Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XII

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Crise ameaça centenárias fábricas têxteis de Brusque - Tecidos Renaux e Buettner reduzem cargos para sobreviver

Fonte:|clicrbs.com.br/jsc/sc|

O presidente do Conselho de Administração da Fábrica de Tecidos Carlos Renaux, Rolf Dieter Bückmann, afirma que a empresa também sofre o aumento do preço do algodão e a falta de modernização da gestão. Desde o fim do ano passado, os salários são pagos em parcelas durante o mês para a empresa manter o fluxo de caixa. O 13º também foi parcelado.

A empresa tem cinco anos de atraso de FGTS, que também está sendo pago em parcelas. Cargos e os salários da diretoria foram reduzidos. Há 10 dias, a fábrica parou de produzir os tecidos chamados de commodity, que têm baixo valor agregado e concorrência alta. Para Bückmann, a concorrência chinesa teria inviabilizado a produção:

– Vamos importar tecidos e fazer o acabamento aqui. Nos habituamos à globalização ou seremos engolidos.

Há 10 meses Buettner não repõe desligamentos

Na Buettner, cargos de coordenação e gerência foram remanejados para aliviar a folha de pagamento. Há 10 meses a empresa não repõe os funcionários que pedem desligamento. São cerca de 300 vagas a menos. Desde o fim de 2010, opera com 60% da capacidade de produção. Os salários estão sendo parcelados e o 13º deve ter a segunda parcela quitada até março. O diretor-presidente da empresa, João Henrique Marchewsky, afirma que, a alta do algodão, a desvalorização do dólar e a queda nas vendas têm criado dificuldades à empresa. A previsão para os próximos meses não é animadora. Prevê dificuldades até junho.

 

Alta do algodão e presença asiática prejudicam empresas como a Schlösser, que paralisou atividades

Fonte:|clicrbs.com.br/diariocatarinense|

 

A Schlösser, indústria têxtil de Brusque, completou cem anos neste mês sem motivos para comemorações. A empresa colocou em licença os 450 funcionários e paralisou a produção. A situação expõe as dificuldades que vivem três das maiores empresas têxteis de Brusque.

Buettner e Tecidos Carlos Renaux também têm problemas. Os administradores têm parcelado salários dos funcionários e fechado setores para manter o fluxo de caixa.

A falta de inovação na gestão, a concorrência com produtos asiáticos e a alta no preço do algodão são apontados pelos próprios empresários como alguns dos principais responsáveis pela situação.

Valentim Tamasia, funcionário da Schlösser, pretendia pedir demissão no final do ano, quando completasse 50 anos de vida, seis de aposentadoria e 33 de empresa. O apego à firma que lhe deu o primeiro emprego havia feito com que Valentim adiasse várias vezes o plano. Agora, antes de colocar a ideia em prática, ele foi dispensado.

Por enquanto, ele e os outros funcionários estão em casa, de licença remunerada. Esperam a decisão sobre o futuro da Schlösser. Sexta-feira, uma reunião entre os acionistas deve optar pela autofalência – fechamento total e demissão dos funcionários – ou recuperação judicial – quando a empresa continua em atividade por meio de um comitê de credores.

O diretor executivo de Relações com Investidores da Schlösser, João Beckhauser, afirma que a alta do preço do algodão relacionada a outros fatores – entre eles problemas de gestão – culminaram na paralisação da empresa. Os funcionários ainda não receberam o salário de dezembro e o 13º. O pagamento de janeiro não tem previsão para sair. A situação financeira da empresa está sob sigilo.

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Comentário de Textile Industry em 5 fevereiro 2011 às 16:24

Adiada definição sobre futuro de empresa têxtil de Brusque

Fonte:|clicrbs.com.br|

Por falta de quórum, reunião que ocorreria nesta sexta-feira teve de ser adiada

A reunião entre os acionistas da Cia Industrial Schlösser S/A, que definiria o futuro da empresa, foi adiada. Agendada para as 14h desta sexta-feira, não houve quórum suficiente para ocorrer. Apareceram apenas os representantes de 15,58% do total de ações da empresa. Durante o encontro seria definido se a Schlösser decretaria autofalência ou pediria recuperação judicial.

Uma nova reunião será agendada e comunicada à Comissão de Valores Mobiliários.

A empresa está parada desde o início de janeiro, quando os 450 funcionários foram liberados em licença remunerada. Eles estão sem receber o pagamento dos mês de dezembro e o 13º salário.

A Schlösser completou 100 anos de fundação no primeiro dia de 2011.

Comentário de Textile Industry em 4 fevereiro 2011 às 7:52

Funcionários da Schlösser fazem manifestação em Brusque

Fonte:|clicrbs.com.br|

Cerca de 300 trabalhadores da Cia Industrial Schlösser S/A fizeram uma manifestação em frente à empresa na tarde desta quinta-feira. O protesto foi organizado pelo Sindicato dos Mestres e Contra-Mestres de Brusque e pelo Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Fiação e Tecelagem de Brusque. Os trabalhadores levaram faixas e o sindicato carro de som. Os funcionários pedem a continuidade do funcionamento da empresa.

Está agendada para as 14h desta sexta-feira a reunião entre os acionistas que definirá o futuro da empresa. De acordo com o comunicado feito à Comissão de Valores Mobiliários, a empresa optará entre a autofalência - fechamento total e demissão dos funcionários - ou recuperação judicial - quando a empresa continua em atividade por meio de um comitê de credores. Caso a reunião não tenha quorum suficiente, será feita uma segunda chamada no dia 14 deste mês. Se a decisão for adiada, os sindicatos planejam fazer outro protesto pacífico.

Portas fechadas

A Schlösser está sem funcionar desde o início de janeiro, quando completou 100 anos de vida. Os 450 funcionários estão em casa, de licença remunerada, aguardando o que será decidido em relação ao futuro da firma. Eles estão sem receber o pagamento dos meses de dezembro e janeiro, inclusive o 13º salário.

A situação financeira da empresa foi agravada com a alta de, em média, 150% do algodão durante o segundo semestre de 2010. O valor da dívida não foi divulgado.


Comentário de Nelson Pimentel em 31 janeiro 2011 às 18:24
Do jeito que vai,alem das centenarias muitas outras estaõ no mesmo caminho.Os problemas são muitos porem importação e impostos,somados ao preço do algodao,não vai ter consumidor para os produtos fabricados made in BRASIL.Tem fabrica importando da China e vendendo como nse fosse fabricado aqui.Tá faltando alguma coisa
Comentário de Eduardo Caillaux em 31 janeiro 2011 às 17:57

Pois é...

Eu como leigo, penso: não é feio para um país deixar morrer uma empresa centenária? Para um estado, município...

Os tais problemas de gestão... o que poderiam ser?

Terem parado no tempo, acomodados quanto à tecnologia, treinamento? Acharam que eram bons o bastante que não precisaram, como todas as outras concorrentes, de se atualizarem?

 

Ou foram gestões que propiciaram o empobrecimento do capital jurídico em favor do capital privado?

São só suposições...  estão coisas sob sigilo...

de qualquer forma é triste ver uma empresa centenária morrer...

E ninguém vai fazer nada?

Comentário de Welington Soares de Paiva em 31 janeiro 2011 às 15:45
E  nós, vamos "assistir de camarote" a ruína de uma a uma das indústrias texteis? O que poderá ser feito? quem? redução de impostos? como foi feito para automóveis,construção e eletrodoméstico?. Ou a situação não está tão grave assim??
Comentário de HANS JURGEN BRAEMER em 31 janeiro 2011 às 13:37

 AÍ OS IDIOTAS DA OBJETIVIDADE ( NELSON RODRIGUES ), IRÃO PENSAR, DIZER OU ESCREVER QUE O COMÉRCIO BRASILEIRO NÃO DEPENDE DO NÚMERO DE DESEMPREGADOS DA INDÚSTRIA TEXTIL NACIONAL E OUTROS SEGMENTOS DA ECONOMIA BRASILEIRA, OS QUAIS TAMBÉM ESTÃO PASSANDO POR ARROCHOS.

AÍ VÃO COMER OS PRÓPRIOS PRODUTOS COM FAROFA.

COMO DELFIM NETO PROPALAVA NA ÉPOCA DA DITABRANDA " EXPORTAR É A SOLUÇÃO ". Ha, ha, ha !!!! COM O DÓLAR NESTE PATAMAR. TÃO FÁCIL NÉ !!!

Comentário de petrick funes em 31 janeiro 2011 às 11:40
É infelizmente no Brasil é isso o que acontece com as Empresas que tentam produzir, gerar Empregos , fortalecer a Economias e o Pais . Os Empresários Importa-dores deviam entender que se o consumidor não tiver emprego não podera comprar ai eles vão vender para quem ?

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