Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano VI

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Cotonicultura de MT faz dia de campo para apresentar algodão adensado |odocumento.com.br|

“Estou satisfeito porque os produtores do médio norte ficaram muito animados com essa nova tecnologia que está aí, que é a cultura do algodão adensado”. Esta avaliação é do presidente da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), Gilson Ferrúcio Pinesso, para classificar o sucesso do primeiro Dia de Campo organizado pelo Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt). O evento foi realizado, no sábado (27), na Fazenda Água Limpa, do Grupo Pinesso, no município de Nova Ubiratã, distante Km 506 de Cuiabá, no norte do Estado.

Para Gilson Pinesso, o adensado é uma das promessas para o setor. Ele acredita que o dia de campo deu um pontapé inicial para que a tecnologia do sistema adensado cresça de forma uniforme em Mato Grosso. “Precisamos desmistificar o pensamento de que o adensado é um algodão de baixa tecnologia e inferior ao convencional. É igual. É o mesmo algodão”, frisa Gilson Pinesso.

Ele lembra que a cultura do milho também passou pelo processo de desconfiança quando diminuiu o espaçamento no plantio dos grãos de 90 para 45 cm. “Passamos a colher o mesmo milho e com as mesmas propriedades alimentícias do que era plantado mais longe. Então, o algodão no sistema adensado tem tecnologia e investimento em beneficiamento”, garante o presidente da Ampa.

Gilson Pinesso deixa claro que o adensado não está sendo inventado, porque existe há décadas nos Estados Unidos e há alguns anos vem sendo implantado também com resultados expressivos pelos produtores de algodão da Argentina. “Os produtores desses dois países estão indo muito bem, e queremos trazer essa tecnologia para nosso Estado e disseminar para o restante do Brasil”, explica Gilson Pinesso, acrescentando que o sistema vai ser adaptado perfeitamente porque o produtor vai contar com uma safra de soja boa e uma de algodão também boa e com rentabilidade.

A área utilizada na Fazenda Água Limpa nesta primeira experiência de algodão adensado é de cerca de 640 hectares. Segundo Gilson Pinesso, é uma área muito expressiva onde foram utilizadas as diversas variedades da cultura e usadas nas plantas a dosagem adequada de fertilizantes. “Logo, logo vamos ter informações precisas, com base nas nossas pesquisas, sobre essa colheita”, avisa Gilson Pinesso.

No sistema adensado, além de ter o maior número de plantas por área, uma vez que o espaçamento das linhas pode chegar a 45 cm ao invés dos 90 cm tradicionais, não é preciso esperar a formação de oito ou mais capulhos por planta e a colheita pode ser feita com quatro ou cinco. Dessa forma, a produtividade pode ser considerada satisfatória dentro de um ciclo de até 150 dias contra os 210 dias do sistema tradicional.

Apesar de ainda não ter resultados, o presidente da Ampa está confiante nos investimentos e destaca que o adensado mato-grossense vai ser absorvido pelo mercado internacional. E como o mercado de commodities é soberano, Gilson Pinesso diz que a saída do setor, como forma também de acompanhar a constante oscilação de preços, é reduzir custos de produção e o adensado é a promessa de futuro melhor para a cotonicultura.

O Otimismo de Gilson Pinesso ganhou respaldo dos colegas produtores, engenheiros agrônomos e pesquisadores presentes no dia de campo. O empresário Eraí Maggi Scheffer assinala que o sistema adensado vai tornar Mato Grosso um Estado mais forte e mais rico. “As pesquisas desenvolvidas pelo instituto (IMAmt) estão comprovando isso. Dessa forma, precisamos nos apoiar nas nossas experiências do passado, com o algodão convencional, que também foram baseadas em pesquisas, para alcançarmos excelentes patamares”, assegura Eraí Maggi.

O presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Algodão e seus Derivados, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), e conselheiro consultivo da Ampa, Sérgio De Marco, completa Eraí Maggi e dá um conselho a quem está em dúvida: “não depreciem o algodão adensado sem ter resultados, porque estamos apostando no futuro e, ao meu ver, é muito promissor”, sublinha.

Expectativa

Quem também prestigiou o dia de campo em Nova Ubiratã foi o presidente da Associação Goiana de Produtores de Algodão (Agopa), Marcelo Swart. Ele disse que os produtores de Goiás se espelham nos colegas de Mato Grosso, porque a cotonicultura no Estado é muito forte e tem reconhecimento no mundo. Com mil hectares de adensado, quatro vezes menor da área plantada em Mato Grosso, o presidente da Agopa está seguro de que essa cultura vai garantir retorno econômico para o setor. “Estamos apostando na viabilidade do algodão por meio do adensado”, espera Swart. As experiências em Mato Grosso com adensado vão ser observadas em aproximadamente 5.000 hectares que foram cultivados nesta safra e serão colhidos nos meses de julho e agosto.

O diretor executivo do IMAmt, Álvaro Salles, se diz realizado com o primeiro dia de campo porque superou todas as expectativas. Nas contas deles, mais de 200 pessoas participaram do evento. “É gratificante justamente porque despertou o interesse dos produtores. Agora, vamos programar uma série de atividades como essa para mostrar o caminho que os cotonicultores de Mato Grosso estão trilhando”, ressalta Álvaro Salles, dizendo esperar que os produtores consigam transformar as pesquisas em ganhos para os empreendimentos. De acordo com o diretor do IMAmt, além de pesquisar o sistema de plantio, com propriedades de solo e utilização de fertilizantes, até a qualidade da matéria-prima, a redução dos custos de produção é uma das metas para que o cotonicultor consiga ter retorno do investimento.

No dia de campo da Fazenda Água Limpa foram realizadas palestras culturas oleaginosas e Rede de pesquisa IMAmt e parceiros; programa de melhoramento IMAmt e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) , e tecnologia do algodão adensado. O encerramento do dia de campo foi com colheita e beneficiamento bem-sucedidos. O material colhido, além de não ter sido danificado, ficou livre de boa parte das impurezas e contaminantes. Para o IMAmt, o algodão tem um aspecto visual de alta qualidade com padrão de exportação.

O Instituto Mato-grossense do Algodão encaminhou amostras para laboratórios de HVI de Rondonópolis, Campo Verde e Primavera do Leste. Os primeiros resultados, do HVI de Campo Verde, apontaram para um material de alta resistência, uniformidade e baixo índice de fibras curtas, características intrínsecas da fibra de algodão altamente desejáveis para a industrialização.

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