam atuando na região há bom tempo, desmotivando-os ainda mais e estava tudo em casa. UMA VERDADEIRA BAGUNÇA!! NÃO É A TOA QUE A EMPRESA ESTÁ NESSA PINDAÍBA... 

Eram tambem muito "colonos", mas de nariz empinados. Se eu me apresentassa la como Sam Von Pfuhl ( nome de minha bisavoh paterna) seria recebido bem, sem duvida. Me lembro do tempo que se aproximaram de um Sirio-Libanes sabido, mas "sabido" mesmo. Senti-me inclinado a dar uma "palhinha" a direcao, pois conhecia a figuara de cernavais passados. Mas meditei, ponderei bem e resmunguei: Fuck them all! SdM
 
José Carlos Tedesco disse:

Sam,

Concordo plenamente quando vc fala sobre os MAMADORES DE TETA. Lembro-me que quando amigos meus trabalharam lá, especificamente na área comercial, me diziam que era uma "fartura" de diretores, gerentes, supervisores, supervisores dos supervisores, assistentes dos gerentes e etc... (Muito cacique pra pouco índio), era uma "mamata" só e ninguém fazia nada!! Era mais fácil ficar jogando a culpa nos outros do que resolver o problema.

E Preço?? queriam bater a concorrência de qualquer jeito, mesmo vendendo dando prejuízo... Não tinha uma política definida. A ordem era "ganhar" da concorrência. Pobre infelizes...

Os representantes que é a ponta da empresa, recebiam (quando recebiam) suas comissões atrasadas e os gerentes, supervisores,... além de receber em dia, empregavam seus parentes, puxavam as vendas pra si atrapalhando os representantes que já estavam atuando na região há bom tempo, desmotivando-os ainda mais e estava tudo em casa. UMA VERDADEIRA BAGUNÇA!! NÃO É A TOA QUE A EMPRESA ESTÁ NESSA PINDAÍBA... 

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