Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XVI
Pesquisa feita com PMEs revela que sete em cada dez empreendedores ainda não usam IA e desconfiam de ferramentas digitais.
Brunno Saura, general manager do PayPal no Brasil (Imagem: divulgação)Altamente digital e com forte veia empreendedora, o Brasil ainda enfrenta barreiras na adoção de novas tecnologias por parte de seus empreendedores. É o que revelou uma nova pesquisa realizada pelo PayPal, divulgada nesta quinta-feira (13). Segundo o Panorama PayPal: PMEs e o Comércio Digital no Brasil 2025, apesar de 99% dos PMEs se considerarem digitalizados, sete em cada dez revelam uma desconfiança com as ferramentas digitais e ainda não adotaram o uso de inteligência artificial (IA).
Representando 33,4% dos negócios no Brasil em 2024 e atingindo seu maior nível dos últimos quatro anos, segundo o Monitor Global de Empreendedorismo, os PMEs são um foco importante na estratégia de crescimento da empresa no país. Para Brunno Saura, general manager do PayPal no Brasil, dissolver essas barreiras por meio da segurança será essencial nos próximos anos. “A confiança é a chave do crescimento para as empresas no Brasil.”
Segundo o levantamento, a desconfiança vem do medo de errar ou de não ter clientes suficiente (49%) destes pequenos empresários, já que a experiência do cliente é levada muito a sério nestas organizações. “O senso de comunidade é muito grande dentro das pequenas empresas. Elas se apoiam para o crescimento dentro das suas comunidades”, afirma.
Dentro deste contexto, os maiores problemas que levam ao receio são os dificuldades em obter suporte/atendimento (32%), obstáculos para integrar sistemas (27%) e o preço das ferramentas e/ou cobranças inesperadas por parte das mesmas (21%).
“Essa pesquisa nos trouxe essa ‘lição de casa’, de pensar se estamos criando soluções que realmente atendem esse público e como a razão deles não as utilizarem tem a ver com a confiança. Porque ele precisa de um parceiro que vai atender no suporte, em qualquer época. E aí é o papel do PayPal nessa história.”
Somado ao medo de errar, o pequeno empreendedor hoje enfrenta um novo desafio: apesar da abertura de portas com a chegada do digital, estas também trouxeram uma nova concorrência com as grandes empresas, agora mais perto de seus clientes. Para 51% dos PMEs, este é o principal desafio da digitalização.
Para auxiliar nesse processo, além de focar em seus canais de atendimento, a aposta do PayPal é no auxílio à adoção da inteligência artificial. Em outubro deste ano, a empresa anunciou uma nova parceria com a OpenAI, que permite que seus clientes integrem seus catálogos ao ChatGPT e realizem vendas pela plataforma. Apesar de ser uma solução global, a novidade ainda não chegou na Europa e nem ao Brasil, mas deve estar disponível nos próximos meses, segundo Saura.
Em entrevista ao IT Forum, o general manager reforçou a crença no comércio agêntico nos próximos anos. “O nosso papel, como PayPal é se conectar com esses grandes parceiros das inteligências artificiais para disponibilizar isso. E agora, entender como vamos ajudar todo mundo a utilizar essa tecnologia.”
Segundo Pedro Cardoso, head de Pagamentos e Produtos de Marketing da América Latina, o desenvolvimento tem sido feito em duas verticais, uma para as pequenas empresas, envolvendo soluções de autenticação de agentes para os e-commerces do futuro e a própria disponibilização de plataformas para que estes agentes operem, por meio de parcerias. E a outra para as grandes organizações, com a criação de APIs que permitirão um checkout agêntico integrado.
“Desenvolvemos um agente que ajuda na disponibilização de inventário, um que ajuda na questão de busca, outro para ratificação. Então, é uma operação bem ampla e transversal, porque acreditamos que isso vai transformar a indústria nos próximos anos e queremos ter um papel importante em garantir que isso ocorra de forma segura”, declara.
Enquanto a era do comércio agêntico não chega, o PayPal tem focado em criar conteúdo educacional para evangelizar os PMEs que ainda possuem desconfiança com a tecnologia. Além disso, a empresa quer simplificar cada vez mais as integrações em sua plataforma, eliminando possíveis ruídos na hora do checkout.
Ao olhar para o contexto brasileiro, Saura também admite a força de ferramentas como o Pix e o WhatsApp dentro do e-commercer. No entanto, a companhia ainda não tem planos para parcerias futuras com as mesmas. “Não dá pra negar a força do Pix e que a gente tem um passo aqui para dar, porque o vendedor tem essa necessidade. A gente não descarta colocar isso nos nossos sistemas no Brasil, porque o brasileiro é empreendedor e é digital”

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