Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XII

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José M. D’Isep, diretor da Vicunha: aportes de US$ 40 milhões em cada unidade no exterior

José M. D’Isep, diretor da Vicunha: aportes de US$ 40 milhões em cada unidade no exterior

 

Após anunciar um contrato de produção com a argentina Ullum, em janeiro, a Vicunha Têxtil se prepara não só para concluir o acordo.

A brasileira também negocia a aquisição de duas fábricas de fios têxteis e tecelagem no país parceiro do Mercosul, sendo uma da própria Ullum.

É com este objetivo que o diretor financeiro José Maurício D´Isep desembarca hoje em Buenos Aires. "Nossa estratégia está desenhada. Queremos entrar na Argentina e na Colômbia. No México, vai depender de oportunidades", afirma.

O executivo já esteve na Colômbia. O país será o próximo passo após a conclusão da investida na Argentina. Produzir no mercado colombiano, segundo D'Isep, é a estratégia para entrar nos Estados Unidos. Os dois países mantêm acordo comercial. "Duas fábricas colombianas estão sendo estudadas, uma será comprada. O país tem bons acordos com os EUA, o que para a nossa estratégia é fundamental."

Como os americanos não compram o tecido pronto, apenas as peças já confeccionadas, a empresa pretende produzir na Colômbia e distribuir por meio de atacadistas instalados no México. "Hoje as grandes marcas não são mais os nossos clientes diretos._Elas terceirizam a produção, o que de certa maneira nos ajuda. Com uma venda pulverizada, é possível manter as margens de lucro."

O investimento na Colômbia seria parecido ao executado na Argentina, onde entre aquisição e modernização a Vicunha espera gastar US$ 40 milhões em cada unidade fabril que adquirir. "Conseguimos um incentivo do Fundo do Bicentenário da Argentina, uma instituição controlada pelo governo, com 10% de juros ao ano."

Na fábrica de San Antonio de Pichincha, que mantém no Equador, a empresa aplica recursos obtidos junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Banco do Brasil. As instituições emprestaram US$ 10 milhões e US$ 15 milhões, respectivamente.

A unidade equatoriana foi beneficiada pelo fechamento da concorrente Tavex, que encerrou atividades no Chile. "Ganhamos de graça todos os clientes que a Tavex atendia", afirma D'Isep.

Estratégia sul-americana

Os investimentos fora do Brasil são parte da estratégia de recuperação traçada por D´Isep, após a crise vivida pela Vicunha em 2006, quando amargou um prejuízo de R$ 400 milhões.

"A melhor maneira de proteger as operações no Brasil é ter plataformas fora do país", observa o executivo.

Segundo ele, para ser rentável, cada unidade deve produzir no mínimo 2 milhões de metros de tecido por mês. A meta é produzir 8 milhões de metros nos vizinhos sul-americanos - incluindo a Colômbia. O volume pode ser atingido em 2013.

Atualmente, a Ullum produz 300 mil metros mensais. A segunda unidade argentina seria menor. Contudo, ambas devem ser ampliadas para 4 milhões de metros de capacidade.

Hoje, a produção total da Vicunha é de 15 milhões de metros por mês - sendo 2 milhões no Equador. Em 2013, chegará a 24 milhões - contando as unidades argentina, brasileira, colombiana e equatoriana.

"Apesar do dólar desvalorizado prejudicar a exportação, ele facilita a compra de ativos. Queremos ter plataformas industriais na América do Sul."

O plano é que parte do consumo brasileiro seja abastecido pela produção argentina. Com isso, a Vicunha deve cumprir as cotas estabelecidas pelo governo portenho para manter a concessão de incentivos fiscais.

A estratégia de aquisições internacionais está dando certo. Em 2010, a empresa teve lucro de R$ 70 milhões - ante prejuízo de R$ 5 milhões no ano anterior.

Para 2011, as estimativas são otimistas. "A previsão para o lucro deste ano é de R$ 80 milhões", indica o diretor financeiro da Vicunha.

Fonte:|brasileconomico.com.br|

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O sucesso do GRUPO VICUNHA TEXTIL é um trabalho cuidadosamente delineado, estudado e obtido em GRUPO. O Ricardo Steinbruch sabe delegar múltiplas tarefas a varias pessoas certas. Também o Ricardo, seguindo os passos de Sr. Mendel, AMA o setor têxtil. Todos nos sabemos que o DINHEIRO esta em Bancos, mas o BANCO FIBRA não tira todo o tempo desse jovem empreendedor. Mais: Sem puxa-saquismo ( já ando velho e sem saco para isso), quando vejo este progresso no grupo, especialmente na área internacional, um nome sempre vem a minha mente: MARCEL IMAIZUMI. Só para constar nos "records". SdM

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