Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XII

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Diante da expectativa crescente da sociedade em ampliar o conhecimento sobre o processo produtivo e as práticas ligadas à fabricação dos bens e serviços que consumimos, entendemos a transparência como elemento de grande relevância na prestação de contas aos consumidores e que deve ser incorporada na estratégia de negócios das empresas.
negócio das empresas.

Além disso, a transparência permitirá uma maior participação de cada indivíduo nas mudanças que queremos para uma moda cada vez mais justa e sustentável. Nesse sentido, vemos o Índice de Transparência como uma possibilidade de reconhecimento das marcas que divulgam sua política de compliance e também como um estímulo
para que outras empresas publiquem mais suas práticas de controles ambientais, sociais e de ética. É uma iniciativa positiva que deve ter caráter educador. O importante, já que a globalização integra numa mesma cadeia de valor diferentes países, é que a transparência seja uma regra universal e não uma cobrança localizada.

 

                                                    por Fernando Valente Pimentel, Presidente ABIT – Associação Brasileira da Indústria Têxtil 

 

A cadeia de valor da moda é global, extensa e extremamente complexa. No caso de (muitas) marcas presentes no dia a dia das pessoas, há pelo menos um oceano de distância entre os mercados consumidores e os locais onde as
matérias primas são extraídas e beneficiadas e onde os produtos finais são confeccionados.
Essa configuração tende a potencializar muitos impactos socioambientais negativos desse setor de negócios. Por mais absurdo que pareça, a teia é tão complexa que, após semanas do desastre do Rana Plaza, em Bangladesh, onde mais de 1.000 trabalhadores perderam a vida na queda de um prédio onde várias confecções se localizavam, não se
sabia todas as marcas cujas peças eram produzidas por lá. Assim, para aqueles que buscam mudar paradigmas nessa indústria, a falta de transparência na cadeia leva à omissão de informações pelas marcas.

Como essa indústria é enorme, movimentando US$ 3 trilhões anuais, é urgente identificar os pontos críticos de impacto, de modo a quantificá-los e a traçar planos com objetivos e metas concretos. Algumas empresas têm
se esforçado nesse sentido, mas é preciso maior cooperação setorial para que se potencializem as mudanças em direção à sustentabilidade. Isso só ocorrerá se for dada a devida transparência para cada um dos elos
da cadeia de valor e se forem engajados os stakeholders prioritários e relevantes frente a esses impactos.


Antecipar-se a esta inevitabilidade, organizando as informações sobre impactos e, no caso dos negativos, atrelando-os aos planos de ação e às metas para resolver gradual e sistematicamente os problemas, ajudará as empresas a se apresentarem com credibilidade, frente aos consumidores, como responsáveis e proativas.
Por seu lado, 59% dos consumidores brasileiros apontam, como revela a pesquisa Akatu 2018, que desejam que as
empresas trabalhem ativamente para o desenvolvimento da sociedade, indo além da geração de empregos e de lucros. O Índice de Transparência da Moda é essencial para orientar o olhar (e as ações) das empresas
nas direções que se revelarem mais necessárias, assim como guiará a percepção do consumidor para os pontos críticos a serem considerados em suas decisões de compra.

Nesse sentido, o Índice servirá como organizador do que as empresas oferecerão de informações, e usado pelos consumidores para escolhas de consumo, sendo, dessa forma, eficaz como agente modificador de hábitos nessas duas frentes. Ou seja, as empresas terão uma direção a seguir para seu esforço de transparência, devendo buscar garantir que o mais relevante em termos de impactos negativos seja endereçado em seus planos e metas. Assim,
ao trabalhar por produtos mais duráveis, ao se responsabilizar pela gestão desses produtos ao final de suas vidas, como também pelo bem-estar de todos aqueles que atuam em sua cadeia de valor, poderão desenvolver
a reputação de suas marcas de maneira a levar os consumidores a compreender a importância dessas ações e incorporar tais critérios, gradualmente, em suas escolhas individuais de compra.

Assim, se desenvolveria uma dinâmica de retroalimentação em que as informações levantadas para nortear os negócios das empresas servem também para apurar o senso crítico dos consumidores que, por sua
vez, mais capacitados para fazer escolhas melhores, reforçam ao mercado a importância
de fornecer mais e melhores informações e, principalmente, produtos provenientes
de cadeias de produção cada vez mais responsáveis.

 por Hélio Mattar, diretor presidente Instituto Akatu 

 

O lançamento da segunda edição do Índice de Transparência da Moda Brasil acontecerá em dezembro, e indicará em que medida grandes marcas da indústria estão divulgando publicamente suas informações em prol de uma maior prestação de contas.

A cada ano, o Índice de Transparência da Moda aborda e explora um conjunto de questões consideradas importantes para a indústria da moda com maior profundidade. Em 2019, o relatório brasileiro, assim como o global, dá destaque a quatro dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU.

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Equipe Fashion Revolution Brasil

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